Tudo junto e misturado

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Última postagem do ano

Sarah Brightman - Symphony [Live 2008]



Tradução:
Sinfonia

Eu não sei o que eu devería dizer
quando agora de repente lhe sinto tão distante,
e você não está preparado para falar,
e se você não estiver com medo de ouvir,
bem, eu não quero fazer isso nunca mais…

Oh, eu não sei qual caminho devo retornar
desde quando mais nos amamos, mais nós temos que aprender.
E eu fico olhando fixamente para o céu em busca de uma resposta,
então não deixe a música terminar, oh meu querido…

Sinfonia...
Está lentamente em nossa volta agora.
Como eu desejo que você estivesse me abraçando,
e que você nunca tivesse me dito,
e é melhor se você fosse embora…
Olhe para o sol…
Nós estamos começando a perder tudo de nossa luz.
Quando nós uma vez nascemos tão brilhantes,
me diga, nós não devemos ir a lugar algum…

Bem, você não sabe oque você teve até você ir embora.
Mas, então, nada fere tanto como uma espera.
Eu estou com medo e não estou preparada, e eu me sinto como se estivesse caindo.
Então, você podería me dizer onde eu errei?

Sinfonia…
Está lentamente em nossa volta agora.
Como eu desejo que você estivesse me abraçando,
e que você nunca tivesse me dito,
e é melhor se você fosse embora…

Se tudo está acabado e é melhor que nós desistíssimos,
Eu irei me lembrar como nós um dia tivemos algo lindo…

Sinfonia…
Está lentamente em nossa volta agora.
Como eu desejo que você estivesse me abraçando,
e que você nunca tivesse me dito,
e é melhor se você fosse embora…
Olhe para o sol…
Nós estamos começando a perder tudo de nossa luz.
Quando nós uma vez nascemos tão brilhantes,
me diga, nós não devemos ir a lugar algum…

Feliz 2010

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os pedágios

Do blog do Azenha - por Luiz Carlos Azenha


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Um amigo teve a paciência de coletar os recibos de pedágio.

São Paulo-Bauru-São Paulo

Sete praças de pedágio na ida. Sete praças de pedágio na volta.

Quilômetros rodados: 652.

Valor gasto em pedágios: R$ 87,00.

Valor por quilômetro: 13 centavos de real.

Na New York Thruway o valor do pedágio é de 3 centavos de dólar por milha.

Na Flórida Turnpike é de 7,5 centavos de dólar por milha.

Fazendo a conversão, na New York Thruway, grosseiramente, o motorista paga 3,5 centavos de real por quilômetro rodado.

Na Flórida Turnpike, 8,5 centavos de real por quilômetro rodado.

Já dirigi nas duas: são rodovias melhores que a Castelo Branco e a Marechal Rondon.

Ou seja, 13 centavos/km aqui; 3,5 centavos/km em uma rodovia de Nova York; 8,5 centavos/km em uma rodovia da Flórida.

Há de se considerar que estamos comparando o Brasil (salário mínimo de cerca de 500 reais por mês) com os Estados Unidos (salário mínimo, por baixo, equivalente a 1.500 reais).

Será que a Thruway e Turnpike já amortizaram os custos de construção e podem, por isso, cobrar menos pelo pedágio por quilômetro rodado? Ou será que estamos pagando muito acima do preço aqui em São Paulo ou no Brasil?


Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/opiniao/os-pedagios/

domingo, 27 de dezembro de 2009

A decisão de 2010

Do blog Cidadania.com - Por Eduardo Guimarães

Você pode estar lendo este texto por tê-lo procurado no blog que edito, por tê-lo recebido por e-mail de alguém que conhece ou por tê-lo encontrado em uma página da internet que o reproduziu. Seja como for, sugiro que leia com atenção, mesmo que seja para, ao fim da leitura, descartar o que leu. Mas, ao menos, saberá de uma teoria que, se for correta, poderá mudar sua vida.

Escrevo sobre uma decisão que o Brasil terá que tomar em 2010 que equivalerá às maiores decisões que já teve que tomar em sua história. Além do fato de que em anos de eleição para presidente o que se coloca em jogo é sempre o futuro de todos, nesta eleição presidencial que se aproxima o que estará em jogo é o futuro de uma nação que está sendo vista, pelo mundo, como a grande potência emergente do século XXI.

Não faltam matérias na imprensa internacional falando do protagonismo brasileiro, das riquezas imensas que este país detém sobre e sob a terra e da força de sua economia, forjada, sobretudo, por um dos maiores mercados internos do planeta.

O Brasil assumiu esse protagonismo na cena internacional não só por graça dos números de sua economia, que são excelentes no contexto de um mundo mergulhado na maior crise econômica mundial em quase um século, mas pela mudança do paradigma econômico da nação, que passou da antiga teoria de que era preciso sofrer com recessão e desemprego em momentos de crise para atingir o paraíso em algum lugar incerto do futuro para uma mentalidade exatamente oposta...

A crise econômica internacional serviu para mostrar ao mundo como um país que até há pouco tempo vivia mergulhado em cataclismos financeiros pôde se tornar uma das economias mais sólidas do mundo em bem menos de uma década, ou seja, investindo num mercado de consumo de massas e criando ambiente propício a investimentos, sendo o Estado o grande indutor do processo, além de colocar o bem estar social como meta prioritária.

A mudança de paradigma deste governo para o anterior foi dramática, mas, por razões políticas, para não contrariar os interesses do grupo político que supostamente defende a hegemonia do capital nesta parte do mundo e que tem inegável força para conturbar o bom momento brasileiro, muitos analistas fazem concessões a um período obscuro da história que terminou em 2002, período no qual o país foi saqueado por meros despachantes dos interesses de corporações estrangeiras convertidos pelo povo em governantes graças a uma máquina midiática de propaganda que conseguia direcionar esse povo para suas escolhas políticas – e que parece ter perdido esse poder.

Eis que, sob nova concepção de desenvolvimento, o país mergulha em uma rota luminosa rumo ao futuro, cheio de promessas e possibilidades. Todavia, sobre si se estende uma sombra ameaçadora que diariamente teima em dizer o tipo de mentalidade que, até 2002, amarrava o Brasil.

Está muito mais do que claro que aqueles que governaram este país até 2002 são contrários aos motes desenvolvimentistas que elenquei acima (mercado de consumo de massas, indução estatal do desenvolvimento e bem estar social), haja vista que, durante o desenrolar da crise deste ano, foram contra a pregação do governo Lula para que os brasileiros consumissem, foram contra cortes de impostos, concessão de crédito pelos bancos oficiais enquanto o sistema bancário se retraia, continuam contra o Bolsa Família reiterando que é “esmola” e pedindo “portas de saída” àqueles que mal acabaram de entrar... Etc.

Você tem, portanto, dois projetos na mesa, caro leitor. No ano que vem, começa um novo ciclo para o Brasil – pós crise, com economia crescendo fortemente e uma imensa riqueza natural a explorar e dividir entre a sociedade e os entes federativos. Caberá a todos os brasileiros a escolha do país que seremos.

Hoje, o Brasil ainda é um país de renda extremamente concentrada tanto do ponto de vista racial – ou, sendo políticamente correto, “étnico” – quanto por classe social e região do país. Trocando em miúdos: devido à histórica má distribuição da riqueza e dos investimentos, respectivamente os negros e os descendentes de negros, de classe média para baixo e do Norte e Nordeste foram prejudicados em momentos de crescimento econômico que se mostraram tão intensos quanto excludentes.

Temos uma nova chance, a partir de 2010. O Brasil precisa distribuir os recursos do pré-sal de forma equânime entre seus entes federativos, de forma a reparar outros momentos em que regiões do país foram alijadas das conquistas nacionais como a indústria e os investimentos. Até porque, o subsolo brasileiro pertence à União e porque a riqueza petrolífera ora descoberta foi encontrada graças aos impostos de todos nós.

Em minha mente, está muito claro que decisão devo tomar na escolha do governo que assumirá em 1º de janeiro de 2011. Quero continuidade.

O caminho foi encontrado e está demarcado para que o Brasil se redesenhe nos próximos anos, para que a renda seja melhor distribuída, para que as tensões sociais sejam mitigadas via maior sensação de bem estar social das camadas até aqui oprimidas e degradadas da sociedade, que vêm mergulhando num processo de radicalização desesperada devido a uma falta de perspectivas que, agora, pode ser revertida.

A decisão eleitoral de 2010, portanto, leitor, garanto-lhe que será, talvez, a mais importante de sua vida. Tome-a pensando na única forma de você realmente sair ganhando, que não é pensando em seus supostos interesses de classe social, de etnia ou de região do país, mas no interesse de todos, pois só este não exclui ninguém.

É idílio de um setor aristocrático e insensível da sociedade acreditar que é possível manter um modelo social que segrega quase todos em prol do gáudio de uma ínfima minoria étnico, social e geográfica. Além de o país ter que carregar o peso morto de dezenas de milhões de almas empobrecidas e ignorantes incapazes de se adequar às exigências das sociedades modernas, essas massas acabam tendendo à violência devido ao constante drama da falta de tudo, sobretudo de dignidade.

Está claríssimo para mim, vendo e ouvindo o que o grupo político que governava antes diz em seus grandes jornais, revistas, tevês, rádios e em seus mega portais de internet, que tal grupo não se emendou, que continua acreditando no formato de sociedade que sustentou e que fracassou, um formato de exclusão social e de consumo de castas, com a maioria tendo que se contentar meramente com pão e circo.

A decisão de 2010, para mim, além de ser a mais importante decisão política de minha vida, será também a mais fácil de tomar.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O risco de um golpe hondurenho no Paraguai

Da Agência Carta Maior

Em uma entrevista à rádio Nacional, de Buenos Aires, o senador paraguaio Alfredo Luís Jaeggli, do Partido Liberal, defende abertamente a abertura de um processo político para o afastamento do presidente Fernando Lugo. O crime de Lugo seria a oposição que ele representaria para a adoção de "reformas liberais modernizantes" no país. Indagado sobre a possibilidade de um processo golpista semelhante ao que ocorreu em Honduras, o senador Jaeggli defende os golpistas hondurenhos e o modelo implantado no Chile durante a ditadura Pinochet e também as reformas privatizantes na Argentina (Menem) e no Brasil (FHC).
Rádio Nacional - Buenos Aires

No dia 17 de dezembro deste ano, o senador liberal Alfredo Luís Jaeggli, que defende o julgamento político e o afastamento do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, concedeu uma entrevista ao programa Carbono 14, da rádio Nacional, de Buenos Aires. Na entrevista, conduzida pelos jornalistas Pedro Brieger (PB), Eduardo Anguita (EA) e Miriam Lewin (ML), o senador fala abertamente da vontade da oposição de afastar o presidente Lugo do cargo em 2010. Indagado sobre a possibilidade de um processo golpista semelhante ao que ocorreu em Honduras, o senador Jaeggli defende os golpistas hondurenhos e diz que Lugo estaria “atrapalhando as reformas modernizantes” no país. E cita como exemplos o modelo implantado no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet e também as reformas privatizantes aplicadas por Menem na Argentina.

As declarações do senador paraguaio indicam que está em curso uma articulação da direita na América Latina para recuperar o terreno perdido. O primeiro movimento ocorreu em Honduras. O Paraguai, agora, é o próximo alvo, contando ainda com a possibilidade de uma vitória eleitoral da direita chilena. Reproduzimos o conteúdo da entrevista, onde o senador defende abertamente a deposição de Fernando Lugo:

PB: Comentávamos no início do programa que há uma situação complicada no Paraguai. Então para entender um pouco melhor o que está ocorrendo decidimos entrevista o senador liberal Alfredo Luís Jaeggli, presidente da Comissão de Fazenda e da comissão bicameral de Orçamento. Como vai senador, estamos saudando-o desde os estúdios da rádio Nacional, Pedro Brieger, Eduardo Anguita e Miriam Lewin.

ALJ: Boa tarde. Como estão os irmãos argentinos? Sou Alfredo Luis Jaeggli, senador liberal presidente da comissão de Fazenda e da bicameral de Orçamento.

PB: Senador, nos explique um pouco o que está ocorrendo no Paraguai. Por que está se falando muito de um possível julgamento político do presidente Lugo. Do que se trata?

ALJ: Olhe, eu não posso comprometer os votos de um coletivo, mas está se falando realmente de um possível julgamento político. Para além dos problemas que estamos tendo na parte econômica e especialmente na instabilidade criminal, está se falando realmente de um julgamento político. Todavia, isso não está sendo discutido formalmente no Partido Liberal. Digo todavia porque há um grupo de senadores, inclusive eu mesmo, que realmente estão dispostos a dar continuidade ao processo de julgamento político. Já que não estão sendo cumpridas as promessas e as mudanças que o Partido Liberal se comprometeu a fazer, então realmente está ocorrendo uma espécie de divisão em meu próprio partido sobre o julgamento político do presidente Lugo. Neste caso, assumiria o vice-presidente Federico Franco.

PB: Senador, desde o momento em que o parlamento inicia um processo de julgamento político, assume o vice-presidente? Quais são os passos jurídicos para levar isso adiante?

ALJ: Uma acusação da Câmara de Deputados; depois tem que passar pelos senadores. São necessários 30 votos, somos 45, e assim prossegue o julgamento político. Claro que é uma instabilidade, é uma comoção, mas...

EA: Na época de Stroessner se vivia melhor no Paraguai?

ALJ: Não, não, não. Sob nenhum ponto de vista.

EA: Então, por que a necessidade de forçar uma situação para impedir que um presidente termine seu mandato?

ALJ: Olhe, o Paraguai é o único país, junto com Haiti e Cuba, que não fez uma reforma modernizadora. Vocês tiveram sua modernização, vocês sabem, com o governo de Menem, sabem a que me refiro. O Brasil teve também. O Uruguai também. A Bolívia também, mas desgraçadamente teve uma involução. Já o Paraguai permanece como nos anos 50. As instituições estão totalmente obsoletas. Necessitamos de reformas modernas e este é um dos problemas que apresenta o presidente Lugo...

ML: Perdão. O que o senhor qualifica de “reformas modernas”?

ALJ: Muito bem. Vou explicar rapidamente. Você sabe muito bem que o Estado paraguaio ainda é produtor de cana? Você acha que um Estado pode produzir cana? Você sabe o que é a cana, não? Bom, o Estado ainda tem uma fábrica de cana que tem prejuízo. Isso pode ser um Estado moderno?

PB: E o presidente Lugo é um obstáculo para esta modernização?

ALJ: Sim, sim, sim, assim como estou te dizendo...

PB: Então o melhor é afastá-lo e colocar no lugar dele o vice-presidente Franco, que poderia impulsionar a modernização?

ALJ: Pelo menos é isso que eu penso e a idéia de muitos outros. Nós não podemos andar para trás, nós temos que impulsionar uma revolução. Nós tivemos 60 anos de ditadura, de castigo, de vandalismo. Nós temos que democratizar, tornar esse país atraente para investidores externos...

EA: Ah, para que cheguem os investimentos externos, afastariam Lugo de modo a garantir o que chamam de “segurança jurídica”...

ALJ: Não somente externos. Se eles vierem serão fantásticos, formidáveis, mas temos também os internos. Sabe-se que há um monte de dinheiro, mas com a insegurança jurídica e política que temos, ninguém vai investir seu dinheiro...

EA: Algo similar ao que ocorreu em Honduras: afastar Zelaya para o capital se sentir mais seguro para investir...?

ALJ: Olhe, eu também tenho minhas idéias que são diferentes das de vocês a respeito do que aconteceu em Honduras. Eu sou parte da Fundação Liberdade, e essa fundação é parte da Fundação Naumann. O presidente hondurenho assumiu a presidência com um modelo liberal e logo o traiu indo para o caminho do socialismo do século XXI. Desculpem-me, mas, para mim, o que ocorreu em Honduras foi totalmente legal.

EA: Totalmente legal?

ALJ: Totalmente legal, do meu ponto de vista.

PB: Por isso poderia ser feito algo similar no caso paraguaio, como o senhor assinala. Também seria legal um julgamento político que assumisse o vice-presidente Franco. Não estamos falando de ruptura da Constituição em nenhum momento?

ALJ: Em nenhum momento, sob nenhum ponto de vista. Aqui o julgamento político é constitucional, está totalmente regulamentado e é decidido pelos votos...

ML: Quais seriam os delitos? Qual seria o descumprimento de dever cometido pelo presidente Lugo no seu ponto de vista? Porque, até o momento, o que você apontou é que ele representa um obstáculo para aplicação das políticas neoliberais que você apóia. Mas em nenhum momento assinalou quais são as justificativas para embasar um julgamento político...

ALJ: Você sabe o que é um julgamento político? Sabe qual é a diferença entre um julgamento político e um jurídico. No jurídico, alguém tem que ser um delinqüente, um homicida, tem que ser pego em flagrante. Já um julgamento político envolve 30 senadores e 43 deputados que dizem que isso já não anda mais, que já não funciona. É assim. Desculpe-me...

ML: Mas tem que haver uma razão. Você poderia enunciar quais são as razões?

ALJ: A primeira razão é que este pobre país não tem nenhuma mudança e com este senhor possivelmente vamos andar para trás ao invés de termos uma revolução. O que este senhor quer é liquidar os partidos e dar o poder para as organizações sociais. O que ele quer é apresentar como uma panacéia o socialismo do século XXI e para a grande maioria na Câmara dos Deputados e na Câmara dos Senadores, das quais somos representantes eleitos, isso não é assim. Nós temos que fazer o contrário de tudo isso.

Nós não estamos gostando do que está ocorrendo na Bolívia, na Venezuela e tampouco na Argentina, vamos ser honestos. Um pouco menos na Nicarágua, segundo nos parece. Podemos estar equivocados, mas os índices econômicos da Bolívia e da Venezuela estão muito pior do que antes. Então o que queremos é evitar isso, porque aqui a pobreza é extrema, temos que fazer esse país avançar. Temos que conseguir que haja indústrias, investimentos, crescimento econômico, democratizar, abrir o país, e este senhor quer exatamente o contrário...

ML: Em que países da América Latina esses planos de orientação liberal diminuíram a pobreza?

ALJ: No Chile. Que lhe parece? Não está de acordo comigo? Ou você acredita que foram os socialistas no Chile que fizeram a economia crescer. Eles não mudaram sequer a legislação trabalhista chilena. Essa legislação ainda é a de Pinochet. O que acha disso?

ML: Você acha isso positivo?

ALJ: O que acha? O Chile é o exemplo de progresso. Porque há menos pobres, as pessoas trabalham, há satisfação, há democracia...

ML: Me chama a atenção, senador, que você não mencionou a conduta pessoal do presidente Lugo e sabe que eu faço essa pergunta porque sou mulher...

ALJ: Olhe, honestamente lhe digo que sou muito prático e muito sincero. Se Lugo tivesse tido a conduta moral que teve, mas tivesse feito as reformas que foram feitas no Chile, não veria problemas. Simples assim.

ML: Ah! Não tenho mais perguntas. Muito obrigado.

PB: Estivemos falando com o senador Alfredo Luis Jaeggli, senador liberal presidente da comissão da Fazenda e da comissão bicameral do Orçamento que, de alguma forma, ratifica os rumores que estão circulando sobre um processo de julgamento político contra o presidente Fernando Lugo e sua destituição em moldes similares ao que ocorreu em Honduras. Estão pensando em um golpe de Estado que não seja encabeçado pelos militares, mas sim pelos próprios parlamentares. A idéia é dar um verniz de constitucionalidade a esse processo para depois discutir se é ou não legal. Mas, no longo prazo, tomando o exemplo de Honduras, o golpe se mantém e o presidente destituído não pode voltar ao poder.

Tradução: Katarina Peixoto


Pinçado de:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16300

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mais pedágio

Você já deve ter visto propaganda do governo do estado de São Paulo dizendo que São Paulo tem as melhores estradas do Brasil, atribuindo isso as realizações do mesmo. Veja o video abaixo e veja porque São Paulo tem as melhores estradas do Brasil. Essa é apenas uma praça de pedágio, existem muitas outras sendo instaladas, sem contar as que já existem, por todo o estado.

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Petrobras lança novo processo seletivo para nível médio e superior

A Petrobras divulgou nesta segunda-feira (21/12) edital de novo processo seletivo público. O concurso é destinado ao preenchimento de 622 vagas para 56 cargos de nível médio e superior. O edital está disponível no site da Petrobras e no da Fundação Cesgranrio.

As inscrições estarão abertas de 12 a 29 de janeiro e poderão ser feitas através do site da Cesgranrio. Para nível médio, a taxa de inscrição é de R$ 27,00. Para nível superior, R$ 40,00.

A remuneração mínima inicial varia de R$ 1.647,19 a R$ 5.685,07. Entre os benefícios, a Petrobras oferece previdência complementar (opcional), plano de saúde (médico, hospitalar, odontológico, psicológico e benefício farmácia) e benefícios educacionais para dependentes, entre outros.
Podem concorrer candidatos de nível técnico/médio para os cargos de inspetor de segurança interna júnior, técnico de administração e controle júnior, técnico de contabilidade júnior, técnico de estabilidade júnior, técnico de exploração de petróleo júnior (eletrônica, geodésia e geologia), técnico de informática júnior, técnico de inspeção de equipamentos e instalações júnior, técnico de logística de transporte júnior (controle e operação), técnico de manutenção júnior (elétrica, eletrônica, instrumentação e mecânica), técnico de operação júnior, técnico de projetos, construção e montagem júnior (edificações, elétrica, eletrônica, estruturas navais, instrumentação, máquinas navais e mecânica), técnico de segurança júnior, técnico de suprimento de bens e serviços júnior (administração, elétrica e mecânica), técnico de telecomunicações júnior e técnico químico de petróleo júnior.

Os candidatos de nível superior podem concorrer aos cargos de advogado júnior, analista ambiental júnior (biologia e oceanografia), analista de sistemas júnior (engenharia de software, infraestrutura e processos de negócio), auditor júnior, bibliotecário júnior, contador júnior, dentista júnior, enfermeiro do trabalho júnior, engenheiro civil júnior, engenheiro de equipamentos júnior (elétrica, eletrônica, inspeção, terminais e dutos), engenheiro de meio ambiente júnior, engenheiro de produção júnior, engenheiro de segurança júnior, engenheiro de telecomunicações júnior, engenheiro naval júnior, estatístico júnior, geólogo júnior, médico do trabalho júnior, nutricionista júnior, psicólogo júnior e químico de petróleo júnior.

As provas serão realizadas em 21 cidades do país. As datas das provas e das demais etapas do concurso podem ser consultadas no edital.

Os processos seletivos da Petrobras seguem a política de ingresso sistemático de novos empregados. Até 2013, a empresa deve admitir cerca de 9 mil pessoas, com objetivo de atender às demandas do Plano de Negócios 2009-2013, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões nesse período.


Pinçado de:
http://www.blogspetrobras.com.br/fatosedados/?p=15751#more-15751

Durante meia hora, presidente fala de improviso, faz piadas e conquista a plateia de convidados na festa esportiva no Maracanãzinho

domingo, 20 de dezembro de 2009

Alto de Trapuá

Já foste algum dia espiar
do alto do engenho Trapuá?
Fica na mesma estrada de Nazaré,
antes de Tracunhaém.
Por um caminho à direita
se vai ter a uma igreja
que tem um mirante que está
bem acima dos ombros das chãs.
Com as lentes que o verão
instala no ar da região
muito se pode divisar
do alto do engenho Trapuá.


Se se olha para o oeste
onde começa o Agreste,
se vê o algodão que exorbita
sua cabeleira encardida,
a mamona de mais altura,
que amadurece feia e hirsuta,
o abacaxi, entre sabres metálicos,
o agave as vezes fálico,
a palmatória bem estruturada,
e a mandioca sempre em parada
na paisagem que o mato prolixo
completa sem qualquer ritmo,
e tudo entre cercas de avelós
que mordem com leite feroz
e ali estão, cão ou alcaide, para defesa da propriedade.


Se se olhar para o nascente,
se vê flora diferente.
Só canaviais e suas crinas,
e as canas longilíneas
de cores claras e ácidas,
femininas, aristocráticas, desfraldando ao sol completo
seus líquidos exércitos,
suas enchentes sem margem
que inundaram já todas as vargens
e vão agora ao assalto
dos restos de matas dos altos.


Porém se a flora varia
segundo o lado que se espia,
uma espécie há, sempre a mesma,
de qualquer lado que esteja.
É uma espécie bem estranha:
tem algo de aparência humana,
mas seu torpor de vegetal
é mais da história natural.
Estranhamente no rebento
cresce o ventre sem alimento,
um ventre entretanto baldio
que envolve só o vazio
e que guardará somente ausência
ainda durante a adolescência,
quando ainda esse enorme abdome
terá a proporção de sua fome.
Esse ventre devoluto,
depois no indivíduo adulto,
no adulto, mudará de aspecto:
de côncavo se fará convexo
e o que se parecia fruta
se fará palha absoluta.
apesar do pouco que vinga,
não é uma espécie extinta
e multiplica-se até regularmente.
Mas é uma espécie indigente,
é a planta mais franzina
no ambiente de rapina,
e como o coqueiro, consuntivo,
é difícil na região seu cultivo.



São lentes de aproximação
as que instala o verão
no mirante do Engenho Trapuá.
Tudo permitem divisar
com a maior precisão:
até ma espiga sem grão,
até o grão de uma espiga,
até no grão essa formiga
de ar muito mais racional
que o da estranha espécie local.

João Cabral de Melo Neto

sábado, 19 de dezembro de 2009

Sex Noise - It Come Out Of Space

Victor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"Não podemos perder essa oportunidade"

“Não podemos nos conformar com números mesquinhos”, diz ministra Dilma

Do blog do Planalto

Sob o título “Compromisso com o futuro”, o jornal O Estado de S. Paulo publica, em sua edição deste domingo (13/12), artigo exclusivo da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual aborda a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP15), que acontece em Copenhague (Dinamarca). A ministra – que lidera a delegação brasileira naquele país – avalia a COP15 como sendo “daqueles momentos em que a História nos desafia ao máximo”.

Dilma Rousseff também diz que “deter o aquecimento global é uma responsabilidade comum, mas diferenciada em relação ao papel de cada país ou grupo de países”. E a ministra conclui: “Não podemos nos conformar com números mesquinhos”. Para o Brasil, o primeiro país a colocar no papel metas voluntárias de redução dos gases que causam o efeito estufa, é importante que a reunião da ONU mostre resultados do compromisso das nações para salvar o clima. Ao mesmo tempo, aponta ações do governo Lula sobre o tema.


A seguir a íntegra do artigo:

Compromisso com o futuro
Dilma Rousseff
A 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que termina esta semana em Copenhague, é daqueles momentos em que a História nos desafia ao máximo. A crise do aquecimento global exige respostas firmes, conjuntas e consequentes, por parte de todos os países e governos. Limitar o aumento da temperatura neste século a no máximo 2 graus centígrados, reduzindo as emissões de gases que provocam efeito estufa, é um objetivo possível e necessário. Para alcançá-lo, temos de firmar um compromisso urgente dos países industrializados, sem exceções, com a redução de suas próprias emissões e com a garantia do financiamento às ações necessárias nos países em desenvolvimento.

Deter o aquecimento global é uma responsabilidade comum, mas diferenciada em relação ao papel de cada país ou grupo de países, além de estar vinculada às realidades específicas de desenvolvimento econômico e social de cada um. Não se podem cobrar sacrifícios iguais de quem participou desigualmente do processo de desenvolvimento industrial e acumulação de riqueza ao longo de séculos. Copenhague será um avanço, se os países que acumularam riqueza, historicamente, à custa da degradação ambiental, colocarem na mesa metas de redução de emissões. Números robustos, à altura do desafio comum e da dívida acumulada com o planeta.

Coerentemente, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima estabeleceu que os países industrializados devem adotar metas absolutas de redução para o conjunto de suas economias. E os países em desenvolvimento devem definir ações voluntárias em setores por eles determinados, em intensidade mensurável. Espera-se que até 2020 os países mais ricos reduzam suas emissões de CO2 em 40% em relação ao ano de 1990, que respeitem o Protocolo de Quioto e que mantenham um fundo público permanente para financiar ações de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento. Estes países precisam ser apoiados para ter oportunidade de crescer e atender suas demandas sociais, sem agravar a situação ambiental.

Graças às ações que adotamos internamente e à persistência com que conclamamos os demais países a um esforço compartilhado de controle do clima, o Brasil deixou de ser parte do problema do aquecimento global para se tornar respeitado como impulsionador de soluções negociadas. Temos a matriz energética mais limpa e renovável entre as maiores economias do mundo. Usinas hidrelétricas, biocombustíveis e outras fontes renováveis respondem por 45,9% de toda energia consumida no Brasil. A média mundial é de 87,1% de utilização de fontes fósseis, como petróleo e carvão, contra 12,9% de fontes renováveis. Nos países da OCDE, a média piora para 93,7% de fontes fósseis, que agravam o efeito estufa.

Nossa matriz energética limpa não caiu do céu. É o resultado do esforço de gerações na construção de usinas hidrelétricas e na produção de combustíveis renováveis. Fontes hídricas garantem 86% da geração de eletricidade no Brasil. Nos últimos 30 anos, a utilização de etanol combustível, anidro ou hidratado, evitou a emissão de mais de 850 milhões de toneladas de CO2 à atmosfera.

O governo do presidente Lula valorizou e ampliou esse patrimônio nacional. Com a entrada em operação de novas usinas, acrescentamos 22 mil Megawatts à oferta de energia hidrelétrica, entre 2005 e 2008. E contratamos mais 6.874 Megawatts gerados por fontes alternativas, especialmente biomassa, o que corresponde à capacidade de geração de meia Itaipu. Criamos o Programa do Biodiesel e obrigamos, por lei, a adição do óleo vegetal ao diesel consumido no país. Incentivamos a produção dos automóveis com motores flex – que já são 94% dos carros vendidos hoje no país.

O Brasil, além do mais, acaba de dar a mais vigorosa resposta ao desafio de reduzir e conter o histórico processo de desmatamento da Amazônia – maior fonte de emissão de CO2 em nosso território. A área de floresta derrubada caiu de cerca de 28 mil quilômetros quadrados em 2004, para 7 mil quilômetros quadrados em 2009. É o melhor resultado desde 1988, quando o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a mensurar o desmatamento. O resultado deste ano confirma a sequência de reduções consistentes, iniciada em 2005. É o fruto da vigilância permanente, da repressão ao comércio ilegal de madeira e de políticas que valorizam a preservação da floresta.

O Brasil está no grupo de países dos quais se esperam ações voluntárias para mitigar a emissão de poluentes em seu território, mas não estão obrigados a fixar metas de redução. Nós decidimos ir além disso e apresentamos, em novembro último, a meta de reduzir as emissões em nosso país, entre 36,1% e 38,9%, até 2020. Vamos deixar de emitir cerca de 1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (t CO2eq), cumprindo um programa de ações voluntárias assim definido:

. Reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia e em 40%, no cerrado (corte de 669 milhões t CO2eq).
. Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens, integração agricultura-pecuária, plantio direto na palha e fixação biológica de nitrogênio (corte de 133 a166 milhões t CO2eq)
. Ampliar a eficiência energética, o uso de biocombustíveis, a oferta de hidrelétricas e fontes alternativas como biomassa, eólicas, pequenas centrais hidrelétricas, e o uso de carvão de florestas plantadas na siderurgia (corte de 174 a 217 milhões t CO2eq)

A iniciativa brasileira reanimou as expectativas de sucesso em torno da Conferência do Clima, que estavam ameaçadas pela reticência de atores fundamentais, notadamente Estados Unidos e China. Imediatamente, outros países responderam com metas voluntárias em graus variados. E pela primeira vez, na história das negociações sobre clima, os Estados Unidos apresentaram uma meta de redução de emissões.

É importante ter números na mesa, mas eles devem ser avaliados por seu alcance efetivo. Tomando como referência os níveis verificados em 1990 – como fazem os signatários do Protocolo de Quioto – a proposta dos Estados Unidos equivale a cortar meros 4% de suas emissões. É decepcionante, para um país que responde por 29% das emissões globais. Será igualmente decepcionante se a União Europeia fixar objetivos abaixo das expectativas alimentadas nos últimos anos. E será totalmente frustrante se Copenhague der respostas financeiramente limitadas e institucionalmente incertas, para o apoio às ações de mitigação nos países em desenvolvimento. Circunstâncias da economia mundial não justificam o abandono do planejamento multilateral adequado, de longo prazo e com respeito à soberania dos países.

O Brasil vai a Copenhague como o país que já promoveu a maior redução em suas emissões de CO2. Fomos além de nossas obrigações e apresentamos, pioneiramente, metas voluntárias e ousadas para 2020. Fizemos nossa parte; esperamos o mesmo dos demais. Não podemos nos conformar com números mesquinhos, que não levem em conta o estoque acumulado no tempo nem os índices per capita de emissão de CO2 de cada país. O futuro não nos perdoará se desperdiçarmos esta oportunidade de tornar o mundo melhor, ambientalmente mais seguro, para nós e para os que virão depois.
______________________________________________
Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Chefe da Delegação Brasileira à 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima


Pinçado de:
http://blog.planalto.gov.br/%e2%80%9cnao-podemos-nos-conformar-com-numeros-mesquinhos%e2%80%9d-diz-ministra-dilma/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fujiya & Miyagi 'Ankle Injuries'

Fujiya & Miyagi 'Ankle Injuries' from Tom Lindsay on Vimeo.

Brasil aprova adesão da Venezuela ao Mercosul e integração avança

Do blog Vermelho


O Plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira, por 35 votos a 27, o projeto de decreto legislativo (PDS 430/09) que referenda o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O texto agora vai a promulgação. Com isso, fica faltando apenas a anuência do parlamento do Paraguai para que o país efetivamente passe a integrar o bloco, pois Argentina e Uruguai também já deram sua aprovação.
O projeto já havia sido aprovado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) no final de outubro, após a realização de uma série de audiências públicas com embaixadores e membros do Ministério das Relações Exteriores. O voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR), favorável à adesão, venceu o do relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário à entrada da Venezuela no mercado comum.


A oposição de direita, liderada pelo PSDB e DEM e com auxílio de direitistas do PMDB, como o presidente da Casa, José Sarney, tentaram a todo custo inviabilizar a adesão da Venezuela no bloco. Por trás de argumentos supostamente "técnicos e legais" escondia-se na ação dos oposicionistas uma mera antipatia ideológica pelo governo venezuelano, que adota uma linha declaradamente de esquerda, com viés socialista.

Durante todo o processo de votação, a maioria da base aliada ouviu calada os intermináveis discursos da oposição contra o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, mas, na hora do voto, exerceu o poder de maioria e aprovou, por 35 votos favoráveis a 27 contra, o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

Argumentos a favor

Em defesa da proposta, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) disse que o presidente Chávez "vai morrer um dia" e que o acordo em questão "é com a Venezuela". "Esse mesmo discurso (ideológico) devia ser feito para a China e ninguém fala nada", disse.

A argumentação do governo a favor do ingresso do país vizinho teve em Aloizio Mercadante (PT-SP) sua principal voz, defendendo que essa decisão se justifica enquanto um projeto de integração regional.

"Isolamento político não resolve os problemas entre as nações", destacou o senador petista, acrescentando que a América Latina é "uma região que muito mais do que a Europa precisa se integrar".

Mercadante também destacou a vantagem comercial que significaria a incorporação da Venezuela, descrevendo o país como "sétimo parceiro comercial do Brasil", responsável pelo "maior superávit que temos com o resto do mundo".

Também a favor da incorporação de Caracas, Pedro Simon (PMDB-RS) classificou a sessão do Senado como "histórica", já que seria parte do "nascimento" do Mercosul e seria referência para os livros de história quando o bloco for "um órgão de integração real".

Processo arrastado

A votação do protocolo já se arrastava por três anos e meio no parlamento brasileiro. As discussões do projeto colocaram o presidente Venezuela em rota de colisão com os parlamentares da oposição. Em 2007, Chávez chegou a dizer, em viagem a Manaus, que o Congresso brasileiro repetia "como papagaio o que dizem em Washington". Era uma resposta à moção aprovada no Senado que pedia a reabertura da RCTV, emissora privada que não teve a renovação autorizada pelo presidente venezuelano.

"A importância da Venezuela não é só econômica. É fundamental para a integração da América do Sul. Com o ingresso da Venezuela, estamos alargando o processo de integração, transparência e equilíbrio, até como garantia dos direitos individuais e da própria democracia na região", comemorou Jucá.

Números informados pelo senador afirmam que as exportações brasileiras para a Venezuela passaram de US$ 608 milhões para US$ 5,15 bilhões entre 2003 e 2008 - crescimento de 758% em cinco anos. Hoje, o Brasil tem com a Venezuela seu maior saldo comercial: US$ 4,6 bilhões dólares, valor 2,5 vezes superior ao obtido com os Estados Unidos, de US$ 1,8 bilhão.

De acordo com levantamento do Itamaraty, com a adesão da Venezuela o Mercosul passa a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes e PIB total superior a US$ 1 trilhão - o que representa cerca de 76% do PIB de toda a América do Sul.

Para participar do bloco, a Venezuela ainda precisa do aval do parlamento do Paraguai, que deixou as discussões para 2010, quando o Brasil estiver dado o assunto por encerrado. Argentina e Uruguai já aprovaram o protocolo.

Da redação,
com agências

Pinçado de:
http://www.rubro.paginaoficial.ws/noticia.php?id_noticia=121402&id_secao=1

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mensangem subliminar

Mensagem subliminar de Serra para Arnold Schwarzenegger:
Eu tenho mais cérebro que você, hahaha.




José Serra firmando um acordo internacional com o estado da Califórnia, Vai vender água do alagão de São Paulo, para apagar os incêndios na Califórnia. É isso aí Serra mostra sua importância.
Ele acredita que tem que aparecer mais que a Dilma, como se o Povão tivesse preocupado com o que acontece em Cpenhague, O povo que vai votar em 2010 está se importando tanto com Copenhague, quanto a grande imprensa está preocupada em mostrar a confecom.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Neruda



Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda

domingo, 13 de dezembro de 2009

Preconceito Velado

Será que eu sou chato mesmo ou usaram mais uma vez de todo preconceito velado que carregam até os ossos, para fazer uma entrevista com o Richarlyson. É impressionante o destaque que dão para ele passando a mão no cabelo. Câmara lenta e tudo, para dar um ar de delicadeza ao movimento. As vezes fico pra morrer com tanta maldade para com as pessoas, caramba deixem o cara em paz, façam uma entrevista honesta com o rapaz, como fazem com tantos outros que tem opções sexuais não definidas, não os expondo. Como fazem questão de fazer com esse rapaz.

Enchente em SP: veja como a imprensa protege Serra

Do blpg do Brizola Neto





O Governador de São Paulo, José Serra, reclamou que a cobertura da enchente em São Paulo – a cidade está até hoje cheia de pontos alagados – era obra do que chamou de “PT Press”, a imprensa petista. O problema da enchente, disse ele, foi a enorme, anormal, atípica chuva que caiu da noite de segunda até a manhã de terça-feira.

Choveu muito, é verdade. Precisamente 87,6 milímetros de precipitação das 23 horas de segunda, dia 7, até o meio-dia de terça, dia 8. Em 14 horas, a média horária de precipitação foi 6,74 mm, portanto.

Mas o governador Serra não tem razão quando diz que, por isso, a imprensa, a PT Press, foi ruim para com ele. Governador, vou mostrar que a PDT Press vai fazer uma demonstração muito simples de que não foi uma quantidade de chuva capaz de arrasar uma cidade.

Na noite de quinta-feira, dia 10, começou a chover forte na Zona Sul do Rio de Janeiro. Das 20h do dia 10 até a uma hora da manhã de sexta, dia 11, desabaram sobre o Rio 102,6 milímetros de chuva. A média horária de precipitação – muito importante, porque determina a capacidade de vazão do sistema de escoamento, de 20,5mm de chuva por hora.

Isto é, três vezes mais do que choveu em São Paulo. Não se argumente que houve “picos” de chuva maiores em São Paulo. A máxima foi às 6 horas da manhã, 21mm. No Rio, de 10h à meia-noite, 62,6 mm.

Claro que aconteceram problemas, alagamementos, muita coisa ruim. Mas nada que chegasse nem perto do drama que os paulistanos estão vivendo até hoje. Não há surpresa em chuvas fortes esta época do ano. Em Brasília, dia 1° deste mês, choveu 50 mm em apenas três horas.

Os dados que publico aqui são os oficiais do Instituto Nacional de Meteorologia, obtidos nas estações automáticas das duas cidades. São públicos e podem ser acessados clicando aqui. Escolha a estação de São Paulo, depois dados e coloque o período. Você vai ver o volume de chuva, hora a hora. Depois repita a operação com a estação do Forte de Copacabana, no Rio. Fiz a simples soma dos períodos de precipitação indicados.

Não são da “Tunikito Meteorology”, empresa da Fundação Cacique Cobra Coral, que o senhor Serra contratou quando era prefeito de São Paulo e que a tal PT Press deixou passar, mas que a PDT Press mostrou aqui para quem tiver dúvidas deste inacreditável convênio.

Também não é verdade que São Paulo esteja sendo castigada sistematicamente este mês pela chuva e que isso pudesse ter agravado a situação. Publico aí em cima os dados oficiais dovolume de chuva de São Paulo e do Rio este ano. Basta olhar para ver que choveu muito mais aqui do que lá em dezembro.

Quando a PSBD Press quer, vai atrás de todos os dados, como aconteceu com o blecaute provocado por raios nas torres de transmissão de Itaipu. Foram escritos tratados de meteorologia para tentar provar que não houve raios.

Na enchente de São Paulo, porém, não se deram nem ao trabalho de olhar os índices de chuvas que estão publicados na internet. Nem de questionar a eficiência do tal rebaixamento da calha do Tietê, que custou quase R$ 2 bilhões nos governos tucanos de Alckmin e Serra e não se mostrou nada eficiente no temporal de terça-feira.

Pinçado de:
http://www.tijolaco.com/?p=7073

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sem respostas

Sou como a brasa
Que queima sem sentido
Quando dói-me a alma
Não sei o que fazer
Fico parada sem respostas
Deixando a dor me ver morrer


Vera Lucia Stahl

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bolivarianismos

Do blog Óleo do Diabo - Por Miguel do Rosário

Acabo de ler o seguinte texto, num editorial da Folha de São Paulo:


A Constituição [a nova carta aprovada na Bolívia] prevê que as altas cortes da Justiça sejam eleitas por voto popular, o que pode viabilizar o controle, por parte do grupo de Morales, dos três poderes.


Cada vez me surpreendo mais com a concepção original do que seja democracia por parte de vastos segmentos da elite brasileira e latino-americana. O "grupo de Morales" controla os poderes através do voto popular, assim como as ditaduras que assolaram o continente por décadas controlaram-nos pela força bruta. Por que a imprensa brasileira defendeu o controle dos três poderes por militares despreparados, reacionários e truculentos e ataca um ponto sagrado da democracia, que é o povo exercer o poder através do voto?

Naturalmente, os juízes terão que ser aprovados por concurso e ser preparados para a função que deverão ocupar, mas a introdução do voto popular na escolha dos ministros da suprema corte permite à população participar mais ativamente da vida democrática nacional. Além disso, torna a sociedade mais autônoma em relação às decisões do presidente da república, pois, no Brasil, os juízes são apontados pelo mandatário máximo.

*

Observo sempre que há segmentos que esnobam solenemente qualquer tentativa de avanço nas constituições latino-americanas, ao mesmo tempo que permanecem bajulando colonialmente as instituições do primeiro mundo. Não vejo porque países onde vige a monarquia, e que vivenciaram, no século XX, os maiores genocídios da história do mundo, tenham que ser nossas referências. Aliás, há sim alguns pontos onde os países europeus podem ser modelos para a América Latina: a valorização do trabalhador, que ganha salários decentes; a existência de vastos programas de assistência social, todos extremamente respeitados pelas elites e pela classe média; um sistema de educação pública de primeira categoria.

Enfim, é muito triste notar que as elites reacionárias deste lado do Atlântico criaram uma ideologia esquizóide, doentia, irreal. Acreditaram numa utopia mercadológica que nenhum país rico jamais implementou. Nem os Estados Unidos, onde a presença do Estado, ao contrário do que se propaga, sempre foi determinante. Segundo Chomsky, a maioria esmagadora das descobertas científicas realizadas nos EUA nasceram em estatais ou da cabeça de funcionários formados no serviço público. Além disso, o Pentágono, a Nasa, além de dezenas de outras agências federais, possuem uma forte autonomia orçamentária, e constituem o orgulho dos americanos. Nunca se pensou em privatizá-los, apesar de que o neoliberalismo de Reagan, Bush pai e Bush Filho, e sua turma, de fato conseguiram transferir para segmentos privados enormes nacos da indústria bélica, permitindo o surgimento de um lobby de guerra que hoje parece fora do controle, comprando parlamentares, membros do governo e jornalistas, sistematicamente, para seguir desestabilizando a paz mundial e obrigando o presidente americano a assinar cheques cada vez mais polpudos.

Obviamente é preciso considerar que o Estado, em si, não cria nada. Para que tenhamos agências públicas que produzam indivíduos criativos, é preciso driblar a burocracia, respeitar a liberdade dos funcionários, incentivar a formação.

*

Ah, lembrei de uma coisa que queria escrever há tempos. As campanhas auto-desmoralizadoras dos jornalões, sobretudo do trio ditabranda (Folha, Estadão e Globo), tem algo de muito estranho e suicida. Tudo bem que a imprensa escrita vive uma crise nos Estados Unidos, mas eles experimentam por lá uma realidade social oposta a nossa. Enquanto lá existe uma situação de empobrecimento e concentração de renda, aqui temos vastos setores da população se integrando à classe média e adquirindo maior poder aquisitivo. Não seria comercialmente lógico, portanto, que os jornalões procurassem lucrar com esse movimento? Muitos empresários enxergaram a oportunidade e ganharam muito dinheiro. Por que a Folha não seguiu esse caminho, tão natural, tão saudável e capitalista?

O que parece, francamente, é que a esses jornais não interessa conquistar um vigor financeiro autônomo: diante das negociatas sem licitação que vemos ocorrer entre governadores e grupos midiáticos, a impressão que temos é de que há um neoliberalismo sem liberalismo algum, pois continua visando exclusivamente manter empréstimos e financiamentos a juros subsidiados (ou mesmo a fundo perdido), através da eleição de políticos aliados, que fazem assinaturas em massa para o Estado e realizam grandes aquisições editoriais.

Certa feita, fiz um trabalho sobre o mercado de livros no Brasil. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de o governo, principalmente através do Ministério da Educação, é de longe o maior comprador de livros do país.

Esse poder estatal, conferido a seus representantes pelo voto popular, confere ao Estado um papel muito importante na construção de um ideário político e cultural entre a população. O papinho de intervencionismo estatal, importado dos ianques, não cola por aqui, porque, lá nos EUA, eles tiveram uma democracia estável de mais de duzentos anos, o que permitiu a criação de um Estado poderosíssimo que, em função da instabilidade política do planeta, tornou-se exageradamente militarizado, policialesco, com forte presença igualmente no setor cultural. Eles pecaram talvez por excesso, assim como alguns países da Europa. Mas o resultado, afinal de contas, foi positivo: tornaram-se países ricos e desenvolvidos. Por que o Brasil quer ser tão diferente? Por que o Estado aqui tem que ser sempre negativo?

Pinçado de:
http://oleododiabo.blogspot.com/2009/12/bolivarianismos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OleoDoDiabo+%28Oleo+do+Diabo%29

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quem tem medo da Venezuela?

Do blog do Azenha

Quem tem medo da Venezuela?

DR. ROSINHA*

A política externa brasileira tem longa tradição de pragmatismo. Nessa ótica, privilegiam-se os interesses de longo prazo dos Estados. Acertadamente, governos específicos e suas ideologias são vistos como secundários.

Apesar disso, mais de três anos após a assinatura do Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, há setores no Brasil que ainda discutem essa incorporação como se fosse um plebiscito sobre o governo Chávez.

A miopia estratégica que nutre esse debate superficial pode ser danosa para os interesses brasileiros de longo prazo. A adesão da Venezuela ao Mercosul é, do ponto de vista do Brasil, a culminação de um processo histórico de adensamento de relações bilaterais que perpassou governos de distintos matizes políticos, tanto em nosso país quanto na Venezuela.

Contudo, há setores da oposição que insistem em colocar a adesão da Venezuela ao bloco no quadro estreito do "chavismo" e "antichavismo".

Os argumentos são frágeis. O principal deles aponta uma suposta incompatibilidade entre o regime político venezuelano e a cláusula democrática do Mercosul. Ora, o Protocolo de Ushuaia é claro: eventuais sanções só são aplicáveis em caso de “ruptura da ordem democrática”, o que não aconteceu na Venezuela. Esse é o único parâmetro objetivo, em relação ao possível julgamento dos regimes políticos do Mercosul. A cláusula democrática não deve ser ignorada, mas não se deve ir além dela.

Outro argumento utilizado tange à possibilidade de Chávez vir a “perturbar” o Mercosul, em razão de sua “agenda política contrária ao capital estrangeiro e ao livre comércio”.

Bem, os nossos produtos são muito bem-vindos na Venezuela, como demonstram os US$ 4,6 bilhões de superávit que obtivemos no ano passado, mais de duas vezes maior do que o que obtivemos com os EUA, e os US$ 15 bilhões que a iniciativa privada brasileira investiu naquele país. Essa boa acolhida deverá ser revertida, caso o Brasil rejeite o ingresso da Venezuela no Mercosul.

O Mercosul representa oportunidade para que os países cresçam juntos, inclusive democraticamente. Com a integração, tendemos todos a melhorar. A oposição da Venezuela já reconheceu isso. Só falta a nossa oposição, em reconhecimento à longa tradição de pragmatismo da nossa política externa, votar pela adesão da Venezuela ao Mercosul. Sem medo.

*Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e membro do Parlamento do Mercosul


Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/quem-tem-medo-da-venezuela/

Mario Quintana

Vontade de escrever quatorze versos...
Pobre do Poeta... É só pra disfarçar...
Andam por tudo signos diversos
Impossíveis da gente decifrar

Qum sabe lá que estranhos universos
Que navios começaram afundar...
Olha meus dedos, no nevoeiro imersos,
Diluiram-se... Escusado navegar!

Barca perdida que não sabe o porto,
Carregada de cântaros vazios...
Oh! Dá-me a tua mão, Amigo Morto!

Que procuravas, solitário e triste?
Vamos andando entre os nevoeiros frios...
Vamos andando... Nada mais existe


Do livro A rua dos cataventos

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chuvas em São Paulo

Ainda bem que a chuva em São Paulo não causa tanto prejuízo e transtornos quanto o apagão. O Serra precisa mandar prender o subversivo São Pedro, ele deve estar mancomunado com o PT.






Brasil Privatizado

O jornalista de economia Aloysio Bionde é um dos mais conceituados de sua época e fez esse valioso estudo imprecindíve para quem quer saber como se deram as privatizações no Brasil.
Coloco aqui a disposição de todos esse livro que já vendeu milhares de cópias e não pode deixar de ser lido para uma melhor compreensão do que verdadeiramente representou para o Brasil esse período da história. Baixe-o clicando AQUI.


Escrito por Sandro Stahl

Comentário

Comentário feito no blog da Cristina Lemos

J.Arruda disse:
08/12/2009 às 08:36
Eu não sou petista, mas trabalho em obras relacionadas com geração e distribuição de energia.
Quero fazer um depoimento, de 2004 para frente existem tantas obras que faltam até profissionais pra trabalhar, em construção de barragens e linhas de transmissão.
Antes disso, no governo FHC, agente tinha que implorar de joelhos para conseguir um trabalho mal remunerado.


Pinçado de:
http://blogs.r7.com/christina-lemos/2009/12/08/nem-apagao-afeta-popularidade-do-governo-e-de-lula/

Grande sucesso da internet

Mike de Mosqueiro - Tcha nana nanana

Pensamento

O que é o poeta senão um alquimista a transformar o vazio de sua alma num sorriso no rosto dos enamorados.


Escrito por Sandro Stahl

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rir é preciso

Mexendo em meus arquivos encontrei dois cd's de piadas, compactei-os em rar e estou dissponibilizando aqui para quem quiser. Um é do Miele, quinhentos anos de piadas de português, clique AQUI para baixá-lo, o outro é de Nilton Pinto e Tom Carvalho, causos e piadas, que você pode baixar clicando AQUI.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Terminou o melhor campeonato de todos os tempos.

Calma eu explico, é verdade que o nível técnico foi um dos mais baixos, mas quantos campeonatos com nível técnico maiores que esse que foram muito mais sem graça? A emoção neste campeonato esteve presente até o último segundo, tanto na definição do título e dos classificados para a libertadores, quanto para saber quais os times seriam rebaixados para a série B. Os times brasileiros começam a criar a cultura necessária para disputar bem o campeonato por pontos corridos e os torcedores definitivamente tomaram gosto por essa forma de disputa, haja visto a média de público nos estádios que a cada ano só faz aumentar. Vamos ver agora qual será o discurso dos que são contra os pontos corridos, antes diziam que campeonato com final tinha mais emoção, mais emoção que as vividas hoje, eu duvido. Parabéns ao Flamengo, legítimo e merecido campeão, e a seus torcedores que fizeram belíssimas festas no Maracanã. Oxalá nos próximos anos possamos ter tantas emoções quanto tivemos nesse, pois se existe um país no mundo com times capazes de tornar essa fórmula de disputa emocionante, esse país é o Brasil.

Escrito po Sandro Stahl

O bom e velho Chuck Berry - Carol

Campanha cancele UOL e Folha, contra a censura na internet



Este blog reúne-se a muitos outros na internet que apóiam a campanha pelo cancelamento de assinaturas do UOL e Folha de S. Paulo, em solidariedade ao blog Arlesophia e ao Antonio Arles.

A Folha/UOL ameaçou judicialmente o A. Arles por ele ter colocado as imagens acima em seu blog, obrigando-o a retirá-las. Agora, ela vai ter de obrigar centenas de outros blogs a fazer o mesmo.

Junte-se à campanha: coloque em seu blog, mande por e-mail, espalhe por onde puder. Tudo o que O Jornal Mais Vendido do Brasil conseguiu com seu gesto pró-censura foi aumentar a publicidade negativa contra si…

sábado, 5 de dezembro de 2009

Folha esconde elo paulista

Do blog do Nassif
Da Folha de S.Paulo

Arruda ignorou parecer e contratou empresa suspeita
Acordo de R$ 15 mi com Info Educacional foi fechado apesar de alerta de órgão jurídico

Preço oferecido em licitação foi 4 vezes o valor da menor oferta; vídeo flagrou dono de empresa e funcionário do DF recebendo dinheiro

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo de José Roberto Arruda (DEM) ignorou alertas de sua assessoria jurídica e firmou contratos milionários com empresas suspeitas de financiar o mensalão do DEM.

Em março do ano passado, a própria Procuradoria-Geral do Distrito Federal deu parecer contrário à contratação da Info Educacional por R$ 12 milhões para implantar software em 173 escolas do DF diante da ausência de projeto piloto e justificativa de preços adequada.

Após quatro meses, mesmo tendo sido alertado para a necessidade de teste prévio e um possível superfaturamento, o governo abriu licitação para comprar programa de computador com exercícios de matemática, português e inglês.

Em seguida, desclassificou as três primeiras colocadas sob o argumento de que as empresas não passaram no “teste de conformidade” e escolheu como vencedora a Info Educacional, que apresentou preço (R$ 12 milhões) quatro vezes o valor da menor oferta (R$ 3 milhões).

Neste ano, o contrato com a empresa recebeu um aditivo de R$ 3 milhões.

Além do contrato de R$ 15 milhões com o DF, a Info Educacional já firmou contratos com outros quatro governos, entre eles as administrações do PSDB em Minas Gerais (R$ 6,7 milhões em 2008) e São Paulo (R$ 12,8 milhões entre 2004 e 2006), todos eles sem licitação.

Um funcionário da Secretaria de Educação do DF e o dono da empresa foram filmados recebendo dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que revelou o mensalão do DEM.

O diálogo da negociata de R$ 298 mil também está transcrito no inquérito que apura a fraude na Operação Caixa de Pandora.

Outra empresa investigada pela PF é a Linknet que, em outubro deste ano, venceu licitação de R$ 223 milhões para manter a prestação de serviços de dados ao governo do DF.

Dois meses antes do resultado da concorrência, a assessoria jurídica de Arruda sugeriu uma multa à Linknet por falta de cumprimento dum contrato anual de R$ 2,03 milhões com a Secretaria de Justiça. Via assessoria, a secretaria diz que desde fevereiro os repasses estão suspensos porque a empresa não deu as informações solicitadas.

Citada por Barbosa como uma das empresas pagadoras de propina, a Cap Brasil também teve parecer contrário à sua contratação de licitação em 2006. Ainda assim, fechou contrato para prestar serviço à Secretaria de Justiça. Por meio da assessoria, o governo informou que cancelou contrato porque o projeto não foi executado.

Como a Folha revelou anteontem, a Secretaria de Saúde do DF, comandada pelo PPS, também contrariou orientação do órgão de controle interno do governo ao contratar a Uni Repro. A entrega de propina envolvendo o nome da empresa está gravada em vídeo.

Perícia da PF

A PF concluiu ontem a primeira parte da análise do material apreendido na Caixa de Pandora. Será listado tudo o que foi levado à polícia, por determinação judicial, e caberá ao INC (Instituto Nacional de Criminalística) periciar computadores, CDs e recibos apreendidos, além das supostas contribuições de campanha que Arruda diz ter recebido.

As equipes responsáveis pela operação esperam concluir até o final da próxima semana a análise do material. Será feito um relatório e encaminhado ao ministro que preside o inquérito no Superior Tribunal de Justiça, Fernando Gonçalves.

Colaboraram FILIPE COUTINHO e ANDRÉA MICHAEL, da Sucursal de Brasília

Comentário
Todas as informações sobre o início da atuação dessas empresas em São Paulo, no governo Serra, hoje em dia são públicas e disponíveis – inclusive com links para as páginas do Diário Oficial que oficializa o contrato.

A Folha não dá porque Otávio Frias Filho tem o rabo preso com o governador José Serra.

Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/05/folha-esconde-elo-paulista/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Piada do dia

Um casal estava discutindo sobre finanças. O marido explodiu e disse:
-"Se não fosse pelo meu dinheiro essa casa não estaria aqui."
A mulher respondeu:
"Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Composição Serra/Arruda. "A imagem fala por si ?"

Analfabetismo funcional atinge 28% da população brasileira, aponta indicador

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília


Cerca de 28% da população ainda pode ser classificada como analfabeta funcional, enquanto somente 25% dominam plenamente o uso da língua. Essas são algumas informações apontadas pelo Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2009, divulgado hoje (2). O índice é apurado desde 2001 pela ONG (Organização não governamental) Ação Educativa e pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro).

O Inaf mede os níveis de analfabetismo funcional na população brasileira entre 15 e 64 anos, dividindo em quatro níveis: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que se encaixam nas duas primeiras categorias.

Os dados apontam que houve uma melhora no índice de analfabetismo funcional. O Brasil tinha, em 2007, 34% de pessoas nessa condição, sendo que 9% eram considerados analfabetos e 25% tinham habilidades rudimentares de leitura e escrita. Em 2009, o percentual de analfabetos funcionais caiu para 28% - 21% possuem nível de alfabetização rudimentar e 7% são analfabetos.

Há diversos conceitos para classificar o analfabeto funcional. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos.

O estudo do IPM mostra ainda que ir à escola não é garantia de aprendizagem: 10% dos brasileiros que estudaram até a 4ª série são analfabetos e apenas 6% atingem o nível pleno de alfabetização. Entre os que cursaram ou cursam da 5ª a 8ª série, apenas 24% ainda permanecem no nível rudimentar e apenas 15% podem ser considerados plenamente alfabetizados.


Pinçado de:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/12/02/ult105u8953.jhtm

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu vi doze novas praças de pedágio em São Paulo. Eu disse 12!

DO blog Vi o mundo - Por Luiz Carlos Azenha

Vi pessoalmente, com meus próprios olhos, 12 praças de pedágio em fase final de construção em estradas paulistas.

Quatro delas na rodovia Marechal Rondon, a SP-300, entre Bauru e a fronteira de Mato Grosso do Sul.

Na viagem de volta entrei no estado de São Paulo pela região de Presidente Prudente. Dali até a rodovia Castelo Branco contei outras oito praças de pedágio em construção, da concessionária CART.

Infelizmente, àquela altura, a bateria do meu celular já não era suficiente para fotografá-las. Mas segue uma amostra das que vi na Marechal Rondon:




Agora, convenhamos que nenhum político autorizaria tantas praças de pedágio justamente em um ano pré-eleitoral.

A não ser que....


Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/eu-vi-doze-novas-pracas-de-pedagio-em-sao-paulo-eu-disse-12/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Expectativa de vida do brasileiro sobe e chega a 72,86 anos, aponta IBGE

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Na década de 40, dificilmente um brasileiro passaria dos 50 anos. A expectativa de vida ao nascer naquela época era de 45,5 anos. Quase 70 anos depois, os avanços da medicina e as melhores condições de vida para quem vive no Brasil fizeram o índice saltar mais de 27 anos. A população hoje vive em média 72,86 anos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estátistica.
Só nos últimos dez anos, a avanço foi de 3,2 anos. Em 1998, o brasileiro vivia em média 69,66 anos. Já em 2008, as mulheres viviam 76,71 e os homens 69,11 anos.

Ou seja, o país está envelhecendo rapidamente. A projeção é de que até 2050 a população brasileira chegue aos 81,29 anos. A idade mediana da população também está aumentando. Em 1980, era de 20,20 anos. Em 2050, alcançar os 46,20 anos.

Nos próximos anos os idosos devem alcançar uma participação na sociedade maior à participação dos jovens. As crianças (0 a 14 anos) passaram de 38,24% da população em 1980 para 26,04% agora. Enquanto os idosos (65 anos ou mais) pularam de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, os jovens serão 13,15% e os mais velhos, 22,71% da população total.

"Mantidas as tendências dos parâmetros demográficos implícitas na projeção da população do Brasil, o País percorrerá velozmente um caminho rumo a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, fenômeno que, sem sombra de dúvidas, implicará em adequações nas políticas sociais, particularmente aquelas voltadas para atender as crescentes demandas nas áreas da saúde, previdência e assistência social", destacou o IBGE.

Desde 1999, o instituto divulga anualmente a Tábua Completa de Mortalidade da População do Brasil, em cumprimento ao artigo 2º do Decreto Presidencial nº 3.266.

Os dados, referente a 1º de julho do ano anterior, são usados pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros do fator previdenciário das aposentadorias.

Natalidade e mortalidade
As altas taxas de natalidade que desde o século 19 prevalecem no Brasil vêm sendo substituídas pela queda acentuada no crescimento da população, que passou de 3,04% em 1950 para 1,64% em 2000.

Até 1960, a taxa de fecundidade era superior a seis filhos por mulher. Hoje, o número médio de filhos por mulher é de 1,86 e já está baixo do nível de reposição das gerações.

A mortalidade infantil também caiu bastante -- 30% só na última década. Nos últimos dez anos, houve 200 mil óbitos a menos entre as crianças. Entre 1970 e 2008, passou de 100 para 23,30 óbitos por mil nascidos vivos. De acordo com o IBGE, o avanço é inegável, mas a taxa ainda é considerada alta se comparada à dos países vizinhos.

Além disso, a mortalidade entre os jovens também se mantém alta. De 1998 a 2008, mais de 272 mil homens de 15 a 24 anos morreram por causas externas, uma média de 68 mortos por dia.

Pinçado de:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/12/01/ult5772u6435.jhtm

sábado, 28 de novembro de 2009

O caderno da Camargo Correia

Do Blog do Luis Nassif

Por E

(faltou o link)

Nassif, e isso, não vale seu comentário?

Quando a PF agirá aqui em SP?

Construtora fez doações ilegais, diz PF
Camargo Corrêa deu repasses “por fora” a políticos e partidos, sugere documento

Secretários da cidade e do Estado de SP aparecem como beneficiários, mas negam; relatório final da Castelo de Areia será enviado à Justiça

DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Federal concluiu a segunda fase da Operação Castelo de Areia e apontou em um relatório indícios de doações ilegais feitas pela construtora Camargo Corrêa a políticos e superfaturamento em várias obras públicas pelo país.

O trabalho da PF poderá resultar em um nova denúncia do Ministério Público na semana que vem e no desmembramento das apurações para os tribunais superiores em Brasília, onde os políticos têm foro privilegiado para serem investigados.

Com base em laudos produzidos pelo Instituto Nacional de Criminalística, a Procuradoria também poderá pedir a abertura de novos inquéritos nos Estados em que as obras com indícios de sobreço foram executadas. A construção do trecho sul do Rodoanel Mário Covas é uma das obras que passaram a ser investigadas na segunda fase da operação.

A primeira etapa teve como foco supostos crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de dólares para o exterior cometidos por executivos da empresa- quatro diretores já foram denunciados à Justiça.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” publicada ontem, o delegado da PF Otavio Margornari Russo anexou ao relatório documento que cita 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998 e relaciona supostos repasses em favor de políticos e servidores. Um deles é o secretário municipal de São Paulo Walter Feldman (PSDB-SP), que aparece associado a US$ 5.000 mensais de janeiro a dezembro de 1996 e a outros US$ 20 mil, de 1998.

Há ainda referências a “Palácio Band” (US$ 45 mil em 1996), ao chefe da Casa Civil paulista, Aloysio Nunes Ferreira (US$ 15.780 em 1998), ao ex-senador Gilberto Miranda (US$ 50 mil em 1995), à Companhia Energética de São Paulo (US$ 2.389.927 em 1997) e às siglas PMDB, PFL (DEM), PSDB, PPB (PP) e PTB.

O advogado Celso Villardi, que defende a construtora, disse que ainda não teve acesso ao relatório e afirmou “lamentar” o vazamento para a imprensa.

Feldman disse que vai protocolar na PF um pedido de informações sobre o caso. “Não tenho de dúvida que são os primeiros sinais de um processo político que se avizinha”, afirmou. Aloysio disse que todas as doações que recebe são legais.


Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/28/o-caderno-da-camargo-correia/

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mark Knopfler - Going Home Local Hero Theme (Night in London

CONQUISTANDO O MITO

Cortando o fumo da madrugada
o cheiro de tudo e de nada
entre gestos de giestas
gritos andantes ambulantes vagantes

por entre pensamentos espessos
sons de silêncio e de plantas
neste celeiro de povo sempre novo
certo e incerto na penunbra do gesto

ergo um grito e meu lamento
minha arma de gume sem fronteiras
acerto o passo tomo o traço
lanço a lança directa ao alvo

construo-me construindo o abraço
digo sim e talvez e talvez não
entre a construção de um Amigo de sempre
na força viva de um Amigo que nunca vi.

FERNANDO MANUEL PEREIRA

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O neoliberalismo está "vivinho da silva"

Do portal Carta Maior

O recente colapso da economia mundial, causado predominantemente pela falta de regulação dos mercados financeiros, provocou uma erosão na credibilidade do neoliberalismo. No entanto, segue exercendo uma forte influência na maioria dos economistas e dirigentes de empresas, sobretudo pela ausência de uma doutrina alternativa. Por que a contínua invocação dos mantras neoliberais quando as promessas desta teoria foram contraditadas pela realidade em quase todas as ocasiões? O artigo é de Walden Bello.

Walden Bello (IPS)


Manila, Nov (IPS) – O recente colapso da economia mundial, causado predominantemente pela falta de regulação dos mercados financeiros, provocou uma erosão na credibilidade do neoliberalismo. No entanto, segue exercendo uma forte influência na maioria dos economistas e dirigentes de empresas, sobretudo pela ausência de uma doutrina alternativa.

Por que a contínua invocação dos mantras neoliberais quando as promessas desta teoria foram contraditadas pela realidade em quase todas as ocasiões?

O neoliberalismo é uma perspectiva que advoga a favor do mercado como o principal regulador da atividade econômica, enquanto busca limitar ao mínimo a intervenção do Estado.

Em tempos recentes, o neoliberalismo foi identificado com a própria ciência econômica, dada sua hegemonia como um paradigma dentro da disciplina, que induz à exclusão de outros enfoques.

Dado que a economia é vista em muitos setores como uma ciência irrefutável, quase como a física (é a única ciência social para a qual há um Prêmio Nobel), o neoliberalismo teve uma tremenda e penetrante influência não só em âmbitos acadêmicos, mas também nos meios políticos. Enquanto a Universidade de Chicago, lar do guru neoliberal Milton Friedman, se converteu em fonte de sabedoria acadêmica, em círculos tecnocráticos o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial foram vistos como instituições-chave que levaram esta teoria à política com uma série de prescrições que eram aplicáveis a todas as economias.

É surpreendente comprovar como só recentemente o liberalismo se transformou em um paradigma hegemônico. Até meados dos anos 70, as orientações econômicas keynesianas, que promoviam uma boa dose de intervenção estatal como necessária para a estabilidade e um crescimento econômico constante, eram a ortodoxia. No chamado Terceiro Mundo, o desenvolvimentismo, que prescrevia os princípios keynesianos para as economias que estavam insuficientemente penetradas e transformadas pelo capitalismo, era o enfoque predominante. Havia um tipo conservador de desenvolvimentismo e outro progressista, mas ambos viam o Estado como o mecanismo central do desenvolvimento.

Creio que há três razões pelas quais o neoliberalismo, apesar de seus fracassos, segue sendo dominante.

Em primeiro lugar, em certos países em desenvolvimento como Filipinas, a corrupção continua sendo considerada geralmente como uma explicação para o subdesenvolvimento. Deriva daí o argumento segundo o qual o Estado é a fonte da corrupção e o incremento do papel do Estado na economia, inclusive como regulador, seja visto com ceticismo. O discurso neoliberal concorda perfeitamente com esta teoria da corrupção, minimizando o papel do Estado na vida econômica e sustentando que tornar as relações de mercado dominantes nas transações às custas do Estado reduzirá as oportunidades para a corrupção tanto dos agentes econômicos quanto dos estatais.

Por exemplo, para muitos filipinos o Estado corrupto foi e segue sendo o principal obstáculo para a melhoria do nível de vida. A corrupção estatal é vista como o maior impedimento para o desenvolvimento econômico sustentável. A corrupção, por óbvio, deve ser condenada por razões morais e políticas, mas a suposta relação entre corrupção e subdesenvolvimento tem, de fato, pouca base.

Em segundo lugar, apesar da profunda crise do neoliberalismo, não surgiu ainda nenhum paradigma ou discurso alternativo convincente nem local nem internacionalmente. Não há nada parecido com o desafio que os princípios keynesianos colocaram ao fundamentalismo do mercado durante a Grande Depressão dos anos 30 do século passado. Os desafios apresentados por economistas estelares como Paul Krugman, Joseph Stiglitz e Dani Rodrik continuam enquadrados dentro dos limites da economia neoclássica.

Em terceiro lugar, a economia neoliberal segue projetando-se com a imagem de uma “ciência irrefutável” em razão de ter introduzido meticulosamente a tecnologia matemática. Como seqüela da recente crise financeira, esta extrema aplicação da matemática foi objeto de críticas dentro da própria profissão. Alguns economistas sustentam que o predomínio da metodologia sobre a substância converteu-se na finalidade da prática econômica e, consequentemente, a disciplina perdeu contato com as tendências e os problemas do mundo real.

Vale a pena notar que John Maynar Keynes, que era uma mente matemática, se opôs à “matematização” da disciplina precisamente pelo falso sentido de solidez que dava à economia. Como registrou seu biógrafo Robert Skidelsky, “Keynes era notoriamente cético acerca da econometria” e os números “eram para ele simplesmente pistas, indicações, gatilhos para a imaginação”, ao invés de expressões de certezas sobre fatos passados e futuros.

Superar o neoliberalismo, portanto, requer ir além da veneração dos números que, freqüentemente, cobrem a realidade, e ir além também do suposto cientificismo neoliberal.

(*) Walden Bello, é deputado da República das Filipinas e analista do centro de estudos Focus on the Global South (Bangkok)

Tradução: Katarina Peixoto


Pinçado de:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16246&editoria_id=7

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Iron Maiden - Wasted Years (Live)



Letra:
...From the coast of gold, across the seven seas
I'm travelling on, far and wide
But now it seems, I'm just a stranger to myself
And all the things I sometimes do, it isn't me but someone else

I close my eyes, and think of home
Another city goes by, in the night
Ain't it funny how it is, you never miss it til it's gone away
And my heart is lying there and will be til my dying day

Chorus:

So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years!

Too much time on my hands, I got you on my mind
Can't ease this pain, so easily
When you can't find the words to say, it's hard to make it through another day
And it makes me wanna cry, and throw my hands up to the sky

So understand
Don't waste your time always searching for those wasted years
Face up...make your stand
And realize you're living in the golden years



Tradução:
Anos Desperdiçados
Pela costa do ouro, através dos sete mares
Estou viajando, longe e além
Mas agora parece que, Eu sou só um estranho para mim mesmo
E todas as coisas que eu às vezes faço, Esse não sou eu mas outro alguém

Eu fecho meus olhos, e penso no lar
Outra cidade para ir, a noite
Não é engraçado como isso é, você nunca sente falta até isso ir embora
E meu coração está jaz la e irá até o dia da minha morte

Então entenda
Nao desperdiçe seu tempo sempre procurando por esses anos desperdiçados
Erga a cabeça...fique de pé
E perceba que você está vivendo nos anos dourados

Tempo demais em minhas mãos, Eu pego você em minha mente
Não sossegue com esta dor, tão facilmente
Quando você não encontra as palavras para falar, Isso e dificil de fazer
Por outro dia
E isso me faz querer chorar, e jogar minhas mãos para o céu

Então entenda
Nao desperdiçe seu tempo sempre procurando por esses anos desperdiçados
Erga a cabeça...fique de pé
E perceba que você está vivendo nos anos dourados

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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