Tudo junto e misturado

domingo, 31 de janeiro de 2010

Enquete: mortes por causa da temporada de chuvas

Do blog da garoa - Por Por Pablo Pereira

Confira o resultado da Enquete:

Pergunta:

Já morreram 68 pessoas no Estado de São Paulo, em dois meses, por causa das chuvas. Quem você acha que é responsável pela tragédia?

O governo federal (2%, 2 Voto(s))
O governo estadual (56%, 57 Voto(s))
O governo municipal (5%, 5 Voto(s))
As próprias famílias das vítimas (9%, 9 Voto(s))
O excesso de chuvas (10%, 10 Voto(s))
Os três níveis de governo (18%, 19 Voto(s))
Total de Votos: 102

Pinçado de:
http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/860/

Que saudade

Aquele timbre de voz...
Se minha mente pudesse reproduzir
Em meus ouvidos agora
Para matar o desejo
De novamente ouvir sua voz
Suave, doce e sincera.
Se pudesse outra vez ouvi-la
Alegre, triste,
Sorrindo, brincando,
Ralhando comigo...
Ahh mamãe, que saudade.

Escrito por Sandro Stahl

Tecnologia em rede

Do blog da Petrobras

A Petrobras é uma empresa de energia reconhecida mundialmente pela excelência tecnológica. Neste vídeo, você saberá um pouco mais sobre o esforço da Companhia em desenvolver novas tecnologias no Cenpes e também de forma compartilhada com vários outros centros de pesquisas. É a tecnologia em rede buscando soluções para os desafios do futuro.

Lasier Martins tomando choque

Não costumo rir da desgraça alheia, mas essa não deu pra segurar.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fim de semana de Metallica

Metallica - Whiskey In The Jar (Dublin Ireland, 2006)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Lula, em Davos: Governantes do Brasil tratavam 2/3 do povo como "peso, estorvo, carga"

Do blog Vi o mundo

O discurso que o presidente Lula não leu em Davos (mas que foi lido pelo chanceler Celso Amorim), conforme reprodução do Vermelho:

"Minhas senhoras e meus senhores,

Em primeiro lugar, agradeço o prêmio "Estadista Global" que vocês estão me concedendo. Nos últimos meses, tenho recebido alguns dos prêmios e títulos mais importantes da minha vida. Com toda sinceridade, sei que não é exatamente a mim que estão premiando - mas ao Brasil e ao esforço do povo brasileiro. Isso me deixa ainda mais feliz e honrado. Recebo este prêmio, portanto, em nome do Brasil e do povo do meu país. Este prêmio nos alegra, mas, especialmente, nos alerta para a grande responsabilidade que temos.

Ele aumenta minha responsabilidade como governante, e a responsabilidade do meu país como ator cada vez mais ativo e presente no cenário mundial. Tenho visto, em várias publicações internacionais, que o Brasil está na moda. Permitam-me dizer que se trata de um termo simpático, porém inapropriado.

O modismo é coisa fugaz, passageira. E o Brasil quer e será ator permanente no cenário do novo mundo. O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo. O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro, na recente crise financeira internacional – mesmo para os que não gostam de mudanças.

Meus senhores e minhas senhoras,

O olhar do mundo hoje, para o Brasil, é muito diferente daquele, de sete anos atrás, quando estive pela primeira vez em Davos. Naquela época, sentíamos que o mundo nos olhava mais com dúvida do que esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil, porque não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda sindical. Meu olhar para o mundo, na época, era o contrário do que o mundo tinha para o Brasil. Eu acreditava, que assim como o Brasil estava mudando, o mundo também pudesse mudar.

No meu discurso de 2003, eu disse, aqui em Davos, que o Brasil iria trabalhar para reduzir as disparidades econômicas e sociais, aprofundar a democracia política, garantir as liberdades públicas e promover, ativamente, os direitos humanos. Iria, ao mesmo tempo, lutar para acabar sua dependência das instituições internacionais de crédito e buscar uma inserção mais ativa e soberana na comunidade das nações. Frisei, entre outras coisas, a necessidade de construção de uma nova ordem econômica internacional, mais justa e democrática. E comentei que a construção desta nova ordem não seria apenas um ato de generosidade, mas, principalmente, uma atitude de inteligência política.

Ponderei ainda que a paz não era só um objetivo moral, mas um imperativo de racionalidade. E que não bastava apenas proclamar os valores do humanismo. Era necessário fazer com que eles prevalecessem, verdadeiramente, nas relações entre os países e os povos. Sete anos depois, eu posso olhar nos olhos de cada um de vocês – e, mais que isso, nos olhos do meu povo – e dizer que o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, fez a sua parte. Fez o que prometeu. Neste período, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 20 milhões saíram do estágio de pobreza absoluta. Pagamos toda nossa dívida externa e hoje, em lugar de sermos devedores, somos credores do FMI.

Nossas reservas internacionais pularam de 38 bilhões para cerca de 240 bilhões de dólares. Temos fronteiras com 10 países e não nos envolvemos em um só conflito com nossos vizinhos. Diminuímos, consideravelmente, as agressões ao meio ambiente. Temos e estamos consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e estamos caminhando para nos tornar a quinta economia mundial. Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou.

O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga. Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?

Alguma casa fica de pé, se o pai e a mãe relegam ao abandono os filhos mais fracos, e concentram toda atenção nos filhos mais fortes e mais bem aquinhoados pela sorte? É claro que não. Uma casa assim será uma casa frágil, dividida pelo ressentimento e pela insegurança, onde os irmãos se vêem como inimigos e não como membros da mesma família. Nós concluímos o contrário: que só havia sentido em governar, se fosse governar para todos. E mostramos que aquilo que, tradicionalmente, era considerado estorvo, era, na verdade, força, reserva, energia para crescer.

Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa, o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos – e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.

Por isso, apostamos na ampliação do mercado interno e no aproveitamento de todas as nossas potencialidades. Hoje, há mais Brasil para mais brasileiros. Com isso, fortalecemos a economia, ampliamos a qualidade de vida do nosso povo, reforçamos a democracia, aumentamos nossa auto-estima e amplificamos nossa voz no mundo.

Minhas senhoras e meus senhores,

O que aconteceu com o mundo nos últimos sete anos? Podemos dizer que o mundo, igual ao Brasil, também melhorou? Não faço esta pergunta com soberba. Nem para provocar comparações vantajosas em favor do Brasil. Faço esta pergunta com humildade, como cidadão do mundo, que tem sua parcela de responsabilidade no que sucedeu – e no que possa vir a suceder com a humanidade e com o nosso planeta. Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza?

Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente? Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral? Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos. E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.

Nos últimos anos, continuamos sacudidos por guerras absurdas. Continuamos destruindo o meio-ambiente. Continuamos assistindo, com compaixão hipócrita, a miséria e a morte assumirem proporções dantescas na África. Continuamos vendo, passivamente, aumentar os campos de refugiados pelo mundo afora. E vimos, com susto e medo, mas sem que a lição tenha sido corretamente aprendida, para onde a especulação financeira pode nos levar.

Sim, porque continuam muitos dos terríveis efeitos da crise financeira internacional, e não vemos nenhum sinal, mais concreto, de que esta crise tenha servido para que repensássemos a ordem econômica mundial, seus métodos, sua pobre ética e seus processos anacrônicos.

Pergunto: quantas crises serão necessárias para mudarmos de atitude? Quantas hecatombes financeiras teremos condições de suportar até que decidamos fazer o óbvio e o mais correto? Quantos graus de aquecimento global, quanto degelo, quanto desmatamento e desequilíbrios ecológicos serão necessários para que tomemos a firme decisão de salvar o planeta?

Meus senhores e minhas senhoras,

Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso? Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.

Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas. Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles européias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?

Um antigo presidente brasileiro dizia, do alto de sua aristocrática arrogância, que a questão social era uma questão de polícia. Será que não é isso que, de forma sutil e sofisticada, muitos países ricos dizem até hoje, quando perseguem, reprimem e discriminam os imigrantes, quando insistem num jogo em que tantos perdem e só poucos ganham? Por que não fazermos um jogo em que todos possam ganhar, mesmo que em quantidades diversas, mas que ninguém perca no essencial?

O que existe de impossível nisso? Por que não caminharmos nessa direção, de forma consciente e deliberada e não empurrados por crises, por guerras e por tragédias? Será que a humanidade só pode aprender pelo caminho do sofrimento e do rugir de forças descontroladas? Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo.

Meus senhores e minhas senhoras,

Gostaria de repetir que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Esta também é uma das melhores receitas para a paz. E aprendemos, no ano passado, que é também um poderoso escudo contra crise. Esta lição que o Brasil aprendeu, vale para qualquer parte do mundo, rica ou pobre. Isso significa ampliar oportunidades, aumentar a produtividade, ampliar mercado e fortalecer a economia. Isso significa mudar as mentalidades e as relações. Isso significa criar fábricas de emprego e de cidadania.

Só fomos bem sucedidos nessas tarefas porque recuperamos o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e não nos deixamos aprisionar em armadilhas teóricas – ou políticas – equivocadas sobre o verdadeiro papel do estado. Nos últimos sete anos, o Brasil criou quase 12 milhões de empregos formais. Em 2009, quando a maioria dos países viu diminuir os postos de trabalhos, tivemos um saldo positivo de cerca de um milhão de novos empregos.

O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Por que? Porque tínhamos reorganizado a economia com fundamentos sólidos, com base no crescimento, na estabilidade, na produtividade, num sistema financeiro saudável, no acesso ao crédito e na inclusão social. E quando os efeitos da crise começaram a nos alcançar, reforçamos, sem titubear, os fundamentos do nosso modelo e demos ênfase à ampliação do crédito, à redução de impostos e ao estímulo do consumo.

Na crise ficou provado, mais uma vez, que são os pequenos que estão construindo a economia de gigante do Brasil. Este talvez seja o principal motivo do sucesso do Brasil: acreditar e apoiar o povo, os mais fracos e os pequenos. Na verdade, não estamos inventando a roda. Foi com esta força motriz que Roosevelt recuperou a economia americana depois da grande crise de 1929. E foi com ela que o Brasil venceu preventivamente a última crise internacional.

Mas, nos últimos sete anos, nunca agimos de forma improvisada. A gente sabia para onde queria caminhar. Organizamos a economia sem bravatas e sem sustos, mas com um foco muito claro: crescer com estabilidade e com inclusão. Implantamos o maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, que hoje beneficia mais de 12 milhões de famílias. E lançamos, ao mesmo tempo, o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, maior conjunto de obras simultâneas nas áreas de infra-estrutura e logística da história do país, no qual já foram investidos 213 bilhões de dólares e que alcançará, no final do ano de 2010, um montante de 343 bilhões.

Volto ao ponto central: estivemos sempre atentos às politicas macro-econômicas, mas jamais nos limitamos às grandes linhas. Tivemos a obsessão de destravar a máquina da economia, sempre olhando para os mais necessitados, aumentando o poder de compra e o acesso ao crédito da maioria dos brasileiros. Criamos, por exemplo, grandes programas de infra-estrutura social voltados exclusivamente para as camadas mais pobres. É o caso do programa Luz para Todos, que levou energia elétrica, no campo, para 12 milhões de pessoas e se mostrou um grande propulsor de bem estar e um forte ativador da economia.

Por exemplo: para levar energia elétrica a 2 milhões e 200 mil residências rurais, utilizamos 906 mil quilômetros de cabo, o suficiente para dar 21 voltas em torno do planeta Terra. Em contrapartida, estas famílias que passaram a ter energia elétrica em suas casas, compraram 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhão de geladeiras e quantidades enormes de outros equipamentos.

As diversas linhas de microcrédito que criamos, seja para a produção, seja para o consumo, tiveram igualmente grande efeito multiplicador. E ensinaram aos capitalistas brasileiros que não existe capitalismo sem crédito. Para que vocês tenham uma idéia, apenas com a modalidade de "crédito consignado", que tem como garantia o contracheque dos trabalhadores e aposentados, chegamos a fazer girar na economia mais 100 bilhões de reais por mês. As pessoas tomam empréstimos de 50 dólares, 80 dólares para comprar roupas, material escolar, etc, e isto ajuda ativar profundamente a economia.

Minhas senhoras e meus senhores,

Os desafios enfrentados, agora, pelo mundo são muito maiores do que os enfrentados pelo Brasil. Com mudanças de prioridades e rearranjos de modelos, o governo brasileiro está conseguindo impor um novo ritmo de desenvolvimento ao nosso país. O mundo, porém, necessita de mudanças mais profundas e mais complexas. E elas ficarão ainda mais difíceis quanto mais tempo deixarmos passar e quanto mais oportunidades jogarmos fora. O encontro do clima, em Copenhague, é um exemplo disso. Ali a humanidade perdeu uma grande oportunidade de avançar, com rapidez, em defesa do meio-ambiente.

Por isso cobramos que cheguemos com o espírito desarmado, no próximo encontro, no México, e que encontremos saídas concretas para o grave problema do aquecimento global. A crise financeira também mostrou que é preciso uma mudança profunda na ordem econômica, que privilegie a produção e não a especulação. Um modelo, como todos sabem, onde o sistema financeiro esteja a serviço do setor produtivo e onde haja regulações claras para evitar riscos absurdos e excessivos.

Mas tudo isso são sintomas de uma crise mais profunda, e da necessidade de o mundo encontrar um novo caminho, livre dos velhos modelos e das velhas ideologias. É hora de re-inventarmos o mundo e suas instituições. Por que ficarmos atrelados a modelos gestados em tempos e realidades tão diversas das que vivemos? O mundo tem que recuperar sua capacidade de criar e de sonhar. Não podemos retardar soluções que apontam para uma melhor governança mundial, onde governos e nações trabalhem em favor de toda a humanidade.

Precisamos de um novo papel para os governos. E digo que, paradoxalmente, este novo papel é o mais antigo deles: é a recuperação do papel de governar. Nós fomos eleitos para governar e temos que governar. Mas temos que governar com criatividade e justiça. E fazer isso já, antes que seja tarde. Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos. E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.

Muito obrigado."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Taxa de desemprego é a menor da série








Lições da arrecadação

Do Brasil Econômico - Por José Dirceu

Divulgados os números da arrecadação federal em 2009, o panorama desenhado na economia brasileira para 2010 ficou ainda mais promissor.

Afetada diretamente pela crise econômica global, a arrecadação vinha caindo de outubro de 2008 até setembro do ano passado, quando o reaquecimento da economia quebrou a trajetória de queda.

Ao todo, foram arrecadados R$ 710 bilhões em2009, queda de somente 2,96% em relação aos resultados de 2008, sendo que os últimos três meses do ano foram de crescimento do valor arrecadado.

Foram R$ 21,6 bilhões a menos em relação a 2008, valor inferior à renúncia fiscal de R$ 24,9 bilhões apenas para os setores de eletrodomésticos e automobilístico.

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, classificou 2009 como um ano de dificuldades na economia, mas com "resultado auspicioso".

Cartaxo tem razão primeiro porque os números apontam para um 2010 de crescimento significativo na arrecadação, já que a previsão é de que a economia brasileira irá crescer, no mínimo, 5% neste ano.

Essa perspectiva permite ao país trabalhar com um aumento das receitas federais, garantindo os recursos não inflacionários que sustentarão as políticas de rigor fiscal e de manutenção das metas de superávit primário.

Mais do que isso: uma arrecadação maior permitirá investimentos importantes para o crescimento sustentável.

Será a partir desses recursos que o governo irá garantir o aprofundamento do PAC, necessário para preparar o país para os próximos anos, melhorando sua infraestrutura, dando solidez a um ciclo de crescimento virtuoso e pavimentando o caminho para sediarmos a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Um cenário que prevê ainda a manutenção das políticas e programas sociais, como o aumento real do salário mínimo e dos benefícios da Previdência, marcas do governo Lula.

Será possível ainda assegurar os recursos para o PAC 2, lançado para ajudar as grandes cidades brasileiras a atacar o problema das enchentes, a partir de obras de infraestrutura, transportes, habitação, saneamento e macro-drenagem.


Pinçado de:
http://www.brasileconomico.com.br/noticias/licoes-da-arrecadacao_75823.html

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rammstein, Amerika - Traduzida

Uma homenagem aos gafanhotos do mundo

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

É cada chamada, arfff!!!


Hãã? Como é que é? Pra ser maior goleador da história não basta fazer mais gols? Tem que ser eleito?

Tem gente que não aprende

Quem?…

Não sei quem és. Já não te vejo bem…
E ouço-me dizer (ai, tanta vez!…)
Sonho que um outro sonho me desfez?
Fantasma de que amor? Sombra de quem

Névoa? Quimera? Fumo? Donde vem?…
- Não sei se tu, amor, assim me vês!…
Nossos olhos não são nossos, talvez…
Assim, tu não és tu! Não és ninguém!…

És tudo e não és nada… És a desgraça…
És quem nem sequer vejo; és um que passa…
És sorriso de Deus que não mereço…

És aquele que vive e que morreu…
És aquele que é quase um outro eu…
És aquele que nem sequer conheço…

Florbela Espanca

Quem perde é a democracia

Da agência Carta Maior

A grande mídia tem se colocado acima das leis, da Constituição e das decisões do Judiciário, apesar de se apresentar como defensora suprema das liberdades. Ao mesmo tempo, se recusa a debater, boicota conferências, distorce e omite informações, sataniza quem não compartilha seus interesses.

Venício Lima

Nos últimos meses, ainda mais do que nas últimas décadas, temos assistido a uma crescente intolerância dos principais grupos de mídia – Estadão, Folha, Globo e Abril – e das associações por eles controladas – ANJ, ANER e ABERT – em relação ao debate sobre as comunicações no Brasil.

Um dos princípios básicos da democracia é exatamente que qualquer tema pode e deve ser discutido pela cidadania. É assim, dizem os liberais, que se forma a opinião pública esclarecida, responsável, em última instância, pela escolha periódica e legítima dos dirigentes políticos do país.

Na democracia praticada pela grande mídia brasileira, no entanto, as comunicações devem ser permanentemente excluídas desse debate.
Qualquer pré-projeto, projeto, estudo, carta de intenções que se encontre em alguma gaveta de um ministério que inclua ou insinue o debate sobre a mídia será, automática e irreversivelmente, rotulado de “ameaça autoritária” e/ou “ataque à liberdade de expressão”.

A rotina é sempre a mesma: um jornalista encontra um desses pré-projetos, projetos, estudos e/ou carta de intenções; o jornalão dá manchete de primeira página alertando para o mais novo ataque do governo à liberdade de expressão e/ou à liberdade de imprensa; os outros jornalões (revistas e emissoras de rádio e televisão) repercutem a matéria entrevistando as mesmas fontes de sempre – pessoas e/ou entidades. Em seguida, todos publicam editoriais e/ou artigos de “analistas” sobre “as ameaças” autoritárias. Está armado o cenário.

Constituição não é parâmetro?

A quem interessa a permanente interdição da mídia como tema da agenda pública de debates? O que realmente querem e esperam os grupos empresariais que controlam a grande mídia no nosso país?

As normas adotadas unanimemente em democracias consolidadas do planeta e a Constituição Federal não servem mais de parâmetro para que se “permita” ou “admita” o debate. Até mesmo propostas de regulamentação de dispositivos Constitucionais têm sido entendidas, sem mais, como significando um “ardil” e/ou uma “armadilha” do governo para instalar um regime autoritário no país e, portanto, são automaticamente desqualificadas.

Ou não foi exatamente isso que ocorreu em relação às propostas da 1ª. Confecom – boicotada pela grande mídia; às diretrizes do III PNDH –ignorado ao longo de todo seu processo de construção; e, mais recentemente, ao documento-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura que será realizada em março?

Despreza-se inteiramente a necessidade de leis federais, vale dizer, de um marco regulatório, que regulem a atividade de mídia, inequivocamente expressa na Constituição. Está escrito:

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
(...)

§ 3º - Compete à lei federal:

I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;

II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

E a democracia?
Na verdade, a grande mídia tem se colocado acima das leis, da Constituição e das decisões do Judiciário, apesar de se apresentar como defensora suprema das liberdades.

Ao mesmo tempo, se recusa a discutir ou a negociar, boicota conferências nacionais, distorce e omite informações, sataniza movimentos sociais, partidos, grupos e pessoas que não compartilham de seus interesses, projetos e posições. Dessa forma, estimula a intolerância, a radicalização política e o perigoso estreitamento do debate público.

Como explicar, então, a atitude cada vez mais intolerante da grande mídia? Onde encontrar hipóteses e/ou explicações para um comportamento que, tudo indica, é deliberadamente articulado?

Acuar o governo e impedir que ele tome qualquer iniciativa no setor? Intimidar os movimentos sociais? Garantir a manutenção de interesses ameaçados? Estratégia de combate para o ano eleitoral?

Seja qual for a explicação, a principal derrotada é a democracia, exatamente o valor que a grande mídia simula defender.

Pinçado de:
http://www.cartamaior.com/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4520

Fãs querem transformar heavy metal em religião no Reino Unido

Londres, 26 jan (EFE).- Fãs de heavy metal - neste caso, os fiéis ao estilo - iniciaram uma campanha no Reino Unido para que o gênero seja reconhecido oficialmente como uma religião no país
Por meio de uma página na rede social Facebook, os autores da iniciativa querem que os fãs deste tipo de música respondam "heavy metal" quando perguntados no censo do Reino Unido sobre a religião que seguem.
Uma iniciativa similar durante o último censo levou 390 mil pessoas residentes no Reino Unido a declarar que sua fé religiosa era a Jedi, a crença fictícia criada para a saga cinematográfica "Guerra nas Estrelas".
Até agora, cerca de dez mil pessoas se uniram à campanha lançada na semana passada pela revista "Metal Hammer", entre elas Biff Byford, vocalista da pioneira banda britânica Saxon, para oficializar a fé "heavy".
Byford foi proposto pela revista como "o embaixador para a paz do heavy metal mundial" caso a campanha tenha sucesso.
Citado pela agência local de notícias PA, Alexander Milas, diretor da "Metal Hammer", declarou que, "como muitas outras boas ideias, esta surgiu em um pub".
"A resposta foi arrasadora e não faz mais do que reforçar a crença de que o heavy metal continua forte no Reino Unido, onde nasceu, e no resto do planeta. Se os Jedi podem fazê-lo, nós também", afirmou Milas.
O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), organismo encarregado de elaborar o censo (o último é de 2001), lembrou que, embora há nove anos mais gente se declarou jedi do que sique, isto não transformou "a força" em uma religião oficial.
Os jedis foram incluídos na categoria de cidadãos "sem religião". Por isso, algo similar pode acontecer com os que transformam em ato de fé escutar AC/DC, Black Sabbath, Deep Purple, Judas Priest, Iron Maiden, Sepultura e Metallica, entre muitos outros. EFE

Pinçado de:
http://br.noticias.yahoo.com/s/26012010/40/mundo-fas-querem-transformar-heavy-metal.html

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Média diária das exportações sobe para US$ 621 mi

Da agência Estado - Por Sandra Manfrini

As exportações brasileiras somaram US$ 3,105 bilhões na terceira semana de janeiro (18 a 24), com média diária de US$ 621 milhões. Esse desempenho médio foi 25,6% superior à média registrada no mês até a segunda semana (US$ 494,6 milhões). Segundo dados divulgados esta tarde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), nessa base de comparação, cresceram os embarques de produtos manufaturados (+32,6%) por causa de aviões, óleos combustíveis, açúcar refinado, autopeças, óxidos e hidróxidos de alumínio, calçados, celulares, hidrocarbonetos e derivados halogenados e polímeros plásticos; e de produtos básicos (+31%), em razão de petróleo, café em grão, carne bovina, milho em grão, algodão em bruto e trigo em grão. Por outro lado, as exportações de semimanufaturados caíram 13,3% em razão das menores vendas de açúcar em bruto, celulose e alumínio em bruto.

No mesmo período, as importações somaram US$ 3,034 bilhões, com média diária de US$ 606,8 milhões, o que representou um crescimento de 2,6% em relação à média diária registrada nas duas primeiras semanas do mês. Segundo os dados do MDIC, houve aumento das compras de combustíveis e lubrificantes, cereais e adubos e fertilizantes.

No mês, as exportações totalizam US$ 8,051 bilhões, com média diária de US$ 536,7 milhões. Pelo critério da média diária, esse desempenho foi 15,2% superior ao verificado em janeiro de 2009, quando a média diária exportada foi de US$ 465,8 milhões.

Os dados do MDIC apontam o aumento das vendas de produtos das três categorias, nesta base de comparação. As exportações de manufaturados cresceram 19,2%, com destaque para óleos combustíveis, hidrocarbonetos e derivados halogenados, silício, óxidos e hidróxidos de alumínio, açúcar refinado, autopeças, polímeros plásticos, automóveis de passageiros, bombas e compressores e papel e cartão para escrita e impressão.

As vendas de semimanufaturados tiveram incremento de 15,4%, principalmente, zinco em bruto, borracha sintética ou artificial, catodos de níquel, catodos de cobre, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, couros e peles, ferro-ligas e celulose. As vendas de produtos básicos cresceram 7,7%, com destaque para minério de manganês, trigo em grão, mármores e granitos, minérios de alumínio, petróleo em bruto, carne bovina, caulim e carne suína.

Em relação a dezembro passado, quando a média diária exportada foi de US$ 657,4 milhões, as vendas externas caíram 18,4%. Segundo o MDIC, foram menores os embarques de manufaturados (-27,3%) e de básicos (-15,2%), enquanto as exportações de semimanufaturados cresceram 0,6%.

As importações somam, no mês, US$ 8,947 bilhões, com média diária de US$ 596,5 milhões. Pelo critério da média diária, as importações cresceram 21,5% ante janeiro de 2009 (US$ 491 milhões de média diária). Nessa comparação, cresceram as compras de automóveis e partes (+73,6%), farmacêuticos (+59,1%), aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos (+45,4%), adubos e fertilizantes (+39,0%), produtos plásticos (+28,3%), instrumentos de ótica e precisão (+27,4%) e combustíveis e lubrificantes (+26,5%).

Na comparação com a média diária registrada em dezembro último (US$ 558,4 milhões), as importações cresceram 6,8% por conta de siderúrgicos (+38,7%), produtos de borracha (+31,4%), adubos e fertilizantes (+23,4%), aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos (+16,5%), instrumentos de ótica e precisão (+15,1%) e produtos plásticos (+13,4%).

Pinçado de:
http://aeinvestimentos.limao.com.br/economia/eco40485.shtm

Renúncia de Leonardo Prudente é só jogada política

Do blog Tijolaço - Por Brizola Neto



Não comemore a renúncia do Deputado Leonardo Prudente à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Não é um ato de renúncia sincero, é uma jogada política. Renunciando ao cargo, ele obriga à eleição de outro deputado ao cargo e tira o poder do vice, Cabo Patrício, que é oposição a José Roberto Arruda.

Não tem um pingo de sinceridade, arrependimento, constrangimento, nada disso. É uma jogada para se proteger e para proteger Arruda.

De qualquer forma, acho que se deveria lançar uma candidatura de oposição, mesmo sabendo que terá meia-dúzia de votos, somente. Um nome como o de José Antonio Reguffe, que sempre se opôs a esta curriola, ao menos sinaliza ao povo de Brasília que não são todos farinha do mesmo saco.

Pinçado de:
http://www.tijolaco.com/?p=8502

Pink Floyd - Wish You Were Here



Letra:
So, so you think you can tell
Heaven from Hell
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold confort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Tradução:
[Queria que Você Estivesse Aqui]
Então, então você acha que consegue distinguir
O céu do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

domingo, 24 de janeiro de 2010

Gary Brooker - Whiter Shade of Pale (From "A Concert By The Lake" Blu-Ray)



Letra:
We skipped the light Fandango
Turned cartwheels 'cross the floor
I was feeling kind of seasick
But the crowd called out for more
The room was humming harder
As the ceiling flew away
When we called out for another drink
The waiter brought a tray

And so it was that later
As the Miller told his tale
That her face, at first just ghostly
Turned a whiter shade of pale

She said there is no reason
And the truth is plain to see
But I wandered through my playing cards
And would not let her be
One of sixteen vestal virgins
Who were leaving for the coast
And although my eyes were open
They might just as well've been closed

And so it was that later
As the Miller told his tale
That her face, at first just ghostly
Turned a whiter shade of pale



Tradução:
Dançamos um fandango suave
E fizemos piruetas no salão
Eu estava me sentindo meio enjoado
A multidão pediu mais
O salão estava sussurrando mais forte
E o teto se distanciou
Quando pedimos outra bebida
O garçom trouxe uma bandeja

E foi assim que mais tarde
Enquanto Miller contava sua história
Que seu rosto, a princípio, apenas fantasmagórico,
Transformou-se em um tom mais claro de palidez

Ela disse ‘Não há motivo"
E a verdade é simples de se ver,
Mas eu divagava através das minhas cartas do baralho
E não poderia deixá-la em paz
Uma das dezesseis virgens puras
Que estavam partindo para a costa
E embora meus olhos estivessem abertos
Eles simplesmente podiam também ter ficado fechados.

E foi assim que mais tarde
Enquanto Miller contava sua história
Que seu rosto, a princípio, apenas fantasmagórico,
Transformou-se em um tom mais claro de palidez

sábado, 23 de janeiro de 2010

A RAPOSA E OS DOIS LEÕES

Do blog caderno de rascunho - Por Y Sem Soma

A RAPOSA E OS DOIS LEÕES
(À fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1808)


Era guerra na floresta
Entre um e outro leão
Um malvado, tão perverso
Um ruim, sem coração


Os demais bichos da selva
Não tiveram opção
Ou tomavam um partido
Ou ao fim rumavam então


Uns se uniram ao Ruim
Outros foram com Malvado
Foi apenas a raposa
Que não foi a nenhum lado


Ao primeiro ela vendia
Do segundo ela comprava
Noutras vezes invertia
Era assim que se aguentava


Quando a um ela atendia
O outro tinha que esperar
Assinava algum decreto
E outro para cancelar


Quando um deles se irritava
E ameaçava atacar
A raposa se inclinava
Com o rabo a abanar


E lá ia outro decreto
Prova de sua amizade
Declarava ao outro guerra
Mas não era de verdade


Só que um dia ambos leões
Começaram a se enraivar
Decidiram que a raposa
Serviria de jantar


Foi aí que nossa amiga
Se meteu numa enrascada
Um leão, o mais ruim
invadiu sua morada


Encontrou uma mesa farta
Muito luxo e ostentação
E um bilhete de "bem-vindo"
"Meu amigo, Rei leão".


Ao Malvado ela pediu
Que a deixasse num abrigo
Em troca disso informou
Onde estava o inimigo


Que dormia saciado
Com tamanha refeição
Foi por isso presa fácil
Era o fim da confusão


Pinçado de:
http://ysemsoma.blogspot.com/2009/10/raposa-e-os-dois-e-leoes.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

São Paulo vive situação caótica

Assistindo essa entrevista, confirmei minhas suspeitas, São Pedro acumula os cargos de governador e prefeito de São Paulo, uma vez que a culpa sempre é jogada nele.

Ser governado é:

Ser governado é: ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legisferado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude.

Ser governado é: ser em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, timbrado, medido, taxado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, estorvado, emendado, endireitado, corrigido.

É, sob pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral: ser pedido emprestado, adestrado, espoliado, explorado, monopolizado, concussionado, pressionado, mistificado, roubado;

Depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa: reprimido, corrigido, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para não faltar nada, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!

PROUDHON

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PNDH 3 é fiel à Constituição, diz Sepúlveda Pertence

Da agência Carta Maior

Em entrevista à Carta Maior, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos e critica a ignorância de quem não leu o plano e o "propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha". Para Pertence, "o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que nela se delineou, e que falta muito para realizar".

Redação - Carta Maior

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende que o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) é fiel à Constituição brasileira e à tarefa expressa nela de constituir uma sociedade livre, justa e solidária. Em entrevista concedida por email à Carta Maior, Sepúlveda Pertence analisa a polêmica e as reações que sugiram contra o plano. Ele critica a ignorância de quem não leu o plano e o “desconhecimento da verdade de que a liberdade e a igualdade formais do liberalismo clássico valem muito pouco, se não se efetivam os pressupostos substanciais mínimos da dignidade da pessoa e, portanto, da fruição por todos dos direitos humanos”. E aponta “o propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha”.

Carta Maior: Qual sua avaliação sobre toda essa polêmica em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos e da proposta da Comissão de Verdade?

Sepúlveda Pertence: Na base das críticas ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos - o PNDH–3 - está um cipoal que entrelaça galhos e raízes desconexas. Elas partem da ignorância de quem não leu o Plano e do desconhecimento da verdade – estabelecida há quase dois séculos – de que a liberdade e a igualdade formais do liberalismo clássico valem muito pouco, se não se efetivam os pressupostos substanciais mínimos da dignidade da pessoa humana e, portanto, da fruição por todos dos direitos humanos. A essa ignorância – quando não se servem propositadamente dela – se tem somado para aviventar atoarda contra o Plano, desde a manifestação legítima de divergências a algumas de suas propostas e metas - assim, a da Igreja, a respeito da descriminalização do aborto – os temores de segmentos das Forças Armadas, na questão da Lei de Anistia de 1979 – , e a voz poderosa dos interesses e privilégios a preservar contra qualquer ameaça, ainda que remota, de trazê-los à agenda da discussão nacional.

Tudo isso, sem considerar o propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao Plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha. Aí, fingindo ignorar que o PHDC–3 retoma e reagita, em grande parte – malgrado, às vezes, com estilo menos cauteloso –, as diretrizes, metas e propostas do Plano anterior, editado no governo do Presidente Fernando Henrique, e justamente creditado a Jose Gregori, figura admirável de dedicação, coragem, altivez e coerência na luta pelos direitos humanos no Brasil.

Desse modo, a crítica que se poderia fazer ao PNDH-3 – e no plano da estratégia política –, é a de sua abrangência, deveras ambiciosa. Nesse sentido, a censura do brilhante jornalista Willian Waack no seu programa de televisão, do qual participei, ao lado de Gregori e de Bolívar Lamonnier a de que o Plano, de tão amplo, pretenderia ser uma nova constituição do Pais. O dito é inteligente e espirituoso. Mas não é exato.

Ao contrário, o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que nela se delineou, e que falta muito para realizar.

Afinal, foi a Constituição que erigiu a tarefa de “constituir uma sociedade livre e justa e solidária” em objetivo fundamental da República. Objetivo no sentido do qual ela própria, a Constituição, se empenhou nas generosas declarações de direito individuais e coletivos. E para a consecução do qual o texto da Constituição se estendeu em capítulos e capítulos de aldazes inovações, a exemplo daqueles em se subdividia o Titulo VIII – Da Ordem Social.

O PNDH-3, como o Plano que o antecedeu, é um esforço admirável de sistematizar propostas no rumo da concretização do programa constitucional de uma sociedade futura- “justa, livre e solidária”. Lido sem preconceito, é claro que se sujeita a críticas e objeções pontuais. Nunca, porém, à reação global e desenfreada – às vezes, histérica – de que tem sido alvo, e que só os interesses atemorizados explicam.

Carta Maior: O que esse debate indica a respeito do atual estágio da democracia no Brasil?

Sepúlveda Pertence: A democracia se fortalece na razão direta da capacidade, que a sua prática demonstre, de solver conflitos.
A polêmica suscitada por um simples Plano, sem nenhuma eficácia jurídica, só antecipa os conflitos reais de idéias e de interesses a enfrentar no futuro, quando algumas das propostas nele apenas esboçadas – e contra a maioria das quais nem a reação mais emperdenida ousa manifestar-se –, se converterem em projetos concretos de legislação ou de ação governamental. Vale, assim, como advertência das dificuldades a vencer.

Carta Maior: Diante da reação manifestada por alguns setores da sociedade, quais são as chances de avanços no pais do debate sobre os direitos humanos? O que pode ser feito, na sua avaliação, para superar essa resistência?

Sepúlveda Pertence: Nos pontos em que a resistência se funda em preconceitos, a evolução da cultura social se encarregará de superá-los. Desde, é claro, que preservada e ampliada a liberdade para desmontá-los.
Mais árdua é a caminhada para vencer interesses e privilégios estabelecidos, em particular, os que comandam as empresas de comunicação de massa.

O que resta é confiar em que, passo a passo, a diminuição da pobreza gere a difusão e o aprofundamento da consciência da cidadania, e esta, a organização da maioria explorada pelos privilégios arraigados por séculos de brutal desigualdade. Eu não verei essas transformações, mas sou otimista, e creio que os meus netos as viverão.

Carta Maior: Qual sua opinião sobre a “acusação” de revanchismo, levantada pelos adversários da proposta de criação de uma Comissão da Verdade para avaliar fatos ocorridos durante a ditadura?

Sepúlveda Pertence: Para cuidar do tema da pergunta, é preciso, de início, desfazer a confusão -, difundida largamente por veículos da grande imprensa -, entre ela – a proposta, desenvolvida no PNDH-3, de criação da Comissão Nacional da Verdade, destinada, não a “avaliar”, mas, sim à reconstituição histórica dos anos de chumbo – e a suposta pretensão de rever os termos da concessão da anistia pela Lei 6.683, de 1979, de modo a excluir do seu alcance os abusos criminosos cometidos na repressão, aos crimes políticos dos adversários da ditadura militar, conforme a hodienta Lei de Segurança Nacional.

É no mínimo curioso – para não cogitar de distorção propositada da informação ao público – que o PNDH–3 não contém proposta alguma, e sequer sugere, a tal revisão da Lei de Anistia de 1979.

A única alusão à matéria está na referência à argüição pela Ordem dos Advogados perante o Supremo Tribunal, visando à declaração de que a tortura, os homicídios e outros crimes da repressão aos presos políticos não foram beneficiados por aquela Lei da Anistia (PNDH–3: Eixo Orientador VI: Direto à Memória e à Verdade): sobre o mérito da questão, o Plano não emite juízo; ao contrário, ao enumerar o rol de competências sugerido para a Comissão Nacional de Verdade, nele inclui a de “colaborar com todas as instâncias do Poder Público para a apuração de violações de Direitos Humanos, observadas as disposições da Lei n° 6.683”, isto é, a Lei de Anistia de 1979.

Quanto a idéia e às linhas gerais da proposta da Comissão Nacional da Verdade, minha opinião é decididamente favorável: viabilizar a reconstituição histórica daqueles tempos é um imperativo da dignidade nacional.

Para propiciá-la às gerações de hoje e de manhã, é necessário, descobrir e escancarar os arquivos, estejam onde estiverem, seja quem for que os detenha.

Passado um quarto de século da eleição de Tancredo Neves, e da retomada do processo democrático, divisar “revanchismo” nesse esforço de desvelar os segredos ainda remanescentes da historia das décadas anteriores seria animar o ressurgimento das “vivandeiras de quartel”, a que se referiu com desprezo o Marechal Castello Branco.

Outra coisa é compreender as feridas ainda não cicatrizadas dos que padeceram a tortura institucionalizada, ou da perda de entes queridos, muitos dos quais ainda jazem nos sepulcros clandestinos: o mínimo a reconhecer-lhes é o direito a verdade.

Ainda guardo certo constrangimento de externar opiniões sobre questões pendentes no Supremo Tribunal, que integrei por quase duas décadas. E em termos profissionais, me tenho recusado terminante e freqüentemente a fazê-lo, na observância da interpretação mais estrita do triênio da quarentena prescrita pela Reforma Judiciária.

Fui no entanto, modesto participe e testemunha privilegiada da luta pela anistia.

Relator, no Conselho Federal, da manifestação unânime da OAB sobre o projeto de lei da anistia - reivindicação pioneira da Ordem – afinal extraído do governo do General Figueiredo, nada tenho a alterar no parecer que então submeti aos meus pares

No projeto, havia um ponto inegociável pelo Governo: o § 1° do art. 1°, que, definindo, com amplitude heterodoxa, o que se considerariam crimes conexos aos crimes políticos, tinha o sentido indisfarçável de fazer compreender, no alcance da anistia, os delitos de qualquer natureza cometidos nos “porões do regime” - , como então se dizia – pelos agentes civis e militares da repressão.

Meu parecer reconheceu abertamente que esse era o significado inequívoco do dispositivo. E sem alimentar esperanças vãs de que pudesse ele ser eliminado pelo Congresso, concentrava a impugnação ao projeto governamental no § 2° do art. 1°, que excluia da anistia os já condenados por atos de violência contra o regime autoritário.

A circunstância me transformou em assessor informal, na companhia de Raphael de Almeida Magalhães, do ícone da campanha da anistia, o indomável Senador Teotônio Vilela. Teotônio foi um tipo singular daqueles tempos, que a incurável amnésia histórica dos Brasileiros começa a esquecer.

Acompanhei, por isso, cada passo da tramitação legislativa do projeto, pois Teotônio presidiu a comissão especial que o discutiu.

É expressivo recordar que, no curso de todo processo legislativo – que constituiu um marco incomum de intenso debate parlamentar sobre um projeto dos governos militares – , nenhuma voz se tenha levantado para pôr em dúvida a interpretação de que o art.1º, § 1º, se aprovado, como foi, implicava a anistia da tortura praticada e dos assassínios perpetrados por servidores públicos, sobre o manto da imunidade de fato do regime de arbítrio. O que houve foram propostas de emenda - não muitas, porque de antemão condenado à derrota sumária – para excluir da anistia os torturadores e os assassinos da repressão desenfreada.

É que – na linha do parecer que redigira, e que a Ordem, sem discrepância, aprovara –, também no Congresso Nacional, a batalha efetivamente se concentrou na ampliação da anistia, de modo a retirar do projeto governamental, a execrável regra de exclusão dos já condenados por ações violentas de oposição à ditadura. Exclusão tão mais odiosa na medida em que – contrariando o caráter objetivo do conceito de anistia – discriminava entre agentes do mesmo fato, conforme já estivessem ou não condenados.

A orientação de Teotônio – que Raphael e eu municiávamos – foi espargir emendas para todos os gostos, até identificar uma, de aprovação viável.
A eleita – pelo conteúdo e pela respeitabilidade do subscritor, o Deputado Djalma Marinho – um ex–udenista que continuou fiel ao discurso libertário da UDN: nela além de suprimir a odiosa regra de exclusão do §2º, ampliava-se o raio de compreensão do § 1º, de modo a tornar indiscutível que a anistia – malgrado beneficiasse os torturadores também alcançaria que a linguagem oficial rotulava de “terroristas”, já condenados ou não.

A Emenda Djalma Marinho – sustentada pelo discurso candente de Teotônio – contra toda força ainda esmagadora do governo autoritário –, dividiu literalmente a Câmara dos Deputados: foi rejeitada por 206 contra 202 votos!

A derrota sofrida no processo legislativo se converteu em vitória, vinda de onde menos se esperava: à base do princípio da igualdade, o Superior Tribunal Militar estendeu aos já condenados a anistia concedida aos acusados, mas ainda não julgados, dos mesmos crimes políticos .

Desculpem–me pelo tom de antecipadas “memórias póstumas” deste depoimento.

Se não pude evitá-lo, é por que a minha convicção jurídica continua a mesma do parecer apresentado à Ordem, em 1979: não obstante toda nossa repulsa à tortura estatal, os torturadores foram, sim, anistiados pela lei de 1979.

E lei de anistia é essencialmente irreversível, porque implica, na lição dos mestres, tornar não criminosos atos criminosos ao tempo de sua prática. E, por isso, sua eficácia jurídica se exaure e se faz definitiva, no momento mesmo em que entra em vigor.

É certo que a anistia se restringe a elidir caracterização penal do fato. Resta íntegra, quando se refere à ação de agentes públicos, a responsabilidade patrimonial do Estado pelos danos causados aos cidadãos. Mas essa, a responsabilidade civil – cujos efeitos a prescrição quinquenal poderia extinguir – as leis editadas sob o governo Fernando Henrique reassumiu.

Li e reli , com a veneração intelectual e o respeito pessoal por seu redator , o amigo Fábio Konder Comparato, a petição da OAB de hoje, de retratação da posição assumida em 1979. Mas dela não me convenci.

Não superei a impressão inicial de que a maestria do autor não logrou livrar a tese do pecado do anacronismo: ela pretende reler, à luz da Constituição de hoje, que fez da tortura crime “insusceptível de graça e anistia”, e de convenções internacionais que ditam a sua imprescritibilidade, a inequívoca interpretação de uma lei de 1979, editada sob a égide do autoritarismo da Carta de 1969, outorgada pela junta militar que assaltara o Poder. Para aceitar a tese, de minha parte, teria de repudiar convicções acendradas.

Por outro lado, hoje, é cômodo tachar de “posição imediatista e visão curta sobre direitos humanos” – como está em importante revista da semana o parecer que – submeti à OAB, em 1979, e que o Conselho Federal acolheu por unanimidade: afinal, hoje, não se tem presos políticos a libertar, nem processos a trancar, preocupações inadiáveis para os que então lutávamos pela anistia. E o crítico feroz de agora sequer fora escorraçado dos quadros da magistratura que - é justo dizê-lo – exerceu com brilho e dignidade.
“E la nave và”...


Pinçado de:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16339

Esgoto vaza nos Jardins há 32 dias

A Sabesp gosta de fazer propaganda fora de São Paulo, enquanto isso a cidade convive com essas coisas. Confesso que não imaginava que isso pudesse acontecer no Jardins, onde moram muitos dos eleitores do Serra e do Kassab, agora eles estão ferrando até os amigos, hehe.

Do Jornal da Tarde online - Por Marcela Espinosa



MARCELA SPINOSA, marcela.spinosa@grupoestado.com.br

“Isso é esgoto (cocô). Não é água da chuva. Faz 32 dias.” O papel com essas frases colado na placa de sinalização, o mau cheiro e as poças em um trecho de 600 metros não deixam dúvidas: o incômodo é provocado pela rede de esgoto rompida. Alguém pode até imaginar essa cena no Jardim Romano, bairro do extremo da zona leste da capital, inundado desde o dia 8 de dezembro, mas a situação se passa na Rua Maestro Chiafarelli, em pleno Jardim América, na zona oeste, um dos bairros mais valorizados da capital.

Por causa disso, duas das três faixas da via, entre as ruas Conselheiro Zacarias e Doutor João Pinheiro, quase na esquina com a Avenida Brasil, estão bloqueadas. Os moradores dizem conviver com insetos e baratas, que antes não costumavam aparecer por lá. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reconhece o problema e garante que hoje os trabalhos de reparos começam a ser feitos na via (leia mais ao lado). Os moradores da rua fizeram ao menos oito reclamações à Sabesp.

O advogado Elias Haddad, de 35 anos, foi um dos primeiros a acionar não só a companhia como também a Subprefeitura de Pinheiros quando a rede de esgoto quebrou, em dezembro. “Eles (Sabesp) vieram, fizeram dois buracos na rua e só ampliaram o problema”, relata. Segundo ele, antes da visita da empresa, o esgoto ‘brotava’ de apenas um ponto do asfalto. “Agora temos três lugares com esgoto vazando 24 horas por dia.”

O advogado afirma que pegou cones de sinalização e os colocou ao redor dos buracos para evitar acidentes. “É um poço de doenças. Moramos nos Jardins, pagamos um dos IPTUs mais caros da cidade. Um bairro que deveria servir de modelo para áreas periféricas tem esse tipo de problema.”

O estrago, segundo Haddad, está ficando pior porque, com a rede quebrada, o esgoto produzido pelos imóveis não é absorvido pela galeria. “Está tendo refluxo. O esgoto está voltando para as casas.” Por causa disso, a água escura que antes ficava acumulada no lado ímpar da via, começou a se concentrar no lado par.

Com a sujeira também vieram os insetos e animais desagradáveis. “Acordamos com uma nuvem de pernilongos. Aqui nunca teve ratos e agora os vemos e ninguém toma providência”, afirma.

Chuva

Quando chove, o problema se agrava: o esgoto se mistura com a água pluvial que desce de vias próximas e o alagamento é inevitável. “Além de deixar a rua intransitável, a água às vezes entra nas casas. A gente fica com medo porque forma um laguinho no jardim e o mau cheio empesteia tudo”, diz a advogada Emy Hase Quinto Di Camelli, de 46 anos.

Ela receia uma piora no trânsito com o retorno das aulas caso o conserto não seja feito logo. O trecho é uma via de acesso para quem vem da Avenida Paulista e precisa acessar a Avenida Brasil.

Pinçado de:
http://txt.jt.com.br/editorias/2010/01/21/ger-1.94.4.20100121.5.1.xml

Pequeno conto inacabado

Trimm... trimm... trimm... Arnaldo esfrega os olhos e olha para o rádio relógio que marca 2:16h. Quem pode ser a essa hora? – pensa envolto ao cansaço de quem se recolhera após a meia-noite.
-Alô.
-Alô. Arnaldo?
-Sim é ele, o que deseja?
-Arnaldo é o Silva. Estou te ligando, porque desde que publiquei aquela matéria sobre o desvio de dinheiro no governo do Mato Grosso, venho recebendo ameaças e ainda agora recebi um telefonema me dizendo que meu tempo é mais curto do posso imaginar, estou apavorado amigo e só consegui pensar em você para me ajudar.
Arnaldo e Silva eram amigos desde a infância, sempre estiveram juntos, nas brincadeiras pelo bairro onde moravam, nas travessuras na escola, na faculdade onde Silva se formou em jornalismo e Arnaldo em direito.
Apesar de formado em direito, Arnaldo nunca exerceu a função, prestou concurso
Público e foi trabalhar para o governo estadual na área da receita.
-Fique calmo Silva, daqui a pouco estou aí e você me conta essa história direito.
Levantou-se trôpego pelo sono, e as cervejas que havia tomado num happy hour após o expediente. Desceu pela escada, uma vez que o elevador já á semanas não funcionava. Qualquer dia desses me mudo dessa porcaria – pensou revoltado.
Entrou em seu carro e saiu lentamente para fazer o contorno e seguir para o prédio onde Silva morava. Chegando em frente ao prédio, um belo conjunto vertical de 18 andares, sorri pra si mesmo e pensa – ainda bem que aqui o elevador funciona.
Ao apertar a campainha ouve a voz arranhada de Josias, zelador do prédio a muitos anos e acostumado com Arnaldo, que de pronto autoriza sua subida.
Entra no elevador, aperta o número 12 e luta para espantar um pequeno desconforto com locais fechados. Ao descer do elevador, encaminha-se para o apartamento 55, aperta a campainha, aguarda um breve instante e aperta novamente, mantendo o dedo friccionando por um instante a mais. Nada, nem um sinal, então ele gira a maçaneta e a porta se abre. Aquilo lhe soava muito estranho, como podia alguém sendo ameaçado de morte estar com a porta aberta àquela hora da madrugada? Não fazia sentido.
Empurra aporta procurando fazer o menor barulho possível e entra na sala, que está com as luzes acesas, juntamente com a da cozinha, se ele não está na sala, será estaria na cozinha? Ou teria ele saído e esquecido de trancar a porta? Ou será que tinha ido dormir sem trancar a porta?
Arnaldo vai até a cozinha,nada, tudo em silêncio.Volta e se dirige para o quarto – Aquele maluco do Silva só pode ter pego no sono – Pensa enquanto vai ao quarto.
Ao chegar e acender a luz do quarto, sente suas pernas quase não conseguirem sustentar seu corpo. De bruços no chão, sobre uma poça de sangue está Silva, seu amigo querido.Arnaldo fica paralisado com aquela cena inimaginável à sua frente, sente uma pequena ardência em seu braço direito e com um movimento rápido desfere um tapa e vê que matou um pernilongo, que por sinal já lhe havia chupado muito sangue, a julgar pelo quantidade de sangue saída do inseto.
Arnaldo, ainda tomado pelo desespero vai até a cozinha, abre a torneira da pia e lava o rosto na vã esperança de que acordaria desse pesadelo, abre o armário, pega um copo no qual coloca um pouco de açúcar e água e toma num só gole para amenizar a tremedeira que tomou conta de suas pernas.
Avisa a polícia e senta-se no sofá para esperá-la. Chega a polícia, interdição do apartamento, perguntas, respostas, mais perguntas... É quando entra pela porta Antunes, um dos mais respeitados detetives de todo o país, nada passava despercebido aos olhos treinados de Antunes,ele faz uma varredura completa no apartamento, após o que, passa a interrogar Arnaldo que, em meio ao interrogatório, passa a mão pela testa deixando a mostra uma mancha vermelha em seu antebraço que de imediato é percebido por Antunes.
Antunes não perde tempo e pede logo a um agente da polícia legal que colha materiais do corpo de Arnaldo para exame de DNA, ressaltando a importância da mancha no antebraço. Antunes liberou Arnaldo, aconselhando-o a não deixar a cidade.
Arnaldo nem teve tempo de digerir a perda de seu melhor amigo e já se viu atrás das grades acusado de assassiná-lo, uma vez que sua digitais estavam por toda a casa e o sangue em seu antebraço decorrente do pernilongo que matou, possuía o DNA de Silva...


(Ficção) Escrito por Sandro Stahl

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Doutrina do Choque

Terremotos causados pelo homem

Depois de ler essa matéria, Terremoto no Haiti tem causa humana e matou muito mais do que está sendo informado, resolvi pirar.
Já pensou se realmente os americanos conseguiram tal tecnologia e estão causando terremotos em outras partes do mundo para diminuir a pressão em suas grandes falhas, sobre as quais há previsões de desastres destruidores, capazes de varres cidades inteiras do mapa?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dor de barriga é?

A Lúcia Hipólito foi muito infeliz ao dar a desculpa de que estava com muitas dores. Lúcia, pra falar mole daquele jeito só estando drogado, portanto um remédio, como fizeram Vanucci e Vanuza seria uma desculpa mais plausível, porque com de barriga e falando mole eu nunca vi. Ehh manguaça.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Telefone que pisca

Quem nunca teve um telefone que pisca? O meu mesmo, quando estou de folga, pisca que é uma beleza. Acho que a Lucia Hipólito devia conversar com a Vanuza e o Vanucci, eles podem passar o nome do calmante que faz o telefone piscar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sincericídio

Há muito tempo a humanidade deixou a sinceridade de lado.
O que temos são opiniões certas guiadas por erradas e erradas guiadas por cegas.
Uma pessoa que é sincera vive sozinha ou com o ciclo de amizades restrito.
É tida por todas como inconveniente, insatisfeita, crítica, amarga, pensativa demais.
Numa sociedade que vive um mundo fictício tanto na Avenida Paulista como no Jardim Imbé, ninguém quer ser posto de frente com a realidade.
Valha-me Deus, que ver sangue o quê, agente precisa se divertir também.
A pessoa sincera não agüenta conviver com a família muito tempo, não agüenta piadas que na verdade querem dizer outra coisa, não gosta de jogos com palavras, não agüenta cinismo, não tolera mentira, e geralmente não suporta egos inflados. A pessoa que gosta de sinceridade não consegue ver TV, afinal como falar durante semanas de um apagão que durou apenas algumas horas?
E ai me vem na mente com quem essa pessoa vai se relacionar. Tudo bem, que tem gente que exagera; num lançamento de livro, um amigo meu comentou que um chegado o chamou de lado e ficou falando dos erros do livro que ele identificou ali na hora, o poeta então virou pra esse “amigo” e disse - Cara! Vai roubar a brisa do diabo, esse é meu momento, isso que você ta fazendo é covardia, cara, esse é meu momento.
Concordo com ele, tem hora pra se expressar, você pode continuar sendo sincero, mas com elegância.
Vamos a outro exemplo, quando alguém lhe mostra uma música e pergunta o que você achou, você deve realmente dizer? Ou falar a frase padrão: - Que legal cara! Você que compôs e cantou? Muito boa mesmo, não tinha ouvido nada parecido!
Ou deve ver pelo lado crítico e falar que aquilo não passa de uma mera cópia que a gente ta reproduzindo desde que o primeiro americano fez uma rima sobre sua realidade, ou mesmo uma cópia da primeira música do Caetano quando ele ainda era influenciado por outra cultura, que certamente não foi sincera quando disse que foi inventada pelos mesmos americanos.
Nós vemos por eliminação de cores: a árvore que vemos verde, na verdade, é vermelha, como diz meu amigo Pita; quem se ilude com o céu azul que na verdade só é uma ficção refletindo o azul do mar, pois o céu é negro.
60% da população vendo novela, nos picos isso varia, numa única emissora, onde quem comanda é um grupo chamado Time Life, tempo de vida (o nome combina com o que ele põe na grade da programação); você está vivo enquanto se ilude.
Chegamos a um grau de ilusão tão grande, que eu já vi filas se formarem porque alguém parou numa escada rolante; enquanto eles esperavam, eu descia pela escada comum, lá embaixo eu olhei para a fila e não vi sentido nenhum naquilo.
A manipulação é tão grande, que, quem se expressa sobre isso, começa a ser chamado de maluco, de contestador, e mais uma dezena de nomes.
Os clips trazem o mundo ideal cheio de carros luxuosos, mulheres perfeitas, curtição, bebidas, sorrisos, mas na rua, no seu quarto, no seu casamento, no seu emprego, tem tanta frustração, nos olhos dos telespectadores tem tanta solidão.
Todos somos marionetes, mas acho que ainda vale a pena ser um sincericida; afinal a gente ainda enxerga algumas cordas.


Ferréz

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os Replicantes tocam "Festa Punk" no Estúdio Showlivre -

Os Replicantes, que têm em sua atual formação Julia Barth nos vocais, Cláudio Heinz na guitarra, Heron Heinz no baixo e Cleber Andrade na bateria, são os convidados do desta Estúdio Showlivre. O programa foi transmitido ao vivo no dia 11 de novembro. Com 26 anos de existência, a banda, que revelou o cantor e compositor Wander Wildner, é autora de clássicos do rock nacional como "Surfista Calhorda", "Nicotina" e "Festa Punk". Nessas mais de duas décadas de atuação, a banda esteve nos principais festivais nacionais, como o Abril Pro Rock (Recife), RecBeat (Recife), Minha Pátria, Minha Música (São Paulo) e tocou ao lado de grupos clássicos da cena mundial como Dead Kennedys e Buzzcocks. Com duas turnês européias 2003/2006, estiveram nos festivais Fuck North Pole (Tromso/Noruega) e Havenfest (Hamburgo/Alemanha). Suas canções estão inseridas em filmes de longa-metragem como O Cerro do Jarau, Tolerância e na série Carandiru da Rede Globo. Os Replicantes lançaram oito álbuns, uma fita de vídeo e dois DVDs, sendo um gravado na primeira tour européia que aconteceu em 2003.

Lemes: Falta de limpeza do Tietê compromete obra bilionária

Do blog Vi o mundo - Por Conceição Lemes


Experimente pesquisar as matérias sobre as enchentes de 8 de dezembro em São Paulo. Invariavelmente aparece este trecho do comunicado da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee):

O Daee executa periodicamente o desassoreamento e a limpeza dos rios Tietê, Cabuçu de Cima, Tamanduateí e dos piscinões do ABC e Pirajuçara e que só neste ano já foram retirados 380 mil metros cúbicos de sedimentos.

Reportagem de O Estado de S. Paulo afirma:

Anualmente, o Estado gasta cerca de R$ 27,2 milhões para retirar 400 mil m³ de sedimentos somente do Tietê, num trecho de 40 km. São quatro contratos que determinam retirada de 32 mil m³ por mês, para evitar enchentes.

A secretária de Energia e Saneamento de São Paulo, Dilma Pena, é uma das entrevistadas. Assim como na reportagem do Agora, de 11 de dezembro :

Em 2009, segundo Dilma [Pena] foram retirados 380 mil m³ de detritos. Segundo especialistas em drenagem urbana, o ideal seria retirar 1 milhão de m³ .

Na reportagem Enchentes em São Paulo refletem falta de governo, publicada pelo Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto aponta a falta do desassoreamento como uma das principais causas das inundações de 8 de setembro e 8 de dezembro na capital:

Na cidade de São Paulo, entre a barragem da Penha [Zona Leste] e o Cebolão [interligação entre as marginais Tietê e Pinheiros, Zona Oeste], o Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Se você deixar isso no fundo do rio, a capacidade dele diminui. E o que o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o Daee do governo do Estado de São Paulo, tem feito? O Daee faz a limpeza, mas tira apenas 400 mil metros cúbicos por ano.

TEM CERTEZA DE QUE O DAEE LIMPA O TIETÊ ANUALMENTE?

O desassoreamento anual de 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos (lixo, dejetos, erosão, material de terraplenagem) da barragem da Penha ao Cebolão tornou-se versão oficial. A informação não foi desmentida pela SSE nem pelo Daee. Os próprios especialistas acabaram acreditando nela. Entre eles, o professor Júlio Cerqueira César Neto, que foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP.

Mas será que realmente pelo menos os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos em 2006, 2007 e 2008?

Uma primeira busca nos portais do Daee e da secretaria de Saneamento e Energia, nada a respeito.

Em dezembro de 2005, o alargamento e aprofundamento da calha do Tietê, iniciados em 2002, foram concluídos. A obra custou RS 1,7 bilhão (valor atualizado pelo IGD-DI).

Da barragem da Penha ao Cebolão (trecho principal do Tietê na capital, é o que transborda), o rio foi rebaixado em cerca de 2,5 metros; 9 milhões de metros cúbicos de lixo e terra foram removidos. Segundo o governo estadual, a probabilidade de inundação caíra de 50% para 1%. A obra foi inaugurada em 19 de março de 2006 pelo governador Geraldo Alckmin.

A partir daí, as referências encontradas em portais vinculados aos órgãos do governo do estado sobre desassoreamento do Tietê se relacionam ao edital de licitação, realizada em 18 de setembro de 2008, e a notícias sobre o andamento da obra.




Entre dezembro de 2005, término da obra da calha, e outubro de 2008, início da vigência do contrato de desassoreamento, há um “buraco”. Um período sem explicações sobre limpeza do Tietê.

O Viomundo questionou a assessoria de imprensa da secretaria de Energia e Saneamento (SSE) sobre a limpeza em 2006, 2007, 2008 e 2009. O motivo: a falta de dados oficiais mostrando que os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos foram removidos nos três primeiros anos.

“A limpeza é feita sistematicamente todo ano”, diz por telefone a esta repórter o assessor de imprensa da SSE, Hugo Almeida. “Tem máquinas limpando o Tietê o ano inteiro.”

A repórter insistiu. Enviou e-mail a Hugo Almeida e, por orientação dele, também a Gregory Melo (da assessoria de imprensa do Daee, órgão vinculado à SSE). Reenviou a mensagem mais três vezes. Nenhum dos dois retornou.

A repórter reforçou por telefone a solicitação à assessoria de imprensa da SSE, já que, segundo ela, as informações seriam fornecidas pela SSE e não pelo Daee.

A primeira ligação, na segunda-feira cedo, 21 de dezembro, Hugo Almeida atendeu:

– Estou indo atrás das informações para você, mas esses documentos são difíceis, faz muito tempo...

– É impossível instituições como as de vocês [Daee e SSE] não terem esses documentos à mão, arquivados ou no Diário Oficial do Estado... São comprovações atestando que esses serviços foram feitos... Preciso deles, sim... São indispensáveis para a minha matéria...

Seguiram-se outros telefonemas para o assessor de imprensa: “Ele não está”. “Está numa reunião”. “Volta mais tarde”. “Deu uma saidinha, mas volta”. “Acabou de sair”...

Invariavelmente essas respostas eram precedidas pelo “Quem gostaria de falar? Vou verificar...”. Fazia-se breve silêncio. E aí vinha a negativa manjadíssima, aliás.

Na terça-feira, 22, como a mudez do outro lado era absoluta, esta repórter tentou logo cedo contato. Júnior, assistente da assessoria de imprensa, informou: “O Hugo não está, só volta no final da tarde”.

A repórter ligou de novo, mas, propositalmente, deu um nome qualquer sem sobrenome.

Adivinhem o que aconteceu? Hugo atendeu.

– Hugo, tive de utilizar este subterfúgio para você me atender? Por que não responde aos meus e-mails nem atende as minhas ligações. Não é mais fácil... Apenas quero saber se foi feito o desassoreamento em 2006, 2007 e 2008 e os documentos comprovando...

Inicialmente, o assessor de imprensa da SSE/Daee tentou ser dono da verdade. Não deu certo. Acabou entregando os pontos:

– Não vou dispor das informações que você quer – disse e desligou.

O RIO TIETÊ FICOU QUASE TRÊS ANOS SEM SER DESASSOREADO?

A atitude da assessoria de imprensa, o fato de que enchentes que não deveriam ter acontecido aconteceram e as chuvas moderadas (nas duas inundações deste ano São Pedro está completamente isento) são fortes indícios de que o governo do Estado do São Paulo pode não ter removido os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos do Tietê em 2006, 2007 e 2008 (de janeiro a outubro).

Outro indício foi dado pelo engenheiro João Sérgio, responsável pela barragem da Penha, em entrevista à repórter Fabiana Uchinaka, do UOL, quando questionado sobre o fato de que o nível das águas no Jardim Pantanal, à montante da barragem, permanecia alto dias depois das chuvas terem cessado.

Disse o engenheiro:

"Também acho estranho o nível da água não baixar aqui e não sei por que está indo para os bairros, mas não precisa ser especialista para ver que está assoreado [o rio]".

Em português claro: o rio Tietê pode ter ficado quase três anos sem ser desassoreado.

“Como, nem os 400 mil anuais foram retirados em 2006, 2007 e 2008?!”, espantou-se o professor Júlio Cerqueira César. “Eu estive na inauguração da calha do Tietê, e o Geraldo Alckmin anunciou na frente de autoridades, engenheiros, técnicos um contrato para a manutenção da limpeza. Achei ótimo. Agora, faltar com verdade, não cumprir nem isso, já é demais!"

Na época, Geraldo Alckmin afirmou que, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um consórcio seria o responsável pela manutenção da calha do rio. O Viomundo apurou que a PPP não vingou. O setor privado não demonstrou interesse. Foi somente no segundo semestre de 2008 que o governo do Estado de São Paulo resolveu licitar o desassoreamento de 400 mil metros cúbicos de sedimentos do Tietê.

“Isso significa que a limpeza do Tietê não foi feita no último ano do Alckmin e nos primeiros dois anos do Serra”, sente-se ludibriado o professor Júlio. “Uma desgraça para a cidade . A situação do Tietê está muito pior do que eu imaginava. Tudo o que se ganhou com o rebaixamento da calha foi perdido!”

Da barragem da Penha ao Cebolão, relembramos, são lançados anualmente no rio Tietê cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos (1,2 milhão m³ ) de sedimentos. A partir daí o professor Julio fez as contas:

* 1,2 milhão m³ (em 2006) + 1,2 milhão m³ (2007) + 1 milhão m³ (em 2008, janeiro a final de outubro) = 3,4 milhões de metros cúbicos.

* Portanto, até outubro de 2008, já havia depositado na calha do leito do Tietê um passivo de 3,4 milhões de metros cúbicos.

* Do final de 2008 a dezembro de 2009, segundo a secretária Dilma Pena, removeram-se 380 mil metros cúbicos. Ou seja, permaneceram no Tietê 820 mil metros cúbicos.

* Pois bem, somando os 3,4 milhões de metros cúbicos (não tirados de 2006 a final de 2008) com os 820 mil metros cúbicos (não removidos de 2008 /2009), o rio Tietê está com, pelo menos, 4,2 milhões de metros cúbicos de terra e lixo.

Conclusão 1: Atualmente, estima-se, o Tietê tem ao redor 4,2 milhões de metros de sedimentos depositados no seu leito na capital. É como se quase metade dos 9 milhões de metros cúbicos retirados durante a obra da calha tivesse sido jogada, de novo, dentro do rio.

Conclusão 2: Os 4,2 milhões de metros cúbicos dão uma altura de sedimentos de 4,2 metros. Supera de longe, portanto, os 2,5 metros de aprofundamento da calha.

Conclusão 3: O nível do Tietê voltou ao que era antes das obras da calha; R$ 1,7 bilhão praticamente jogado no lixo.

“Mantido o ritmo de entrar mais sedimentos do que sai, o Tietê vai ‘acabar’ na capital e a cidade submergir”, alerta o professor Júlio Cerqueira César. “É um descalabro.”

“O governo estadual não ter feito nada em quase três anos é muito sério. Toda a capacidade de vazão ganha com a ampliação da calha é perdida”, adverte o geólogo e consultor de geotecnia e meio ambiente Álvaro Rodrigues dos Santos, que já foi responsável pela Divisão de Geologia e diretor de Gestão e Planejamento do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas, de São Paulo). “O Tietê transbordou em setembro e dezembro por estar totalmente assoreado. A vazão máxima dele nessas ocasiões foi de cerca de 700 metros cúbicos/segundo. Se estivesse limpo, seria próxima de 1,100 metros cúbicos /segundo e não teria transbordado.”

“Na verdade, eles [governo estadual] valem-se do desconhecimento técnico da população e da imprensa”, põe o dedo na ferida o geólogo Álvaro dos Santos, e vai fundo. “Com o não desassoreamento, eles sabiam perfeitamente que São Paulo corria o iminente risco de enfrentar tragédias como as de 8 de setembro e 8 de dezembro. Infelizmente em janeiro, fevereiro e março, meses naturalmente mais chuvosos, estaremos, de novo, na alça de mira das inundações. Ameaçou chover? Fuja das marginais. E se você mora em áreas sujeitas a inundações, chame imediatamente os bombeiros!”

O professor Júlio Cerqueira César Neto assina embaixo.

Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/lemes-falta-de-limpeza-do-tiete-compromete-obra-bilionaria/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

1989 Conferência de Paris condena armas químicas

Olha só que interessante essa reportage sobre a conferência em Paris contra o uso de armas químicas, vejam a postura dos Estados Unidos, como gostam da paz. Costumo dizer que nós seres humanos somos no planeta uma espécie de gafanhotos e os americanos são os maiores. Essa é uma reportagem de 11 de janeiro de 1989 do Jornal do Brasil, histórica portanto, os Estados Unidos defendendo seu então aliado Iraque.


11 de janeiro de 1989- Conferência de Paris condena armas químicasApós quatro dias de trabalho, 110 discursos e 125 encontros a nível ministerial, acompanhados de perto por cerca de mil jornalistas de todo o mundo, os 145 países representados na Conferência de Paris subscreveram uma declaração condenando o uso de gases asfixiantes, tóxicos e similares, assim como armas bacteriológicas. Segundo o ministro do Exterior da França, Roland Dumas, o documento final, forçosamente consensual pela natureza do encontro, servirá para dar o apoio político necessário para que posteriormente seja assinada uma convenção internacional sobre esta questão.

“A conferência serviu para dar impulso político aos trabalhos da Conferência de Desarmamento em Genebra e sua declaração final contém as diretrizes sob as quais os governos deverão orientar suas políticas”, afirmou Dumas ao fazer um balanço dos trabalhos de Paris, acrescentando ter ficado satisfeito por não haver enfrentamento entre o bloco dos países desenvolvidos e a outra parte do mundo.

Antecipando-se ao documento, a União Soviética anunciou sua renúncia unilateral às armas químicas, assim como a destruição de seu estoque, convidando os outros países a acompanhar sua atitude.

O documento final conseguiu retratar algumas preocupações dos países pobres ao assinalar o caráter não discriminatório de uma convenção proibindo as armas químicas. O texto final dos trabalhos de Paris, porém, não marcou qualquer data, limitando-se à menção do “mais breve possível”, para que o acordo seja colocado em prática, graças à forte oposição dos Estados Unidos quanto à fixação de um prazo definitivo.

O Iraque, responsável pelo massacre de milhares de curdos entre 1980 e 1988 com armas químicas, não conseguiu ver eliminada do documento a referência aos recentes acontecimentos. Isso, no entanto, não satisfez a delegação do Irã, que apresentou uma declaração à parte exigindo a condenação do vizinho iraquiano.

Sobre a questão da condenação conjunta às armas químicas e às nucleares – particularmente defendida pelos árabes- o ministro francês, Roland Dumas, explicou o motivo pelo qual a segunda categoria de armas não foi sequer abordada. “As armas nucleares são para impedir a guerra. São dissuasórias. As armas químicas, ao contrário, acompanham o desenrolar de um conflito”, afirmou. Para Dumas, o desarmamento nuclear estaria estabelecido no documento sobre desarmamento das Nações Unidas, assinado em 1978. A delegação norte-americana, porém, se opõe ao elo entre desarmamento químico e nuclear.

A proibição da produção e do armazenamento de armas químicas, porém, só aconteceu em 1997, após a Convenção das Armas Químicas, em Haia, nos Países Baixos. O prazo para que as nações se livrem por completo de seu arsenal ficou estabelecido em catorze anos a partir da realização da reunião.

Pinçado de:
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=18461

ESTE É O PRÓLOGO

Deixaria neste livro
toda a minha alma.
este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que pena dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam !

Que tristeza tão funda
é olhar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta !

Ver passar os espectros
de vida que se apagam,
ver o homem desnudo
em Pégaso sem asas,

ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se olham e se abraçam.

Um livro de poesias
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes incute nos peitos
- entranháveis distâncias.

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza
que explica sua grandeza
por meio de palavras.

O poeta compreende
todo o incompreensível
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chamas.

Sabe que as veredas
são todas impossíveis,
e por isso de noite
vai por elas com calma.

Nos livros de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristes
e eternas caravanas

que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.

Poesia é amargura,
mel celeste que emana
de um favo invisível
que as almas fabricam.

Poesia é o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
corações e chamas.

Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
sem rumo a nossa barca.

Livros doces de versos
sãos os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
suas estrofes de prata.

Oh ! que penas tão fundas
e nunca remediadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam !

Deixaria neste livro
toda a minha alma...

Federico Garcia Lorca ( tradução: William Agel de Melo )

domingo, 10 de janeiro de 2010

Se o golpe fosse hoje

Do blog Cidadania.com - Por Eduardo Guimarães

Essas discussões na mídia em torno do recém-divulgado texto do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) me levaram a uma divagação que me adveio das idéias totalitárias que as mesmas forças políticas que elucubraram o golpe militar de 1964 – e que permanecem unidas e ensurdecedoramente loquazes – continuam a defender.

Imaginei como seria se um golpe de Estado como o que se abateu sobre o Brasil há quase meio século ocorresse nos dias atuais. Digamos assim, que os militares, um pouco menos contidos do que estão, decidissem que o “apedeuta” tinha ido longe demais e que teria chegado a hora de pôr fim ao seu governo.

A esse respeito, note-se o que se tem lido e ouvido na grande imprensa sobre o golpe em Honduras. E basta ler qualquer blog político para encontrar gente pregando ruptura institucional contra Lula. São doidos que não têm respaldo para concretizar seus devaneios? Não sei, não tenho certeza.

Bem, se o golpe fosse hoje, os golpistas militares ignorariam a decisão dos brasileiros de pôr e manter Lula no poder. Com ou sem boa avaliação de Lula, o Planalto seria invadido, o presidente preso e deportado e as ruas seriam tomadas pelos militares, que atacariam qualquer um que se manifestasse contrariamente à usurpação do poder por gente sem votos.

Movimentos sociais, partidos e sindicatos saem às ruas para protestar. UNE, MST, CUT, PT, PC do B, PSOL (etc.) e até o débil Movimento dos Sem Mídia (que, para quem não sabe, é a ONG que fundei e presido), ao qual, tenho certeza, muitos de vocês, indignados com a ruptura institucional, unir-se-iam.

Em dado momento, em uma reunião do MSM, o local onde nos reuniríamos para pensar em saídas para a ruptura vigente seria cercado por soldados. Seriamos espancados e presos. Como ainda não há uma tentativa de levante, porém, somos liberados depois de ter sido impedidos de nos reunir e de “tramar” contra o regime.

O processo prossegue violando garantias constitucionais. Este blog é fechado e sou processado com base em uma recém-criada Lei de Segurança Nacional. Levam-me para a rua Tutóia, aqui perto de minha casa, e me enchem de porrada para que eu diga o que pretendo com o que escrevo aqui, quantos estão comigo, quem me “financia” etc.

Não sobrevivo. Minha mulher e minha filha doente, que hoje dependem de mim, ficam desamparadas, dependendo, agora, de meus filhos crescidos e de outros parentes. Meu filho ou uma de minhas filhas, indignado (a), assume a presidência do MSM, que se junta a uma célula de resistência que está sendo criada por vários outros movimentos sociais, partidos e sindicatos impedidos pelos militares de se articularem contra o regime.

As prisões políticas continuam. Mais gente é ferida e até morta por discordar da usurpação do voto popular, do amordaçamento do país, do esmagamento das instituições (Legislativo, Judiciário) e do impedimento ao direito de reunião. Não é permitido falar, escrever ou se reunir se o objetivo for criticar o regime.

A grande imprensa, a Igreja Católica e as organizações patronais como a de latifundiários ou as de capitães da indústria se unem contra a resistência ao golpe. Grandes empresários e banqueiros começam a se envolver com o regime para conseguirem vantagens. Alguns financiam esse regime em troca de satisfação de perversões morais, pois apreciam assistir a torturas e a estupros.

Os movimentos sociais, os partidos (agora ilegais), os sindicatos, os intelectuais se unem e decidem reagir. Mas como fazê-lo sem dinheiro, sem armas, sem quaisquer recursos? Os militares bloquearam qualquer meio de os descontentes se reunirem e reagirem institucionalmente. O Congresso foi fechado e o Judiciário colocado de joelhos.

Contra a violência, decide-se pela violência. É preciso pegar em armas para resistir à ditadura, que vai esmagando a cidadania a cada passo que dá. Pessoas que jamais pegaram em uma arma, pois, começam a ser treinadas pelos poucos que têm algum conhecimento de combate. E para financiar a resistência, só roubando de empresários que apóiam o regime a troco de vantagens de todo tipo.

Há uma guerra civil em curso, agora. Membros da resistência são presos juntamente a cidadãos comuns que não se envolveram em nada. O regime suspeita de todos.

Cidadãos são mortos nos porões do regime, muitos depois de sofrerem sevícias inimagináveis para “confessarem”. Famílias inteiras são presas e torturadas. Mulheres são estupradas diante de maridos, pais ou filhos para forçá-los a delatarem companheiros. Muitos, repito, não sabem de nada. Morrem do mesmo jeito.

Pergunto a vocês, apenas, se as ações dos dois lados se equivaleriam.

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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