Tudo junto e misturado

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Filosofia

O mundo me condena,
e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia


Noel Rosa

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Relatório aponta Mianmar, China e Irã como piores em liberdade religiosa

Washington, 26 out (EFE).- O Governo americano expressou hoje sua preocupação com a repressão religiosa em Mianmar (antiga Birmânia), China e Irã, e em outros países considerados menos restritivos, como Venezuela e Cuba, onde a liberdade de culto também é desprezada.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, apresentou hoje o relatório anual sobre liberdade religiosa, que analisa as restrições, abusos e melhoras para garantir a diversidade de culto e que serve como indicador para sua política externa.

Com um espírito de "diálogo" e "cooperação", como foi transmitido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em seu discurso ao mundo muçulmano em junho, Hillary ressaltou a necessidade de se fortalecer a tolerância e o respeito entre as diferentes comunidades, para garantir a estabilidade.

O relatório aponta novamente Mianmar, China e Irã como os países que cometem "severas violações" contra a liberdade religiosa, junto a outros como Sudão, Eritréia, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Uzbequistão.

O documento destaca que a liberdade religiosa é "amplamente respeitada" na América Latina, com exceção de Cuba, e também faz referência aos impedimentos na Venezuela ao acesso de alguns missionários estrangeiros a regiões indígenas.

Os EUA afirmam que apesar de a Constituição cubana reconhecer o direito dos cidadãos a professar a fé que quiserem com "respeito à lei", o Governo "segue impondo" restrições, e o Ministério do Interior vigia as instituições religiosas, que devem se registrar obrigatoriamente no Ministério da Justiça.

No caso da Venezuela, reconhece que o Governo "geralmente" respeita a liberdade de culto, embora os grupos religiosos, "da mesma forma que outros que criticam o Governo", podem ser objeto de "assédio" e "intimidação", e lembra as críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, aos bispos católicos e ao Núncio Apostólico.

Já como casos positivos, o relatório assinala os avanços em países como o Brasil, que inaugurou uma linha telefônica para receber denúncias sobre discriminação religiosa.

O relatório destaca ainda que os maiores abusos acontecem em países com "estritos regimes autoritários", que querem controlar as religiões como parte de um controle mais amplo da vida civil, como em Mianmar, onde ser budista continua sendo um requisito para ser promovido em cargos públicos.

No caso da China, a Constituição protege as "atividades religiosas normais" e, sob esse adjetivo, as autoridades têm uma ampla margem para decidir o que é "normal".

O Governo se opõe à lealdade aos líderes religiosos de outros países e regiões, como o papa e o Dalai Lama, e o relatório ressalta a "severa" repressão aos tibetanos e os uigures, alegando extremismo religioso e até terrorismo.

Já o Irã é uma nação islâmica na qual rege a sharia (lei islâmica). Sua Constituição assegura o respeito a outros grupos desta religião, além de cristãos e judeus, que estão "protegidos" como minorias.

No entanto, na prática, a retórica e a ações do Governo do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, constroem "uma atmosfera de ameaça" para os grupos não xiitas, em particular para os muçulmanos sufis, os cristãos evangélicos e os judeus, que são intimidados e perseguidos.

Pinçado de:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/10/26/ult1766u33857.jhtm

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Carta da prisão

Do livro cartas da prisão editado em 1978 (4ª edição), uma das cartas enviadas por Frei Betto enquanto esteve preso por ter favorecido a fuga, do país, de alguns jovens implicados nos movimentos estudantis que se seguiram a 1964.

13/02/ 1972

Caríssima irmã Y.

Só agora veio parar em minhas mãos sua carta de 15/12/71, escrita em Cataguazes. Após esta já recebi a de 23/12, que é a ultima. Como foi de retiro? E as palestras do Rolim? Estou ansioso por saber as novidades daí. Como aqui é sempre a mesma coisa a gente fica na expectativa dos acontecimentos exteriores. Afinal, você leu o documento de sínodo sobre a “justiça no mundo”? Eu gostaria muito de comentá-lo. Talvez suas preocupações atualmente sejam propriamente relacionadas com este tema. Então diga o que podemos comentar nas cartas, pois achei proveitoso o período de nossa correspondência em que falamos sobre a catequese. O que não gosto é ter que ficar em cartinhas protocolares.
A questão da justiça é a que mais me preocupa e é por ela que estou aqui. O que me espanta ainda é o fato de que o magistério da Igreja não tenha conseguido abordar as próprias causas da injustiça no mundo hoje. Ficamos sempre nos sintomas – a miséria, o analfabetismo, o desemprego, o desnível entre as classes sociais, a mortalidade infantil etc. – e não vamos a raiz da questão: por que tudo isso? Para responder a esta questão a doutrina cristã terá necessariamente que contar com o auxilio da economia, assim como hoje é impossível fazer exegese bíblica ignorando a arqueologia, a hermenêutica, a paleontologia etc.
Não é mais possível considerar o contraste riqueza-pobreza como algo tão natural e inevitável como o dia e a noite.
Todos nós sabemos que o homem pode perfeitamente solucionar esse problema, assim como hoje é capaz de mudar o curso dos rios, pisar na lua e dar a volta ao mundo em poucas horas – o que soaria como fábula para nossos avós. E porque nos países capitalistas o subdesenvolvimento se expande entre amplas camadas da população, enquanto uma pequena parcela detém nas mãos a riqueza?
Considerar essa situação como resultante da ganância dos ricos é supor que se eles quisessem, tudo poderia ser diferente. De fato é resultado da ganância, mas modificá-la já não depende da vontade pessoal deles – é a própria essência do sistema capitalista que estabelece a desproporção social.
Meu avô tinha um laboratório. Produzia soro que era vendido aos hospitais. Era seu meio de produção, em pequena escala. De repente o mercado foi invadido pelos grandes laboratórios estrangeiros que, por disporem de grande capital, produziam soro de melhor qualidade e a menor preço. Meu avô perdeu sua clientela e seu meio de produção. Por que ocorre isto?
Antigamente cada trabalhador era dono de seus instrumentos de produção. O camponês tinha seu pedaço de terra e ali plantava e criava animais para alimentar sua família. Tudo o que ele consumia, exceto o sal, era produzido em seu pequeno sítio. Os filhos ajudavam no trabalho, que não era muito, pois se produzia o suficiente para o consumo familiar. Dessa pequena produção às vezes sobrava um pouco. A colheita fora favorável e havia trigo em abundância. Então o camponês se dirigia ao mercado da cidade onde trocava seu excedente de trigo por um saco de sal ou uma manta de lã. Trocava-se mercadoria por mercadoria.
Veio a moeda para facilitar a troca de mercadoria. Ela permitia que o camponês vendesse o seu trigo no sul e fosse comprar sal no norte. Portanto a mercadoria era trocada por dinheiro que era trocado por mercadoria. No início e fim da transação comercial estava a mercadoria. O dinheiro era apenas um meio que facilitava a troca.
Hoje é diferente. O que está no início e fim da transação comercial é o dinheiro. Você vai com dinheiro ao mercado, compra uma mercadoria e revende para obter dinheiro. É o caso do capitalista. Ele compra, com seu capital, matéria prima e máquinas, faz o produto e revende no mercado para obter mais dinheiro. Em que momento da história a situação se inverteu?
A relação se inverteu quando um grupo de homens se apoderou dos instrumentos de produção dos demais homens. Assim os velhos sapateiros que faziam sapatos em casa ficaram na miséria quando apareceram no mercado sapatos produzidos em escala industrial, de melhor qualidade e por menor preço que o produto artesanal. O pequeno produtor tornou-se operário assalariado, pois tanto a extração da matéria-prima como a manufatura passaram ao controle do capitalista, com quem o pequeno produtor artesanal jamais poderia concorrer.
É interessante observar que o capitalista gasta o seu capital na compra de matéria prima e máquina, na construção da fábrica, no salário pago aos operários e no fim vende o seu produto e nisso obtém mais capital. Alguém poderia supor que aquilo que foi produzido é vendido por tão alto preço no mercado, que daí só pode resultar um lucro fabuloso para o capitalista. Não é bem assim, pois o industrial não pode vender o que fabrica pelo preço que deseja – tem que vender pelo preço que esteja accessível aos compradores. É obrigado, no regime de concorrência, a adaptar as oscilações do mercado. Se cobrar muito pelo que vende, todo mundo vai comprar no outro produtor e o primeiro irá à falência.
Assim o lucro do capitalista não é exatamente no preço que cobra pelo seu produto. É aqui que se situa o principal da questão: nas compras que o capitalista faz para poder estabelecer condições de produzir (compras de matéria-prima, máquinas, transporte etc.) há uma mercadoria que é igualmente capaz de produzir mercadoria: é a força de trabalho do operário. O operário é um homem que, desprovido de qualquer instrumento de produção, sem condição de produzir qualquer coisa por conta própria, única coisa que ele tem para vender é a sua força de trabalho. O industrial compra essa mercadoria (a força de trabalho) e paga por ela o suficiente para que ela possa renovar-se a cada dia e reproduzir-se: o salário-mínimo. Esse salário corresponde ao mínimo necessário à alimentação, moradia e vestuário do operário, de modo que diariamente ele possa voltar à fábrica para produzir.
Ocorre que em duas ou três horas de trabalho diário o operário produz o equivalente ao salário que recebe. Mas ele trabalha no mínimo oito horas por dia. Portanto, as cinco horas restantes ele trabalha de graça para o capitalista. É desse trabalho excedente, cujo produto é inteiramente absorvido pelo industrial, que o capitalista extrai sua maior parte do lucro, e assim aumenta assustadoramente seu capital.
Por que a Igreja não vê isso? É claro como o sol e, no entanto, tem gente que acha justo o salário do operário. Não é justo nem a própria existência de operários trabalhando para um patrão. É uma gritante injustiça que existam homens obrigados, para sobreviver, a alugar por baixo preço sua força de trabalho.
Nessa colocação há muitos aspectos incompletos. Procurei apenas expor alguns elementos essenciais. Gostaria de saber o que você pensa a respeito disso. Como vê a questão da justiça social, em que medida ela é praticada.
Sei que esta carta é pouco pessoal. Mas por outro lado considero importante abordarmos assuntos como este, pois além da troca de impressões e sentimentos a correspondência deve servir à troca de idéias e opiniões.
Fico por aqui aguardando sua resposta. Um grande abraço do F., do I.e meu à J., E., S., L., L., M. de L., todas as irmãs e especialmente a você, com muita amizade.



Carlos Alberto Libanio Christo, o Frei Beto da ordem dominicana brasileira, foi preso e condenado a quatro anos de detenção por crimes de natureza política.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

É preciso reconceituar o jornalismo

Da agência Carta Maior


Não faz mais sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística.

Marcelo Salles

Não faz mais nenhum sentido chamar de Jornalismo o que fazem as corporações de mídia. Quem se preocupa com o lucro em primeiro lugar não é uma instituição jornalística. Não pode ser. Quando uma empresa passa a ter como principal meta o lucro, essa empresa pode ser tudo, menos uma instituição jornalística. E aí não importa a quantidade de estrutura e dinheiro disponível, pois a prática jornalística é de outra natureza.

Exemplo: eu posso passar uma semana no Complexo do Alemão com um lápis e um bloco de papel. Posso chegar até lá de ônibus. Posso bater o texto num computador barato. Mesmo assim, se a publicação para onde escrevo for jornalística, vou ter mais condições de me aproximar da realidade do que uma matéria veiculada pelas corporações de mídia.
Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motorista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.

Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.

Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Pra que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional:

“A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.

Essa frase, quase uma declaração de amor, não é minimamente observada pelas corporações de mídia. Vejamos: elas não têm espírito de missão, não respeitam nada, nem as leis, estimulam o preconceito, discriminam setores inteiros da sociedade, violam os direitos humanos e não sabem o significado da palavra “dignidade”.

Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.

Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia.

É por isso que eu sempre digo aqui, neste modesto, porém Jornalístico espaço: as corporações de mídia precisam ser destruídas, para o bem da humanidade! Em seu lugar vamos construir instituições jornalísticas. Ponto.



Marcelo Salles, jornalista, é coordenador da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do www.fazendomedia.com.

Pinçado de:
http://cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=4447

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Refletindo sobre as drogas

Hoje fazendo uma das coisas que raramente faço, para evitar chateações, sentei em frente à televisão e fiquei mudando de canal a procura de algo que já sabia não encontraria, algo interessante. Então parei um pouco no programa do ratinho, e pensei, quem sabe esse palhaço me faça rir um pouco, mas ao invés disso fiquei foi indignado com as colocações de um usuário de drogas ( sim uma vez que ele admite abertamente que gosta de um rabo de galo e o álcool nada mais do que uma droga, lícita, mas mesmo assim droga) condenando usuários de maconha e cocaína como os responsáveis pelo estado de coisas que vem acontecendo na cidade do rio de janeiro.
Ele disse: “quero falar pra você que fuma maconha e que gosta de dar uma cheiradinha, é você quem financia esses criminosos”.
Agora eu pergunto: será que ele seria tão enfático se de uma hora para outra proibissem a ingestão de álcool? Ou será que ele iria buscar no mercado negro (alimentando o crime organizado como por ele colocado no caso anterior) o seu rabo de galo para satisfazer sua vontade, ou o homem não tem mais direito de satisfazer sua vontade?
Será que é a pessoa que quer usar a droga e se julga dona de sua vida e no direito de fazer uso do que quiser a responsável pela propagação do crime organizado, ou é a proibição que diz às pessoas que elas só podem fazer uso do que alguns mandatários mundiais permitirem?
Alcapone e os grandes mafiosos americanos se fizeram fortes e inatingíveis por causa de uma lei que proibia os cidadãos de fazerem uso de bebidas alcoólicas e esses por sua vez se achavam no direito de fazerem uso do que quisessem e era exatamente aí que entrava a máfia, fornecendo o que as pessoas queriam. E o que foi pior para os Estados Unidos, o período da lei seca ou o posterior a sua extinção?
E o que é pior para o mundo, o uso de drogas, ou o estado de coisas que acontecem em decorrência da sua proibição?
Não seria mais fácil ao invés de proibir o uso de drogas fazer uma legislação onde crimes cometidos sob efeito das mesmas tivessem suas penas aumentadas?
Cobraria-se impostos sobre a venda das drogas e o dinheiro arrecadado poderia ser usado em campanhas anti drogas e no tratamento de dependentes, aí eu queria ver o crime organizado ser tão organizado e tão forte como é nos dias atuais. O problema é que representantes do crime organizado estão pelos congressos e senados no mundo afora abominando o fim da proibição, pois sabem que isso seria o fim do seu lucro fácil, e esse lob está impregnado no inconsciente da opinião pública que pensa exatamente como eles querem que pense.

escrito por Sandro Stahl

U2 vai transmitir show inteiro ao vivo pela internet

Ter, 20 Out, 12h43



LONDRES (Reuters) - A banda irlandesa U2 anunciou em seu site na Internet que vai transmitir um concerto inteiro ao vivo no site de vídeos compartilhados YouTube neste fim de semana.



Todos os ingressos para o concerto do domingo no Rose Bowl, na Califórnia, já estão esgotados, e está prevista a presença de 96 mil pessoas. O U2 disse que será a primeira vez em que um show tão grande será transmitido ao vivo na Internet.


"Faz tempo que a banda queria fazer algo assim", disse o empresário do U2, Paul McGuinness.


"Como vamos filmar o show em Los Angeles, será a oportunidade perfeita para levar a festa para além do estádio. Os fãs frequentemente viajam longe para vir assistir ao U2; desta vez é o U2 que irá até eles, em todo o mundo."


O YouTube, pertencente ao Google, vai transmitir o concerto em cinco continentes, e dois replays serão disponibilizados após a transmissão ao vivo -- no www.U2.com e no YouTube.


A banda responsável por sucessos como "Beautiful Day" e "Sunday Bloody Sunday" começou a turnê U2 360 em Barcelona em junho e garantiu público grande nas apresentações, usando um palco circular que pode ser visto desde todos os lados.


O YouTube vem tendo uma relação incômoda com a indústria das gravadoras. Estas argumentam que os sites populares de relacionamento social e vídeos online deveriam lhes pagar mais pelo direito de transmitirem shows dos artistas que têm contrato com as gravadoras.


Ao mesmo tempo, as gravadoras reconhecem a importância de manter sua presença nos sites que ajudam a moldar os gostos musicais dos fãs jovens.



Pinçado de:
http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/091020/entretenimento/cultura_musica_u2_youtube

O que a classe branca racista e separatista não aceita

Essa história contada por Lula retrata exatamente o que uma certa elite separatista não aceita, afinal essa mulher, por ele retratada, deixa de ser alguém a implorar por um serviço de doméstica e portanto explorável em troca de um prato de comida, para contribuir com o desenvolvimento dessa nação que durmiu em berço explêndido por tanto tempo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Empresas contratadas em SP doaram R$ 8 mi ao DEM

Seg, 19 Out, 02h30



Metade do dinheiro que bancou o comitê financeiro que reelegeu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), em 2008 veio do Diretório Nacional do Democratas, que, por sua vez, recebeu em grande parte doações de empresas contratadas da Prefeitura. Somando sete delas, as doações ultrapassaram R$ 8 milhões. A constatação só pôde ser feita este ano porque os partidos prestam contas meses depois dos candidatos, o que dificulta a fiscalização das fontes de receita.

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Maior doadora do DEM Nacional, com R$ 2,8 milhões, a Construtora Queiroz Galvão, por exemplo, recebeu da Prefeitura da capital paulista R$ 158,5 milhões desde 2005, início da gestão José Serra (PSDB)/Kassab. A segunda principal fonte de receita da legenda foi a Camargo Corrêa - R$ 2,6 milhões -, que tem dois contratos com a administração no valor de R$ 160,4 milhões. Os dados foram obtidos em pesquisa no Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura.


A lista traz ainda outras empreiteiras contratadas da Prefeitura, como OAS, Carioca, Serveng Civilisan, Via Engenharia e Gomes Lourenço. Juntas doaram cerca de R$ 2,7 milhões ao DEM e somam mais de R$ 420 milhões em contratos na cidade, a maior parte para urbanização de favelas, obras de saneamento e recuperação ambiental no entorno das represas Billings e Guarapiranga.


Doações de empresas com participação societária em concessionárias de serviço público, como Camargo Corrêa e a OAS, já levaram o promotor eleitoral Maurício Lopes a entrar na Justiça, em maio, com pedido de rejeição das contas de campanha de Kassab. Ele alega que a lei veta doação de concessionárias a candidatos.


Aprovação


O advogado do Diretório Estadual do DEM, Ricardo Penteado, afirmou que "não existe uma única irregularidade nas doações de recursos por quem mantêm contratos com a administração pública." Penteado destacou que as doações ao comitê do prefeito estão dentro da lei e foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Disse ainda que os contratos com a Prefeitura "são feitos mediante licitação e fiscalização". Segundo ele, a lei não proíbe doações de sócios de concessionárias. Procurada, a Prefeitura não se manifestou. As informações são do Jornal da Tarde.


Pinçado de:
http://br.noticias.yahoo.com/s/19102009/25/politica-empresas-contratadas-sp-doaram-r.html

domingo, 18 de outubro de 2009

Arnaldo Antunes

Soneto imperfeito da caminhada perfeita

Já não há mordaças,nem ameaças,nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.

Ninguém fala em parar ou regressar.
Ninguém teme as mordaças ou algemas.
- O braço que bater há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.

Versos brandos...Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: Sou da hora.
E não há mordaças,nem ameaças,nem algemas

que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.

De Sidónio Muralha (1920 - 1982)

sábado, 17 de outubro de 2009

Boas vindas

Quero desejar as boas vindas ao Mathias que a partir de hoje estará colaborando com o Salada de Idéias, Seja bem vindo e fique a vontade.

escrito por Sandro Stahl

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Como vai a bolsa Miriam?

De O Globo em 29/07/2009 Por Miriam Leitão

Aposta em baixa
RC: Ibovespa com 45 mil pontos no fim do ano
O índice Ibovespa acumula alta de 40% este ano, mas há consultorias e economistas prevendo nuvens negras pela frente. A RC Consultores estima que o Ibovespa chegue no final do ano com pontuação em torno de 45 mil. Isso significaria uma queda de 16% em relação aos 53.734 pontos do fechamento de hoje.

"A fase de euforia deve chegar ao fim nos próximos meses, acompanhando a esperada trajetória declinante dos preços das commodities", diz a RC em relatório divulgado hoje.

A consultoria acredita que o gráfico da crise será em formato "www", ou seja, com muito sobe e desce nos próximos meses. Vejam a projeção para o Ibovespa, no gráfico abaixo:

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Acho que ainda dá

Faltam poucos dias para as previsões, que a cassandrica pitonisa do retrocesso Miriam Leitão se agarrou com unhas e dentes para ver o governo ter um presente de grego no natal, se concretizarem.
Acho que que se todos colaborarem com preces e orações, ainda possa ser possível que ela possa ver seus desejos realizados, se engaje na campaha e reze você também, afinal o que são 22 mil pontos, acho até que se não der certo a gente pode dizer que ela errou por pouco, ou façamos como ela, fiquemos bem quietinhos. Mas não deixem de orar, é pela causa meu filho, pela causa.

escrito por Sandro Stahl

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Solidariedade ao Nassif

Do blog do Nassif

A Abril consegue a primeira condenação

Ainda não tenho os dados à mão. Mas, pelo que sou informado, fui condenado a pagamento de 100 salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, em processo movido por Mário Sabino e pela revista Veja. No primeiro processo – de Eurípedes Alcântara – fui absolvido.

Pode haver apelação nas duas sentenças.

Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.

Não me intimidaram.

Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.

Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.

Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.

Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.

Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos. Melhor que isso, só a solidariedade que uniu minhas filhas em defesa do pai.

Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/14/a-abril-consegue-a-primeira-condenacao/
O SALADA DE IDÉIAS se solidariza a Luis Nassif, um dos sustentáculos dessa luta desigual por uma imprensa que cumpra seu papel jornalístico informando a opinião pública e não formando a opinião pública de acordo com seus interesses.

Por Você

Por você posso tudo
Pintar desenhar escrever
Não há nada nesse mundo
Que me faça outra coisa querer

Quero ver seu sorriso
No momento em que acontece
Espero que acredites que isso
Meu coração já merece

Mantenho viva a esperança
Que assim possas pensar
Então serei como a criança
Que o presente acabou de ganhar

escrito por Sandro Stahl

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mais uma vez a grande mídia criminaliza os movimentos sociais

Do blog Boimate news

Como em todos os períodos da história desse país, a grande mídia sempre criminalizou os movimentos sociais. Não irei citar nem os episódios da época da ditadura, mas alguns dos mais recentes: Casa das Pombas, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento Passe Livre e Movimento de Resistência Fora Noroeste. Claro, não poderíamos deixar de esquecer o Movimento dos Sem Terra, figurinha carimbada que sempre foi a escória da grande imprensa. Mais uma vez, o MST é alvo de bombardeio e linchamento dos jornalões. Critérios de noticiabilidade? Isso é conto da carochinha. O que vemos é uma verdadeira manipulação dos fatos e imagens. Mas agora esse caso do MST apresenta um motivo especial: abrir os flancos para bater no governo. Tudo em nome das eleições, sempre ela. Não bastou a criação da CPI da Petrobras, que por sinal está sendo um fracasso, agora querem criar a CPI do MST. E dessa vez o troféu jornalismo derrota vai para o Jornal Nacional. Abaixo, segue o excelente texto do cineasta e blogueiro, Mauricio Caleiro que mata a pau esse episódio que envolve o MST.

——–
MST e laranjas
O MST é detestado por todos: da direita ruralista à esquerda chavista, passando por tucanos, petistas, psolentos, verdes, azuis e amarelos. Mesmo os que fingem apoiar o MST o detestam.

Isso porque há uma antipatia ancestral e inata contra o MST, esse arquétipo de nosso inconsciente coletivo, esse cancro irremovível que insiste em nos lembrar, mesmo nos períodos de bonança, que fomos o último país do mundo a abolir a escravidão e continuamos sendo uma porcaria de nação que jamais fez a reforma agrária.
O MST é o espelho que reflete o que não queremos ver.

Há duas questões, na vida nacional, que contradizem qualquer discurso político da boca pra fora e revelam qual é, mesmo, de verdade, a tendência ideológica de cada um de nós, brasileiros: a violência urbana e o MST. Diante deles, aqueles que até ontem pareciam ser os mais democráticos e politicamente esclarecidos passam a defender que se toque fogo nas favelas, que se mate de vez esse bando de baderneiros do campo, PORRA, CARAJO, MIERDA, MALDITOS DIREITOS HUMANOS!

O MST nos faz atentar para o fato de que em cada um de nós há um Esteban de A Casa dos Espíritos; há o ditador, cuja existência atravessa os séculos, de que nos fala Gabriel García Márquez em O Outono do Patriarca; há os traços irremovíveis de nossa patriarcalidade latinoamericana, que indistingue sexo, raça, faixa etária ou classe social:

O MST é o negro amarrado no tronco, que chicoteamos com prazer e volúpia.

O MST é Canudos redivivo e atomizado em pleno século XXI.

O MST é a Geni da música do Chico Buarque – boa pra apanhar, feita pra cuspir – com a diferença de que, para frustração de nossa maledicência, jamais se deita com o comandante do zeppelin gigante.

E, acima de tudo, O MST é um assassino de laranjas!

E ainda que as laranjas fossem transgênicas, corporativas, grilheiras, estivessem podres, com fungos, corrimento, caspa e mau hálito, eles têm de pagar pela chacina cítrica! Chega de impunidade! Como o João Dória Jr., cansei!
Joro pungente
Afinal, foi tudo registrado em imagens – e imagens, como sabemos, não mentem. Estas, por sua vez, foram exibidas numa reportagem pungente do Jornal Nacional – mais um grande momento da mídia brasileira -, merecedora, no mínimo, do prêmio Pulitzer. Categoria: manipulação jornalística. Fátima Bernardes fez aquela cara de dominatrix indignada; seu marido soergueu uma das sobrancelhas por sob a mecha branca e, além dos litros de secreção vaginal a inundar calcinhas em pleno sofá da sala, o gesto trouxe à tona a verdade inextricável: os “agentes“ do MST são um bando de bárbaros.

(Para quem não viu a reportagem, informo,a bem da verdade, que ela cumpriu à risca as regras do bom jornalismo: após uns dez minutos de imagens e depoimentos acusando o MST, Fátima leu, com cara de quem comeu jiló com banana verde, uma nota de 10 segundos do MST. Isso se chama, em globalês, ouvir o outro lado.)

Desde então, setores da própria esquerda cobram do MST sensatez, inteligência, que não dirija seu exército nuclear assassino contra os pobres pés de laranja indefesos justo agora, que os ruralistas tentam instalar, pela 3ª vez, como se as leis fossem uma questão de tanto bate até que fura, uma CPI contra o movimento (afinal, é preciso investigar porque o governo “dá” R$155 milhões a “entidades ligadas ao MST”, mesmo que ninguém nunca venha a público esclarecer como obteve tal informação, como chegou a esse número, que entidades são essas nem qual o grau de sua ligação com o MST: O Incra, por exemplo, está nessa lista como ligado ao MST?).
A insensatez dos miseráveis
Ora, o MST é um movimento social nascido da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem de desafiar convenções que faz do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história brasileira. Pois quem só protesta de acordo com os termos determinados pelo Poder não está protestando de fato, mas sendo manipulado. Se os perigosos agentes vermelhos do MST tivessem sensatez, vestiriam um terno e iriam para o Congresso fazer conchavos, não ficariam duelando com moinhos de vento, digo, pés de laranja.

Mas é justamente por isso que o MST incomoda a tantos: ele, ao contrário de nós, ousa desafiar as convenções: ele é o membro rebelde de nossa sociedade que transgride o tabu e destroi o totem. Portanto, para restituição da ordem capitalista/patriarcal e para aplacar nossa inveja reprimida, ele tem de ser punido. Ele é o outro.

Quantos de nós já se perguntaram como é viver sob lonas e gravetos – em condições piores do que nas piores favelas -, à beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeito a ataques noturnos repentinos dos tanto que os detestam? Quantos já permaneceram num acampamento do MST por mais do que um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas condições de vida?

Poucos, muito poucos, não é mesmo? Até porque nem a sobrancelha erótica do Bonner nem o olhar-chicote da Fátima jamais se interessaram pelo desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo às 3 da madrugada, nem pelas crianças de 3,4 anos que amanhecem coberta de hematomas dos chutes desferidos pelos jagunços invasores, ao lado do corpo de seus pais, assassinados covardemente pelas costas e cujo sangue avermelha o rio.

Para estes, resta, desde sempre, a mesma cova ancestral, com palmos medidas, como a parte que lhes cabe neste latifúndio.

Para a mídia, pés de laranja valem mais do que a vida humana, quero dizer, a vida subumana de um miserável que cometeu a ousadia suprema de lutar para reverter sua situação.

Mas os bárbaros, claro está, são o MST.

Por isso, haja o que houver, o MST é o culpado.


Pinçado de:
http://boimatenews.wordpress.com/2009/10/09/mais-uma-vez-a-grande-midia-criminaliza-os-movimentos-sociais/

domingo, 11 de outubro de 2009

Um pouco de Metállica


Letra:The Unforgiven
New blood joins this earth
And quickly he's subdued
Through constant pained disgrace
The young boy learns their rules

With time the child draws in
This whipping boy done wrong
Deprived of all his thoughts
The young man struggles on and on he's known
A vow unto his own
That never from this day
His will they'll take away

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven

They dedicate their lives
To running all of his
He tries to please them all
This bitter man he is
Throughout his life the same
He's battled constantly
This fight he cannot win
A tired man they see no longer cares
The old man then prepares
To die regretfully
That old man here is me

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been

What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven

Never free
Never me
So I dub the unforgiven

You labeled me
I'll label you
So I dub the unforgiven

Never free
Never me
So I dub the unforgiven

You labeled me
I'll label you
So I dub the unforgiven

Tradução:Os imperdoáveis
Sangue novo se junta a esta terra
E rapidamente ele é subjugado
Atravessando constante e penante desgraça
O jovem garoto aprende suas regras


Com o tempo a criança é enganada
Este rapaz subjugado fez errado
Desprovido de todos os seus pensamentos
O jovem homem aguenta e aguenta, ele sabe
Um juramento para si mesmo
Que nunca a partir deste dia
Eles tomariam o seu destino


O que eu senti
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca ser
Nunca ver
Não ver o que devia ser


O que eu senti
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca livre
Nunca eu mesmo
Então eu os nomeio imperdoáveis


Eles dedicaram suas vidas
A tomar tudo deles
Ele tenta satisfazer a todos
Este homem amargo ele se torna
Por toda a sua vida o mesmo
Ele lutou constantemente
Esta luta ele não pode vencer
Um homem cansado eles vêem, não importa mais
O velho homem então se prepara
Para morrer cheio de arrependimentos
Este velho homem aqui sou eu


Vocês me rotularam
Eu rotularei vocês
Então eu os nomeio imperdoáveis

Com ciúme da Rio 2016, Serra promove campeonato de amarelinha em SP

Do blog Tia Carmela

A escolha do Rio para a sede das olimpíadas trouxe grandes transtornos à “gente bonita” do partido cleptotucano paulista. Já indignados com a vitória da decadente e anti-tucana ex-capital federal, desesperaram-se ao ver o analfabeto sem classe Lula e sua ministra e candidata Dilma aparecerem na televisão dando entrevistas e colhendo os louros. FHC pediu seus sais, Tasso correu para seu jatinho para fazer reuniões com seus parceiros comerciais para tentar lucrar algum, Alvaro Dias e José Agripino olharam-se entre lágrimas e deram-se as mãos buscando consolo mútuo no plenário do Senado.

Mas o Grande Líder da Locomotiva da Nação, o Presidente de Nascença José Serra, resolveu o problema da auto-estima tucana de uma só de suas sábias e corajosas decisões: neste sábado fará anúncio, em cadeia nacional pelo JN, da realização do Primeiro Campeonato Mundial de Amarelinha, em São Paulo.

O Mais Preparado dos Brasileiros demonstrou toda sua capacidade de articulação internacional em uma reunião de emergência com o Comitê de Amarelinha da Lapa, Higienópolis, Tatuapé e Ipiranga (CALAHTI). Os membros do Comitê, consternados com a malaise tucana, aprovaram por unanimidade a promoção do magnífico evento esportivo na Capital de Facto da nação. Foi vital para a decisão o discurso do Presidente do CALAHTI, Roberto Freire, cujo entusiasmo visível foi fortalecido pela oferta de mais uma vaguinha em um conselho de administração de uma estatal paulista.


O Secretário Estadual da Microsoft, Paulo Renato, anunciou imediatamente a contratação de uma associação de educadoras tucanas para a implantação de pistas de amarelinha em todas as escolas do Estado. De acordo com modernos preceitos pedagógicos, a amarelinha proposta pelas educadoras tucanas não tem inferno como ponto de partida e céu como ponto de chegada. Em seu lugar utilizam-se as palavras Brasil e São Paulo, respectivamente.

Questionado sobre o fato de se colocar a amarelinha na parede, o que impede que as crianças pulem, o Secretário disse que as crianças pobres é que são burras por não saber usar o maravilhoso equipamento concebido pelas educadoras tucanas.

A iniciativa do Maior de Todos os Brasileiros contou com imediata adesão mundial. Já anunciaram apoio e participação no evento:

o Federação Venezuelana Antichavista de Amarelinha
o Associação Curitibana de Amarelinha
o Federação de Amarelinha do RS
o Federação de Amarelinha do Jardim Europa
o Federação de Amarelinha de Tegucigalpa
o Confederação Colombiana de Amarelinha
o Clube Paineiras do Morumbi
o Club Athetico Paulistano
Com relação aos investimentos, o Futuro Maior Presidente da Nação informou que na próxima semana serão iniciadas as obras do Estádio Mário Covas de Amarelinha, do Centro Mário Covas de Treinamento de Amarelinha e da Vila Amarelinha Mário Covas. Uma nova rodovia, a Rodovia da Amarelinha Mário Covas será construída ligando as três majestosas instalações. Imediatamente após tomar a decisão, o governador começou a reclamar do governo federal sobre a demora para a liberação dos recursos para a construção.


Mas a grande revelação foi deixada para o final da cerimônia, trazendo clímax e fazendo a platéia exultar com tanta competência: o Economista de Ouro anunciou que o Campeonato Mundial de Amarelinha trará uma inovação: pela primeira vez na história, haverá pedágio na pista de amarelinha. Assim, os atletas participantes deverão, a cada 2 casas da amarelinha, pagar um pedágio de R$ 17,80. A empresa Tejofran já foi contratada para administrar esse pedágio, através de um aditamento do contrato de limpeza do Palácio dos Bandeirantes. O recurso arrecadado com o pedágio será utilizado para financiar a campanha de publicidade para a proibição do filme Salve Geral.

Comentário da Tia Carmela: o Zezinho sempre gostou de amarelinha. Lembro que quando ele era bem menino, na Móoca, ele ficava brincando de amarelinha com a Martinha, filha da dona Rita de Cássia, que era vizinha deles. Ele costumava chamar o Reinaldinho Cabeção, o amiguinho puxa-saco que ele tinha, para brincar com eles. Mas na verdade o Reinaldinho Cabeção mal brincava: a tarefa dele era fazer uma medalha com fita verde-amarela e uma tampinha de garrafa e colocar no peito do Zezinho, dizendo que ele tinha sido campeão, mesmo quando era a Martinha quem ganhava. Depois o Reinaldinho Cabeção escrevia nas paredes da rua: Zezinho, Campeão de Amarelinha.

Pinçado de:
http://byebyeserra.wordpress.com/2009/10/03/com-ciume-da-rio-2016-serra-promove-campeonato-de-amarelinha-em-sp/

sábado, 10 de outubro de 2009

Quando não é a demagogia do Impostôr-metro, é a demagogia do "Feirão do Imposto"...

Do blog B.F.I - Por Humberto Capellari

" Quem, como, por quê e onde?", são as perguntas que esses oportunistas não pensam em responder direito.

Eu já escrevi antes aqui e - até onde sei - cunhei o termo "Impostôr-metro", o que deixa claro o que penso sobre as manifestações "anti-impostos". Eu passei a observar um pouco melhor [ como qualquer cidadão, não como especialista ] essa história de "farra de impostos" quando fui abordado em uma loja de grande rede de farmácias, por uma funcionária, que perguntou se eu queria subscrever um "abaixo-assinado para abaixar os impostos". Isso foi há uns anos.
A farra de impostos quase dobrou a partir do governo Fernando Henrique Cardoso. Ponto. Depois, foi se mantendo no patamar atingido [ em termos de % do PIB ], nestes últimos anos.
então, uma das coisas que me faz torcer o nariz para essas "campanhas": dêem nomes. Mas, como qualquer pessoa um pouco melhor informada sabe, quem tenta "despolitizar" as coisas [ entre essas coisas estão os próprios governos ] é a direita. Despolitizar no sentido de "despartidarizar". Assim, nessas campanhas, se buscar com um pouco de paciência, vai achar gente que fez parte de governos demotucanos. Quando uma administração "esquerdista" assume, o novo governo bota sua gente em cargos de confiança, e os "despolitizadores" clamam por "profissionalismo" na máquina. Como sinônimo, claro, de desideologização. Deixa para lá. É algo que eu não domino muito.
Mas, assim como qualquer um destes "libertários", eu também pago "impostos". E não me impressiono quando sai no jornal: "Brasileiro [ sic ] trabalha [ sic, sic ] 364 dias do ano só para pagar imposto [ sic... ]".
Sabem por quê? Simplesmente porque NÃO É VERDADE. A gente sabe, vai. Mas, quando o jornal ou a TV mostra um monte de números que a gente não entende, e um representante do empresariado falando que, por culpa do imposto que eles, ahamm, pagam, por causa disso não tem emprego pra população. É um argumento puramente emocional, já que a gente tá sempre com a corda no pescoço.
Um explicação simples nos deixa mais tranquilos. Pois essa gente sabe que muitos de nós não sabem distinguir imposto, de taxas e de contribuições, além de não fazer bem as distinções devidas: imposto estadual, municipal ou federal? Nem sempre nós consideramos as mudanças no IR [ o FHC "ampliou a base de incidência" e a classe média eternamente ignara do Brasil ficou emocionada e agradecida... ] , por exemplo, ou as desonerações. É complicado, meu.
Agora, prova do que estou falando é esse "Feirão do Imposto": você vai no lugar, e tem lá o produto exposto, com um "fichão": produto, preço, imposto e valor do imposto. Simplérrimo. Tôsco. Que imposto? 18%, calculo eu, que estejam falando do ICMS. Um imposto estadual. Vejam que facilidade: se o camarada pegar o papel, botar [ falsamente, de propósito ] que ali no produto incide 348 % de impostos e pronto: sem discussão. As pessoas engolem e sentem-se felizes por estarem sendo "cidadãos críticos". E, estranhamente, o culpado é "o" Governo: nós trabalhamos para pagar impostos que "o" Governo arrecada. "Que" Governo, pô? O Serra tá cansado de aumentar impostos, mas poucos se dão conta disso. É que ele é sutil.

Esses "protestos" infrutíferos, promovidos por empresários, lideres setoriais, banqueiros, etc não vão lá, criticar a verdadeira catástrofe que é a cobrança desproporcional de taxas diversas aos pobres e assalariados. Enquanto são IRRISÓRIOS os tributos pagos por proprietários de terras, por exemplo.
FAÇA O SEGUINTE: LEIA ESTA MATÉRIA PUBLICADA NA CAROS AMIGOS DESTE MÊS, e entenda melhor a questão: No Brasil quem paga impostos são os pobres . A matéria está completinha no site. Veja quem trabalha de verdade para pagar impostos, enquanto outros ficam posando de "libertários". E aproveite para entender porque os jornais e a vEJA não gostam do Márcio Pochmann [ "partidário" e "ideológico", segundo a mídia, o que significa que ele não é um cara remunderado pelo mercado financeiro e nem trabalha nestas "consultorias" de mercado ].
Quem defende - até por uma questão de teoria econômica - o fim das tributações são os ricos. Na prática, quem paga somos nós, remediados. Só que eles têm a palavra, e como disseminá-la.
Eles não fazem lobby, por exemplo, para que o imposto sobre grandes fortunas saia, finalmente, do papel.
Não há garantias de que, um - vá lá - imposto, ao deixar de ser cobrado de um produtor, que o valor será imediatamente descontado ao consumidor. Com o "imposto do cheque" para a Saúde foi assim. Segundo alguns, essa desoneração do IPI [ dos carros, p.ex ] não resultará em benefícios para nós, mas representará um rombo no caixa do governo. A não-cobrança do IPI foi engordou a margem de lucros das empresas. E pode até ter virado "remessa de lucros para o exterior".
Então, meu amigo, fique de olho SIM, nos impostos que você paga. Mas tente saber desde quando, por que, como, para quem você desembolsa. E graças a quem [ sob as ordens de quem ] a "farra tributária" do governo [ sic ] é alta. E "alta " para quem?

Pinçado de:
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2009/10/quando-nao-e-demagogia-do-impostor.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Não cultives a fraqueza

Vive o fraco na fraqueza
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.


Francisco Miguel Duarte,
Poeta popular nascido no Alentejo,
Operário sapateiro, filho de camponeses

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Quando um ato inseguro se encontra com uma condição insegura ninguém segura


Não sei porque não fabricam escadas do tamanho certo



Escada de alumínio, água e eletricidade, receita pra fritar um idiota


/>
Capacete que absorve o suor



Bem melhor que uma maçã



Mácara para quem tem falta de ar



Pode subir que eu garanto



Ops, aí já é insegurança demais

Fresta

Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.


Fernando Pessoa

A cruzada covarde de Demétrio Magnoli

Do Blog Cidadania - Por Eduardo Guimarães



No domingo, foi no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes; no dia 29 de agosto, no programa do Jô Soares. Em cerca de uma semana, o sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli apareceu nos dois programas fazendo sua cruzada inglória contra o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.

Magnoli, na verdade, concentra-se nas cotas para negros e indígenas nas universidades. É o “golden boy” da mídia nessa questão. Recebe um espaço infinito para mentir, distorcer, omitir, tudo de forma a literalmente criminalizar essa modalidade de política afirmativa.

Ele chega a comparar uma política que permite a jovens pobres e negros cursarem universidades a políticas nazistas de extermínio racial. Mente sobre as estatísticas ao omitir que elas mostram que os negros são anomalamente alijados do ensino universitário. E faz de conta que não existe uma geração de dezenas de milhões de jovens pobres e negros – ou indígenas – que não terá chance de concluir seus estudos se não for através de cotas.

Não entrarei no debate das cotas. Não é disso que trata este texto. Trata-se da aberração que é um programa que se auto proclama Canal “Livre” colocar quatro brancos, maduros, caucasianos, com nomes europeus e de classe média alta para atacarem uma política social que beneficia jovens negros e pobres. Ou o rotundo comediante global, portador das mesmas características étnico-sociais, para fazer o mesmo.

E isso em um momento no qual o Congresso discute o Estatuto atacado pelo “golden boy” anti-cotas da mídia, que agora tem a desculpa de um livro seu atacando, claro, as cotas para tagarelar falácias sem contestação em programas com entrevistadores concordantes.

E, se querem saber, preferi ver Magnoli verter sua empulhação purulenta no Jô Soares a vê-lo nessa atuação no tal Canal “Livre”.

No programa do Gordo, pelo menos foi monólogo mesmo, claramente. Já no programa da emissora da família Saad, numa tentativa canhestra de mostrar que havia algum debate ali, colocaram no ar negros defensores das cotas fazendo “perguntas” a Magnoli em participações gravadas.

Enquanto isso, o sujeito respondia ao vivo, obviamente falando qualquer mentira ou deturpação sem ninguém ter como contestá-lo, pois os entrevistadores só faziam adiantar a bola para ele chutar.

Estando em votação no Congresso o Estatuto da Igualdade Racial, julgo ilegal usarem concessões públicas para dar esse espaço desproporcional a um dos lados. Se esses programas não derem espaço a um defensor das cotas brevemente, proporei ao MSM irmos à Justiça contra esse uso ilegal de concessões públicas.



Pinçado de:
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Pela primeira vez na história, Brasil torna-se credor do FMI

Saiu no Jornal do Brasil

REUTERS


ISTAMBUL - Pela primeira vez na história, o Brasil tornou-se credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comprometeu-se formalmente a adquirir bônus do FMI no valor de US$ 10 bilhões.

- É um momento histórico para nós. É a primeira vez na história que o Brasil empresta recursos ao FMI e, portanto, à comunidade internacional -afirmou Mantega, que participa da reunião anual do Fundo em Istambul

Segundo o ministro, o Brasil atendeu a um pedido do diretor-geral do FMI, Strauss-Kahn, para que os países usem parte das reservas como contribuição para a recuperação da economia mundial.



07:11 - 05/10/2009

Pinçado de:
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/05/e051011234.asp

domingo, 4 de outubro de 2009

Americano escreve nova biografia de Clarisse Lispector

Encontrei esse video sobre Clarice Lispctor, e resolvi postar para os que gostam dessa grande escritora se deleitarem.

Transposição do São Francisco.

As obras da transposição do São Francisco estão a todo vapor para ser entregue, o primeiro trecho, em 2010.
Assista esse video do ministério da integração e veja um pouco do tamanho dessa obra.



Esse outro video mostra como será as vilas onde serã assentadas as famílias das comunidades ao longo do canal.



Já esse outro mostra o aquecimento que acontece nas cidades ao entorno da obra



Há muitas discusões em torno do projeto, se será benéfico ou não o tempo dirá, por hora, mesmo antes do término das obras o resultado tem sido satisfatório.

sábado, 3 de outubro de 2009

O ser poeta

As mais belas poesias que até hoje escreví
Vieram-me em papéis borrados por minhas lágrimas
É a dor que impulsiona minha pena
Fazendo com que dela surjam palavras
Sem rima, sem nexo, apenas palavras
Carregadas de lamento.

escrito por Sandro Stahl

ÚLTIMO INSTANTE

Quero morrer ao declinar do dia.

Em alto-mar, quando vem vindo a treva;

Lá me parecerá sonho a agonia,

E a alma uma ave que nos céus se eleva.



Não ouvir nos meus últimos instantes,

A sós com o mar e o céu, humanas mágoas,

Nem mais vozes e preces soluçantes,

Senão o grave retumbar das águas.



Morrer quando, ao crepúsculo, retira

A luz as áureas redes da onda verde,

E ser como esse sol que lento expira:

Algo de luminoso que se perde.



Morrer, e antes que o tempo me destrua

Da mocidade a esplêndida coroa;

Quando inda a vida ouço dizer: sou tua.

Saiba eu embora que nos atraiçoa.


MANUEL GUTIÉRREZ NÁJERA

Tradução de
Manuel Bandeira

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016

Qual a importância das Olimpíadas de 2016 serem realizadas no Rio de Janeiro?
O que se ouve constantemente , dito pelos brasileiros, é que temos muito mais coisas importantes para se preocupar, do que com copa do mundo e jogos olimpicos.
Problemas como o de educação, saúde, transporte público, etc. etc.
Pois muito bem, dizem ainda que tudo o que se constrói, ginásios, estádios, ficam abandonados e não cumprem seus papéis sócio-educacional.
Mas o que não dizem é que, para a realização de eventos como esses, as exigências impostas ao país em termos de melhoria na área de saúde, com o aumento de leitos disponíveis, no trânsito com a melhoria dos acessos as praças esportivas, com contrução de metrôs, melhorias nas frotas de onibus, amentos da frota de táxi, melhorias nos aeroportos, aumento das vagas em hotéis e outras coisas mais, ficarão e serão usados pelas pessoas.
E na educação o que melhora?
Eventos desse porte, necessitam de muitos voluntários e esses voluntários são treinados para receber bem os turista, aprendem um novo idioma, o que acontece com os táxistas também.
Mas a meu ver a importância maior do Brasil ter conseguido trazer esses eventos, é mostrar o respeito político conquistado pelo nosso país, graças as políticas econômicas e social que fizeram o país atravessar com tranquilidade pela crise econômica mundial e faz despencar a desigualdade social, sem falar no prestígio que tem nosso presidente Lula junto a comunidade internacional.
E se tem alguém responsável por todas as conquistas esse alguém é ele, que um dia a história mostrará que foi o maior e mais importante presidente que esse país já teve.
Não quero esperar pela história e desde já, obrigado presidente, obrigado presidente.

escrito por Sandro Stahl

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Herança

Nos hectares da poesia
que me coube por herança,
colho safra de palavra,
armazeno provisão,
bebo de sede no poço,
como a fome no feijão.
Invento tudo que penso,
sou mago, palhaço e rei.
Tenho tudo que não tenho,
lua no fundo do copo
e o arco-íris na sopa.
De mãos dadas com Carlitos
alimento de pão e mel
os bichos todos do circo.
Pelo sem-fio da tarde
recebo urgente avegrama:
“De longe país ao Sul
vão no caminho do vento
dois passarinhos azuis.
Solicito alpiste e água
na concha de cada mão.”
A noite cobre meu sono
e da serragem do sonho
faço colchão, travesseiro.
Acordo. É ganho ou perda
ter mais um dia a viver?
Com flanela limpo os óculos
(janela dos olhos míopes)
mas não vejo mais poesia,
que sou cada vez mais turvo
diante da vida dura
e do mundo tão escuro.

LUÍS CARLOS GUIMARÃES

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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Não é novela mas se quiser seguir fique a vontade