Tudo junto e misturado

segunda-feira, 21 de abril de 2014







Racionalização

 O estado racionaliza sua ação e "culpabiliza" o povo.

O povo rebate a acusação e a joga sobre os ombros do estado.

É incrível como ainda prevalece a moral de rebanho nietzschiana.

As ovelhas seguem as ovelhas.

Por que não seguem um cavalo ou um cachorro?

Para onde a corrente me levar eu irei?

Para onde o vento soprar- me  seguirei.

A sociedade nos condicionou a ser imediatistas.

Não ponderamos, nem deliberamos.

Simplesmente somos velozes.

Correr rápido, ser produtivo.

Para depois alimentar os vermes com nossa matéria gratuitamente penhorada?

É impossível aceitar o inaceitável.

A realidade se contrapõe a vontade social e individual.

Racionalizamos nossa existência finita e morbidamente comum.

E nossa incapacidade de ser vivo concomitantemente mortal.

Devemos aprender a lidar com o impossível.

Limitar nosso repertório de possibilidades.

Os motivadores motivam a destruição.

Compelem a supremacia da desigualdade.

O que são os desejos?

Desejos, fonte vital e fúnebre.

Desejamos o tempo todo.

É uma necessidade antrópica.

O que nos move, atemoriza e vigoriza.

A finalidade última de toda a ação.

São bem vindas virtudes, execradas todas as imperfeições.

Algo perfeito é algo estático e amorfo.

Ninguém evolui no estágio máximo.

Pois é um limite com avanço limitado.

O inferior é um estágio de retrocesso limitado e progresso ilimitado.

Essa é uma afirmação lógica e evidente.

O niilismo é isso, a ideia representativa do simples segredo da vida.

O segredo é que não há segredo algum.

É face ambígua, regozijo e frustação.

Prudência e satisfação não podem conviver harmoniosamente.

Alguns se realizam, outros se perpetuam à decrépita vontade.

Caminhos estreitos ou largos.

Solitários ou comungados.

Seguros ou arriscados.

Prolixos ou milimetricamente curtos.

Ética e moral.

Palavras que poucos conhecem o cerne.

A maior parte da humanidade tem uma opinião intuitiva acerca destas.

O pouco entendimento que há, excomunga-se diante de abjuração de desejo.

Potência é individual, no entanto, ato é social.

Às vezes sou o que não quero ser, mas desejo que outros sejam o que eu quero.

Não me contento com insucesso.

Por conseguinte instigo o sucesso sobre outro corpo e outra alma.

Não haveria movimento, se não houvesse dialética.

Pois uma coisa existe quando outra não existe.

Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.

Só pensamos em vida quando a parafraseamos com a morte.

Deveriam nos ensinar a nos ensinarmos autonomamente.

Ser independente de exterioridade.

Chegar ao estado ataráxico é a perfeição completa.

Porque ser perfeito é fugir do estigma do alto desempenho.

Das conquistas concupiscentes e gloriosas.

O sábio vive sozinho.

É assim que encontra seu próprio caminho.

Quando encontra a si mesmo.

Será humilhado quem exaltar-se.

E exaltado quem humilhar-se diante da verdade.

 

 

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